Startup Day SEBRAE RS

startupday Sebrae RS

STARTUP DAY SEBRAE-RS

Olá amigos, tudo ótimo? Participei do Startup Day SEBRAERS em Porto Alegre no dia 20/05/2017. Se você perdeu o evento não se preocupe, vou trazer aqui um pouco do que rolou.

Foram três palestras e um coffe break de interação e troca de cartões, o evento foi bem bacana. Vou passar alguns insights importantes sobre o que observei nas palestras.

Primeira palestra: Como Nascem Negócios Globais?

Com Luiz Fernando Gomez - Fundador da Lotebox.

Com Luiz Fernando Gomez – Fundador da Lotebox.

Alguns insights da palestra:

– Precisamos pensar de forma global e não regional. No Brasil ainda pensamos muito de forma regional e isso prejudica nossos negócios.

– Existem muitas diferenças nas necessidades de expansão de um negócio global tradicional como a Coca-Cola se comparado com uma empresa digital como o Google. Pense em toda a logística…

– Os negócios digitais globais devem ver o mundo de outra perspectiva geográfica, de acordo com o mapa das conexões digitais e não na geografia tradicional, confira o mapa abaixo:novo mapa do mundo

– O polo tecnológico de Recife movimenta 10 bilhões por ano (não confirmei essa informação).

– O Brasil não tem nenhuma das 91 unicorns que existem fora dos Estados Unidos, startups que vale mais de 1 bilhão de dólares! Confira o mapada CB insights abaixo:unicorns fora dos USA

É importante pensar e refletir o por que de não termos nenhuma delas… Quais são as startups mais relevantes do Brasil? O quão relevantes elas são para o mundo?

– As novas tecnologias estão surgindo cada vez mais rápido! Nunca na história humana tivemos tanta velocidade nas novas descobertas. As coisas ficaram mais rápidas ainda! Confira o gráfico:tecnologia no tempo

– A tecnologia é meio para a criação de novas soluções. Todas as empresas serão empresas de tecnologia!

– Inovação é ação! É transformar ideias em um produto ou serviço real e que gere valor. A inovação envolve pessoas, envolve o comportamento das pessoas.

– Existem três coisas que atormentam a humanidade ao longo de sua história: Fome, Pestes e Guerras.

– Hoje já existem mais acessos a internet via mobile do que em notebooks e desktops. Uau…

– As dinâmicas de mercado são coordenadas por três variáveis: Demográficas, Sócio-Econômicas e Tecnológicas.

–  Novo conceito econômico de “world as a service”, o mundo como provedor de serviços  e não mais baseado em produtos.

Segunda Palestra: Como Vender Mais e Melhor

Com Paulo Rogério - Professor e Empresário

Com Paulo Rogério – Professor e Empresário

Alguns insights:

– Você é vendedor? Ser vendedor é atitude, é acreditar, é saber negociar, é não ter medo.

– Cultura de vendas, atitude e insistência.

– Existem três tipos de vendedor:

  • Hunter, aquele que caça novos clientes.
  • Farmer, aquele que é bom em gerenciar clientes, suas necessidades e seus pedidos.
  • Tirador de pedido…

– Vender é surpreender!

– Estratégias de vendas, o que devemos ter bem definido:

  • O que e quero vender?
  • O que o cliente quer comprar?
  • Como vender ao cliente?
  • Por que o cliente compra de mim?
  • Quando ele compra de mim?

Terceira Palestra: Marketing Digital: Como se Comunicar e Vender Inovação?

Com Leo Prestes - Creative Writer

Com Leo Prestes – Creative Writer

Alguns Insights:

– O jeito de fazer publicidade mudou muito, está muito mais complexo e com muito mais possibilidades.

Para ter sucesso no Marketing Digital é necessário:

  1. Dialogo e Transparência: é necessário ir além da comunicação, é preciso provar que o produto ou serviço é realmente bom.  [Case Zappos] [My Starbucks Idea]
  2. Senso de Comunidade: A importância das comunidades, do status social.
  3. Conteúdo: “Não queremos mais publicidade, queremos conteúdo!”. [Case The beauty Inside da Intel] – Importância não só da criação de conteúdo mas da curadoria de conteúdo. Existe muito conteúdo, é importante alguém indicar qual conteúdo é mais relevante.
  4. Conteúdo em tempo Real: Com as novas tecnologias é possível criar conteúdo em tempo real, com feedbacks e conversas “ao vivo”.  [Casa Sonho de Valsa Plantão do Amor]
  5. Ultra segmentação: Chegamos ao fim da era da comunicação de massa, agora podemos fazer ultra segmentações do público baseado em diversos fatores.
  6. Democracia: Todos podem usar o marketing digital, as pequenas também. Isso da muito mais liberdade nas disputas digitais!


Bom pessoal, em um resumão foi isso. Espero que aproveitem esses insights!

Já conhecem o Livro Equilíbrio Empreendedor? Confira.

Dúvidas, sugestões, contribuições, correção de erros, etc… Estou aqui para isso, deixe o seu comentário, compartilhe nas redes sociais. Um grande abraço!

BUSINESS MODEL CANVAS

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BUSINESS MODEL CANVAS – UMA VISÃO GERAL

O Business Model Canvas ou “Quadro de modelo de negócios”, é uma ferramenta que serve para planejar e visualizar as principais funções de um negócio e suas relações. O Canvas auxilia os empreendedores nos processos de criação, diferenciação e inovação, aprimorando e permitindo uma clara visualização do modelo de negócios da startup. O Canvas é uma ferramenta de gerenciamento estratégico simples e de fácil utilização, importante para a etapa de “Definição do modelo de negócios e das hipóteses de valor e de crescimento” de uma startup. O modelo Canvas é dividido em nove blocos que descrevem as funções essenciais de um negócio e suas ligações, explicarei cada uma delas posteriormente. Podemos subdividir o modelo Canvas em quatro blocos principais, que respondem às perguntas como, o que, para quem e quanto.

  • Como? Atividades-chave, Recursos-chave e Rede de parceiros.
  • O que? Proposta de Valor.
  • Para quem? Segmentos de Clientes, Canais e Relacionamento com o Cliente.
  • Quanto? Estrutura de custos e Fluxo de receita.

Para utilizar o Canvas, o mais recomendado é imprimir o modelo base que se encontra na página a seguir, preferencialmente em uma folha A3, e preenchê-lo utilizando utilizando post-its, adesivos autocolantes que facilitam o acréscimo, remoção e realocação das ideias. Mude e reorganize o modelo quantas vezes forem necessárias, o Canvas de nenhuma maneira é um modelo fixo a ser seguido. A utilização do Canvas irá ajudar no entendimento e na análise das estratégias de negócios do empreendimento, podendo o empreendedor modificá-las e encontrar soluções criativas para seu negócio.

business model canvas

O Business Model Canvas

OS NOVE BLOCOS DO MODELO CANVAS

1) Segmento de Clientes

Quais são os diferentes grupos de pessoas ou organizações que minha empresa busca alcançar e servir. Uma empresa existe para satisfazer as necessidades e desejos de seus clientes, identifique-os.

  • Para quem estamos criando valor?

  • Quem são nossos consumidores mais importantes?

2) Proposta de Valor

Descreve o pacote de produtos e serviços que criam valor para um Segmento de Clientes específico. É a proposta de valor que define o motivo pelo qual os clientes escolhem uma empresa ou outra. É ela que soluciona o problema do cliente, que satisfaz seu desejo ou necessidade. Ela descreve o conjunto de benefícios que geram valor ao cliente.

  • Que valor entregamos ao cliente?

  • Qual problema estamos ajudando a resolver?

  • Que necessidades estamos satisfazendo?

  • Que conjunto de produtos e serviços estamos oferecendo para cada Segmento de Clientes?

3) Canais

Descreve como uma empresa se comunica e alcança seus Segmentos de Clientes para entregar uma Proposta de Valor. Os canais de comunicação, distribuição e vendas compõem a interface da empresa com os clientes. Eles são o ponto de contato com os clientes, e desempenham importantes papeis.

  • Através de quais Canais nosso Segmento de Clientes quer ser contatado?

  • Como nossos Canais se interagem?

  • Qual funciona melhor?

  • Quais apresentam melhor custo-benefício?

  • Como estão integrados à rotina dos clientes?

4) Relacionamento com Clientes

Descreve os tipos de relações que uma empresa estabelece com os Segmentos de Clientes. As relações podem variar desde pessoais até automatizadas. Elas podem ser guiadas pela conquista do cliente, pela retenção do cliente ou pela ampliação das vendas. Essas estratégias podem ser alteradas ao longo do tempo.

  • Que tipo de relacionamento cada um dos nossos Segmentos de Clientes espera que estabeleçamos com eles?

  • Quais já estabelecemos?

  • Qual o custo de cada um?

  • Como se integram ao restante do nosso Modelo de Negócios?

5) Fontes de Receita

Representa o dinheiro que uma empresa gera a partir de cada Segmento de Clientes. Quais os tipos de precificação a empresa usa.

  • Quais valores nossos clientes estão realmente dispostos a pagar?

  • Pelo que eles pagam atualmente?

  • Como pagam?

  • Como prefeririam pagar?

  • O quanto cada Fonte de Receita contribui para o total da receita?

6) Recursos Principais

Descreve os recursos mais importantes exigidos para fazer um Modelo de Negócios funcionar. Cada Modelo de Negócios requer determinados Recurso Principais, eles permitem que uma empresa crie e ofereça sua Proposta de Valor, alcance mercados, mantenha relacionamentos com os Segmentos de Clientes e obtenha receita. Eles podem ser físicos, financeiros, intelectuais ou humanos.

  • Quais Recursos Principais são necessários para que cada um dos seguintes itens realizem suas funções:

    • Proposta de Valor;

    • Canais de Distribuição;

    • Relacionamento com o Cliente;

    • Fontes de Receita.

7) Atividades-Chave

7) Atividades-Chave

Descreve as ações mais importantes que uma empresa deve realizar para que seu Modelo de Negócios funcione.

  • Quais são as Atividades-Chave realizadas pelos seguintes itens do modelo Canvas:

    • Proposta de Valor;

    • Canais de Distribuição;

    • Relacionamento com o Cliente;

    • Fontes de Receita.

8) Parcerias Principais

Descreve a rede de fornecedores e os parceiros que põem o Modelo de Negócios para funcionar. As empresas criam alianças para otimizar seus modelos, reduzir riscos ou adquirir recursos.

  • Quem são nossos principais parceiros?

  • Quem são nossos principais fornecedores?

  • Que Recursos Principais estamos adquirindo dos parceiros?

  • Que Atividades-Chave os parceiros executam?

9) Estrutura de Custo

Descreve os custos mais importantes envolvidos na operação de um Modelo de Negócios.

  • Quais são os custos mais importantes em nosso Modelo de Negócios?

  • Que Recursos Principais são mais caros?

  • Quais Atividades-Chave são mais caras?

EXEMPLO DE MODELO CANVAS DO SKYPE

Canvas Skype

Canvas Skype

Uma explicação sobre o Canvas (em inglês). Mais em: https://strategyzer.com/canvas/business-model-canvas

Dúvidas ou sugestões? Deixe seu comentário.

Agende uma aula sobre Business Model Canvas, empreendedorismo, Lean Startup ou inovação em sua organização.

Um abraço!

A Startup Enxuta – Uma visão geral

Startup Enxuta

Startup Enxuta

A STARTUP ENXUTA – UMA VISÃO GERAL

“A maioria dos produtos não fracassa por causa da execução insatisfatória, mas sim porque a empresa está desenvolvendo algo que ninguém quer.”
– Erir Ries, empreendedor

A Startup Enxuta, The Lean Startup de Eric Ries, traz ao empreendedorismo e à inovação uma nova mentalidade que muda todo o processo de criação de startups. Acredito que a Startup Enxuta entrará na história como um divisor de águas quando o assunto for a abordagem científica sobre a inovação. O Equilíbrio Empreendedor adota os conceitos da Startup Enxuta como o modelo a ser seguido na parte técnica do empreendedorismo inovador. A Startup Enxuta é uma metodologia aberta, e pode ser complementada por outras técnicas e metodologias.

A Startup Enxuta traz uma metodologia cientifica, uma nova mentalidade para a criação de produtos e serviços inovadores, baseada em um ciclo de feedback – construir -medir-aprender. A Startup Enxuta não é uma metodologia simples, de fácil compreensão e aplicação, mas é vital para quem busca o sucesso de uma startup, porque ela altera a definição dos objetivos das startup para o aprendizado validado, e muda a maneira de medirmos o progresso de uma startup. A Startup Enxuta é a ferramenta atual mais poderosa para o empreendedorismo inovador, ela é muito mais do que um conjunto de regras, é uma nova mentalidade. A Startup Enxuta se desenvolve sob diversas ideias anteriores de administração e desenvolvimento de produto: a manufatura enxuta, o Design Thinking, o customer development e o desenvolvimento ágil. A Startup Enxuta representa uma nova abordagem para criar a inovação continua, vou apresentar a seguir seus fundamentos e seu processo de funcionamento.

Lean Startup basics

A VISÃO DA LEAN STARTUP

Uma startup é uma instituição humana projetada para criar novos produtos e serviços sob condições de extrema incerteza. O objetivo de uma startup é descobrir a coisa certa a ser criada, o que os clientes querem e pagarão por isso, o mais rápido possível, enfatizando a interação rápida e a percepção do consumidor. Se você desenvolve algo que ninguém quer, qual é a importância se você faz isso dentro do prazo e do orçamento?

CONCEITOS DA LEAN STARTUP
  • Empreendedores estão em todos os lugares.
  • Empreendedorismo é administração.
  • Utiliza a contabilidade para inovação, uma nova forma de medir o progresso de uma startup.
  • Tem como base o aprendizado validado.
  • Em uma startup não se sabe quem é o cliente e nem se existe valor no produto oferecido.
  • A startup é uma catalisadora que transforma ideias em produtos. À medida que os clientes interagem com os produtos, geram importantes feedbacks e dados.
  • Os produtos da startup são experimentos, a aprendizagem sobre como desenvolver uma empresa sustentável é o resultado desses experimentos. Para as startups, tais informações são muito mais importantes que dólares, prêmios ou citações na imprensa, pois podem influenciar e reformular o próximo conjunto de ideias.
  • Existe na cabeça do empreendedor algo que ele acredita ser um produto ou serviço com grande potencial. Os elementos mais importantes para o sucesso desse produto ou serviço são chamados de atos de fé, eles devem ser testados na busca de validação. Existem duas principais hipóteses que devem ser validadas:
    • Hipótese de Valor: É formulada para testar se o produto ou serviço de fato fornece valor aos clientes.
    • Hipótese de Crescimento: É formulada para testar como os novos clientes descobrirão o produto.
  • Ao reduzir o tamanho do lote de produção, podemos atravessar o ciclo de feedback – construir-medir-aprender com mais rapidez do que os nossos concorrentes. A capacidade de aprender mais rápido com os clientes é a principal vantagem competitiva que as startups devem ter.
  • O motor de crescimento é o mecanismo que as startups utilizam para alcançar o crescimento sustentável.
  • O objetivo dos esforços iniciais de uma startup deve ser testar as hipóteses o mais rápido possível.
  • O primeiro desafio do empreendedor é testar essas suposições sistematicamente. O segundo desafio, como em todas as situações do empreendedorismo, é realizar esses testes sem perder de vista a visão geral da empresa.
O processo:

O processo da Lean Startup é baseado no ciclo de feedback – construir-medir-aprender que abordarei a seguir.

Ciclo Lean Startup

1) Constuir

Com base em suas ideias, no que o empreendedor acredita ser um novo produto ou serviço promissor, é criado um produto mínimo viável, ou MVP, é ele que fará a interação com os clientes. É com o MVP que iremos percorrer todo o ciclo de feedback – construir, medir, aprender. Devemos estar dispostos a pôr de lado nossos padrões profissionais tradicionais para começar o processo de aprendizagem validada o mais breve possível.

Uma regra: elimine todo recurso, processo ou esforço que não contribui diretamente com a aprendizagem que você procura. Esse MVP não precisa funcionar da maneira correta por de “trás das cortinas”, como no caso do Grupon, que os funcionários geravam os cupons manualmente, sem um sistema funcionando automaticamente como parecia existir. Ou no caso do Dropbox, que tinha apenas um vídeo em seu site como MVP, explicando o funcionamento do software e cadastrando os interessados pelo mesmo. O Dropbox usou um vídeo como MVP pois seu produto final era de grande complexidade técnica. Construa o seu MVP focando apenas nas características que possam trazer validação para sua hipótese de valor e sua hipótese de crescimento. São essas características que definirão o potencial de seu produto.

2) Medir

Com o MVP construído, ele agora deve ser disponibilizado ou vendido para clientes reais. São as interações dos clientes reais que geram as informações necessárias para medir o desempenho de uma startup. O maior desafio de uma startup é o de determinar se os esforços de desenvolvimento do produto estão levando a um progresso real. Para isso, usaremos a contabilidade para inovação, uma abordagem quantitativa que nos permite observar se os esforços de ajuste do produto estão dando resultados. Isso possibilita a criação de marcos de aprendizagem, que são úteis para avaliar o progresso de maneira precisa e objetiva. É utilizado na Startup Enxuta algumas ferramentas importantes como o teste comparativo A/B, Kanban e a análise de coorte.

Utilizando o MVP devemos estabelecer a baseline, ou seja, a onde a startup se encontra nesse momento. Sem um quadro claro do status corrente, não importa a distância que se está do objetivo, é impossível começar a acompanhar o seu progresso. A partir de sua baseline, os esforços da startup devem ser em avançar na direção desejada, onde todas as mudanças no produto gerem resultados na otimização de mover a baseline rumo ao ideal, regulado constantemente o seu motor de crescimento, que é o que faz as pessoas conhecerem o produto. Não existem métricas padrão que possam ser utilizadas por todas as startups, as métricas devem estar relacionadas a validar a hipótese de valor e a hipótese de crescimento da startup. Elas devem ter três características fundamentais: ser acionáveis, acessíveis e auditáveis.

Todo desenvolvimento de produto, marketing ou outra iniciativa que uma startup empreenda, deve ser direcionado para a melhoria de uma das forças motoras do seu modelo de crescimento. Como por exemplo, uma mudança de sucesso no design deve melhorar a taxa de ativação de novos clientes. Após a startup fazer todos os ajustes e otimizações possíveis no produto para mover sua baseline rumo ao ideal, a empresa alcança um ponto de decisão. Pivotar ou perseverar.

3) Aprender

Toda startup é uma experiência, e seu objetivo é o aprendizado validado. Estamos fazendo progresso suficiente para acreditar que nossa hipótese estratégica original é correta ou precisamos fazer uma grande mudança? Ou seja, um pivô, uma correção de curso estruturada, projetada para testar uma nova hipótese fundamental acerca do produto, da estratégia e do motor de crescimento. É possível ter uma startup com um produto incrível, mas se ninguém o comprar, qual é a sua relevância?

Não existe uma formula rígida para a tomada de decisão de pivotar ou perseverar, não há maneira de remover o elemento humano – visão, intuição, julgamento – da prática do empreendedorismo, nem isso seria desejável. Cada pivô libera novas oportunidades para outras experimentações, e o ciclo se repete. Toda vez repetimos esse processo simples: estabelecer a baseline, ajustar o motor e tomar a decisão de pivotar ou perseverar.

“Meu objetivo na defesa de uma abordagem científica para a criação das startups é canalizar a criatividade humana para sua forma mais produtiva, e não há maior destruidor do potencial criativo que a decisão mal orientada de perseverar.”

– Eric Ries


 

Empresa x Startup: Mitos e Fatos

Startup x Empresa

Startup x Empresa

Qual a diferença entre uma empresa e uma startup?

Segundo Eric Ries, autor do livro The Lean Startup, as startups são projetadas para enfrentar situações de extrema incerteza. Abrir uma nova empresa, que seja um clone exato de um negócio existente, copiando modelos de negócio, precificação, cliente-alvo e produto, pode até ser um investimento econômico atraente, mas não é uma startup, pois seu sucesso depende somente da execução – tanto que esse sucesso pode ser modelado com grande exatidão.

Uma startup é uma instituição humana projetada para criar novos produtos e serviços sob condições de extrema incerteza, não é um negócio, ou melhor, ainda não é um negócio, seu foco deve ser o aprendizado validado, buscando responder duas perguntas fundamentais: a hipótese de valor, isso gera valor para o cliente? E a hipótese de crescimento, como os clientes descobrem meu produto ou serviço? Para isso, usando um MVP (Produto Mínimo Viável) ela deve seguir o ciclo de feedback, Construir -> Medir -> Aprender para responder essas questões principais, que vão viabilizar ou não o modelo de negócios, produto ou serviço, através das informações geradas pela experiência do usuário. Sempre que o resultado não é positivo (o fracasso), deve-se pivotar, ou seja, modificar as características do modelo, produto ou serviço, e testar novamente.

Ciclo Lean startup

Ciclo Lean – Construir, medir e aprender

Em caso de sucesso, a startup começa a pensar em virar uma empresa, com um modelo de negócios , serviço ou produto validado.

Uma startup não é apenas um novo negócio, ela pode estar dentro de uma empresa já organizada, dentro de uma organização não governamental ou dentro do próprio governo. Como assim? Vou dar um exemplo da Snaptax, uma startup que queria livrar os contribuintes dos onerosos contadores mediante a automatização do processo de coleta de informações. O processo se daria por envio de fotos dos formulários tiradas pelos usuários, uma ferramenta digital, isso ainda não havia sido feito antes, os clientes aceitariam o serviço? Iriam gostar? Pagariam por isso? Descobririam facilmente o serviço? O cenário era o de total incerteza, o que caracteriza o ambiente de uma startup. No entanto a Snaptax foi criada dentro da Intuit, maior fabricante norte-americana de ferramentas de finanças, tributos e contabilidade, e sim, ela era uma startup.

Uma dica, sempre que você tiver que pensar, “será que isso gera valor para o cliente?”, pois isso ainda não foi feito, você está em uma startup.

MITOS:

  • Startup é a nomenclatura para um negócio digital.
  • Startup é uma empresa pequena, ou começando.
  • Empresas, organizações e o governo não podem ter startups.
  • O Plano de negócios é uma ferramenta ultrapassada e não deve mais ser usado.
  • Ter uma startup e ser empreendedor não está ligado a administração.

FATOS:

  • Para ser uma startup deve haver inovação, seja ela no modelo de negócios, na precificação, no produto, etc…
  • Uma startup deve enfrentar situações de extrema incerteza. Será que o mercado quer, ou está preparado para meu produto ou serviço ?
  • O Plano de negócios é uma ferramenta importante para o inicio de uma empresa, e não de uma startup. Ele é um importante guia, que deve ser seguido e alterado conforme o andamento da empresa.
  • O sucesso de uma startup pode ser construído seguindo o processo correto de validação.

Me ajude a construir os mitos e fatos de empresas x startups, comente e de a sua contribuição, tire suas dúvidas ou de o seu feedback.

Um grande abraço,

Luis Henrique de Souza.