Insights do Livro Aprendendo a Silenciar a mente

Bem vindos aos insights sobre o livro Aprendendo a silenciar a mente do OSHO.

Anteriormente eu já fiz um post com os insighs do livro Criatividade, liberando sua força interior, do mesmo autor.

Mas por que silenciar a mente? Todos os nossos problemas são frutos de nossa mente, nossa infelicidade, nossa falta de foco, nossa falta de criatividade, nossos medos, nossas frustrações… Mas a mente também é uma ferramenta incrível quando está sob controle, ela nos permite ser produtivos, analíticos, focados, etc…

Confira também o post: A mente Concreta e a Mente Abstrata.

Os insights do livro estão divididos em categorias gerais para facilitar a compreensão. Bom mergulho.

O que é Meditação

Meditação é um rencontro

  • A meditação é algo que você pode ter, que você pode ser, mas por sua própria natureza não é possível dizer o que ela é.
  • Em geral a mente está sempre se movendo, e quando ela se move é difícil pensar apenas em um assunto.
  • A concentração não é meditação. Através da concentração, focando em um único ponto, é possível ir cada vez mais fundo em um objeto. É o que a ciência faz: descobre cada vez mais coisas sobre o mundo objetivo. Uma pessoa cuja mente está sempre nas nuvens não pode ser um cientista.
  • A concentração é sempre a restrição de sua consciência. Quanto mais restrita ela se torna, mais poderosa ela será.
  • Meditação não é contemplação. Contemplar é observar milhares de coisas, mas ainda assim ficar restrito a um assunto.
  • A ciência usa a concentração como seu método e a filosofia usa a contemplação.
  • A religião diz respeito àquele que se concentra, àquele que contempla. Quem é ele?
  • Dhyana significa “eu estou em meditação”, ou melhor “eu sou meditação”.
  • Meditar é sentar-se sem fazer nada – não usar seu corpo nem sua mente.
  • Se você começar a fazer alguma coisa, ou você entrará em estado contemplativo ou estará concentrado ou executará uma ação – de toda forma, estará movendo-se para fora de seu centro. Quando você não estiver fazendo absolutamente nada, seja física ou mentalmente ou em qualquer outro nível, quando toda atividade houver cessado e você estiver apenas sentado, isto é meditação. Não é possível fazê-la, não é possível pratica-la. É preciso apenas, compreendê-la.
  • Todo o segredo da meditação está em tornar-se o observador.
  • Meditação não é contra a ação, você não precisa fugir da vida: você se torna o centro do ciclone.
  • Meditação é um fenômeno muito simples. A concentração é muito complicada porque você precisa se esforçar, é cansativo. A contemplação é um pouco melhor porque você tem mais espaço para se mover.
  • Nenhuma postura especial é necessária, nenhum tempo especial é necessário.
  • Quando o momento chegar, quando você estiver realmente relaxado e aberto, a meditação irá agarrá-lo. E depois disso não o deixará mais.
  • Tudo que a mente pode fazer não é meditação, pois a meditação está além da mente e não pode ser penetrada por ela. Onde a mente acaba, a meditação começa. Lembre-se disso, pois, em nossas vidas, tudo que fazemos é feito pela mente. Portanto, quando nos voltamos para dentro, começamos novamente a pensar em termos de técnicas, de métodos e realizações, porque nossa experiência de vida nos mostra que tudo pode ser feito pela mente. Tudo, exceto a meditação. A meditação não pode ser feita pela mente porque não é algo que se conquiste. A meditação já está lá, é sua natureza.
  • A meditação é um estado de clareza e não um estado da mente. A mente é confusa, nunca está clara. Não pode estar, os pensamentos criam nuvens ao seu redor. Quando o pensamento desaparece não há mais nuvens ao seu redor.
  • Apenas deixe que a mente para por conta própria. Sente em um canto silencioso, sem fazer nada. Relaxado, solto. Sem esforço. Sem ir a lugar algum. Como se estivesse dormindo acordado.
  • Sempre que um desejo cruza sua mente, o riacho fica lamacento. Então sente-se, sem fazer nada. No Japão, este “sentar sem fazer nada” é chamado de zazen.
  • Uma pessoa realmente meditativa é brincalhona e divertida, pois a vida é alegre para ela. A vida é leela, uma brincadeira, e ela se diverte enormemente.
  • Cada palavra é um precipício: a partir delas é possível mergulhar no vale do silêncio. Este é o sentido dos mantras: mergulhar no silêncio a partir de palavras.
  • Um mantra é um tranquilizante perfeito, mas esse não é seu verdadeiro uso. Não há nada de errado nisso: se o mantra lhe trouxer um bom sono, ótimo. Mas você estará usando algo muito poderoso para um fim muito limitado.
  • A meditação é a essência pura. Não é possível remover nada dela. Ela lhe traz o melhor dos dois mundos. Ela lhe dá o outro mundo – o divino – e lhe dá também esse mundo terreno. Através da meditação, você não é mais pobre: tem uma riqueza enorme, que não é feita de dinheiro.
  • Quando a meditação é executada da maneira correta, todo o seu cérebro começa a vibrar fortemente, assim como seu corpo.
  • Se você dormir, não será meditação. Meditação significa percepção e estado de alerta.
  • A meditação é vida e não meio de vida. Não tem nada a ver com o que você faz, mas tem tudo a ver com o que você é.
  • A meditação é um salto: da mente para o coração e, em última instância, do coração para o ser.
  • Meditação é isso: a junção, a dissolução em meio ao todo, esquecendo completamente que você é algo separado, lembrando apenas de sua unidade com o todo.
  • Meditação é um caminho para liberar o misticismo e server para qualquer um, sem exceção.
  • Meditação não é um condicionamento, porque não é uma doutrina.
  • A meditação é uma forma de se aprofundar em si mesmo até o ponto em que não há mais pensamentos.Por isso, não é uma doutrinação. Na verdade, não está ensinando nada a você, apenas está tornando você mais alerta para sua própria capacidade interna de ser sem pensar, de ser longe da mente. E o melhor momento é quando a criança ainda não foi corrompida.

O Ego

O ego e seus desejos

  • O CONTENTAMENTO é o objetivo da vida, e a meditação é o meio para atingi-lo. Não é prazer. Prazer é fisiológico, químico. Não possui profundidade e é muito momentâneo.
  • Contentamento não é nem mesmo alegria. O que chamamos de alegria é psicológico. Sempre que você encontra um momento de exaltação e entusiasmo, seu ego fica preenchido e você se sente alegre. Quando obtém uma vitória pessoal, é eleito ou ganha alguma competição, se sente alegre, pois você derrotou os adversários, obteve sucesso, fama, dinheiro, glória. Mas logo se cansará disso tudo.
  • Sempre que seu ego estiver preenchido, você se sentirá feliz. Mas contentamento é outro fenômeno, completamente diferente. Não pode ser prazer, pois não é fisiológico. Não pode ser alegria, pois não há preenchimento do ego. Pelo contrário, é a dissolução do ego, é a dissolução de sua identidade.
  • Somos um só com o todo, ainda que pensemos que estamos separados dele. Somos inseparáveis. Não podemos nos separar simplesmente porque pensamos que estamos separados. Basta lembrar. Basta deixar para trás essa falsa noção de que somos separados.
  • Nesses raros momentos em que você deixar de lado seu ego, sua personalidade, seu complexo mente-corpo, para tornar-se apenas um observador, uma testemunha, uma consciência, você descobrirá a meditação. Todo seu vazio interior será imediatamente preenchido.
  • Nenhum ser humano é comum, pois cada um de nós é sempre absolutamente único. Cada ser humano é criado por Deus. Como, então, poderia ser comum? Deus nunca cria nada comum.
  • Cada um de nós possui um grande potencial que precisa ser desenvolvido.
  • O tesouro estava com você, mas você estava ocupado com outra coisa: pensamentos, desejos, mil outras coisas. Não estava interessado na coisa mais importante: seu próprio ser.

Ocidente x Oriente

  • No pensamento cristão, acredita-se que haja apenas uma vida. É a primeira e a última. Se você morrer, não terá mais tempo, então todo o tempo que você tem são setenta ou oitenta anos, talvez. Por isso há tanta pressa no Ocidente. Todos correm porque a vida está se esvaindo. Tantos desejos para realizar e tão pouco tempo para realizá-los, isso obviamente gera ansiedade.
  • No oriente por outro lado, sempre se acreditou que a vida seja eterna. Assim sendo, o tempo não importa, não há pressa, pois você passará por aqui muitas vezes. Já esteve aqui milhões de vezes e voltará milhões de outras vezes. Por que, então, ter pressa? Há tempo suficiente para tudo.
  • Como você pode ser paciente? Como esperar? Tornou-se impossível esperar. Com essa ideia de uma única vida, junto com outra ideia, a do tempo linear, o pensamento cristão criou uma forte ansiedade dentro da mente. E agora esse pensamento tornou-se uma influência global.
  • O pensamento cristão diz que o tempo não se movo em círculos, mas sim em linha reta. Nada se repetirá, então tudo é único, Nada se repetirá jamais.
  • No Oriente, o tempo é um conceito circular, como as estações se movendo em círculo. Se o verão chega agora, então chegará sempre. Sempre foi assim e assim será para sempre. O conceito oriental é mais próximo da verdade: a Terra se move em um círculo, o Sol se move em um círculo, as estrelas se movem em um círculo e a vida também. Todo o movimento é circular e o tempo não pode ser exceção.
  • O conceito linear de uma vida única cria ansiedade. Por isso, quando você fica em silêncio, sozinho, fica preocupado. Uma coisa é certa para você: o tempo está sendo desperdiçado. Então, você não pode ficar sozinho, apenas sentado, durante três anos. Nem três meses, nem mesmo três dias, pois você terá desperdiçado esse tempo.
  • O que você está fazendo? Surge um segundo problema, porque no Ocidente ser não é muito valioso. Pergunta-se sempre “O que você tem feito?”, pois o tempo serve para fazer algo. Dizem, no Ocidente, que uma mente vazia é a morada do demônio.
  • “O que você está fazendo aqui/ Está apenas sentado/ Desperdiçando seu tempo?” Como se ser, e apenas ser, fosse um desperdício! Você precisa fazer algo para provar que usou seu tempo. A diferença na forma de pensar está aí.
  • Na antiguidade, sobretuto no Oriente, ser era o bastante. Não havia necessidade de provar mais nada. Ninguém iria perguntar: “O que você tem feito?” O seu ser já era suficiente, e era aceito como tal.
  • Isso jamais ocorreria no Ocidente. Se você não estiver trabalhando, é um vagabundo, um mendigo. Os hippies são um fenômeno recente, mas, de certa forma o Oriente sempre teve uma mentalidade hippie. Criamos os maiores hippies do mundo! Buda e Maavira, sem qualquer preocupação, sentados, meditando, aproveitando seu ser, apenas extraindo contentamento do seu jeito de ser, sem fazer nada.
  • No Oriente, pensava-se que vivenciar seu próprio ser era a mais alta forma de criatividade, e a presença de um homem assim era valorizada.

A mente

  • Toda a criança nasce inteligente e quase 99% morrem burras. Todo o processo de educação esvazia a cabeça, e você também corre o risco de fazer isso a si mesmo.
  • Lembre-se sempre de que, se estiver se movendo na direção certa, você irá florescer.
  • A mente é um mecanismo, não possui inteligência. A mente é um biocomputador. Como poderia ter inteligência? Tem muitas habilidades, mas isso não é inteligência.
  • Mude, e perceberá que a mente está perdendo o controle sobre você – você está se tornando um pouco mais livre.
  • A mente possui uma capacidade de conhecimento limitada e não consegue perceber, simultaneamente, coisas que estão em oposição. Por isso não pode perceber Deus, pois Deus possui lados opostos.
  • A mente fala sempre como um economista, um especialista em eficácia. Fica dizendo: “É mais fácil fazer assim. Por que tentar de forma ais difícil? Este é o caminho que oferece a menor resistência”.
  • Seja menos eficiente e mais criativo.
  • Se você quiser controlar outras pessoas, terá que ouvir a mente, porque a mente gosta muito da violência.
  • A mente vive uma espécie de transe, uma espécie de estado de inconsciência. Sonambulismo é o estado geral da mente.
  • A tagarelice da mente é nossa educação, e basicamente está errada porque ensina a você apenas metade do processo: como usar a mente. Não lhe ensina uma forma de pará-la a fim de que você possa relaxar, pois, mesmo quando você está dormindo, ela continua ativa. A mente não dorme. Trabalha durante setenta, oitenta anos, continuamente.
  • Na meditação, sua mente não deve interferir: ouça sem interpretar, sem preconceitos, sem interferência de outras coisas que estejam, nesse momento, passando dentro de você, pois tudo isso é distorção.
  • Você pode deixar o mundo… mas será o mesmo. Você irá recriar o mesmo mundo, porque estará levando a planta em sua mente. Não se trata de deixar o mundo, a questão é mudar a mente. É isso que a meditação é.

O Mundo Material

  • O plano material, externo, tudo está disponível, mas o contato com o interior se perdeu.
  • Pense neste paradoxo: é apenas quando você se torna materialmente rico que você percebe, por contraste, sua pobreza interna.
  • A meditação nada mais é do que enraizar novamente no próprio mundo interno.
  • Pela primeira vez somos capazes de criar o paraíso aqui, nesta Terra. E se não o fizermos, a culpa será única e exclusivamente nossa.
  • Há apenas uma única realidade: a matéria é sua forma visível e o espirito, sua forma invisível.
  • Não sou contra trabalhar por um mundo melhor no plano material. Seja qual for o trabalho que você estiver realizando –  trabalhando em prol do equilíbrio ecológico, contra a fome, contra a pobreza, contra a exploração, a miséria, a opressão – seja qual for o seu trabalho no plano material, ele será enormemente beneficiado se você aprofundar suas raízes espirituais, tornar-se uma pessoa mais centrada.
  • Os negócios devem ser algo externo, seu meio de ganhar a vida. Quando você fechar sua loja ou sai do seu escritório, esqueça seus negócios. Não leve a loja ou o escritório para casa com você.
  • A meditação levará você a um estado de completo vazio. O vazio de si mesmo é a contemplação de Deus, este é seu outro aspecto. Você se torna nada e subitamente uma grande plenitude desce sobre você – você está transbordante, preenchido por Deus.
  • Fique sozinho consigo mesmo. Mergulhe cada vez mais fundo em seu ser. Divirta-se consigo mesmo, ame a si mesmo. Aos poucos você perceberá que uma grande alegria está crescendo, sem nenhuma causa externa. Isto é seu próprio ser, seu próprio florescer. Isto é meditação.
  • Apenas as pessoas bem-sucedidas sabem quão cansativo é o sucesso Apenas pessoas ricas sabem o quão profundamente desapontadas estão.

A psicologia dos budas

  • O objetivo geral da psicanálise Freudiana não é muito ambicioso. Seu objetivo é manter as pessoas dentro da normalidade. Mas ser somente normal não possui um sentido maior, significa apenas que você é capaz de lidar com a rotina normal da vida. Ela não lhe traz qualquer significado, qualquer sentido.
  • A psicologia ajuda as pessoas a aceitar sua infelicidade, a aceitar que isto é tudo o que a vida pode lhes dar, que não devem esperar mais.
  • Jung penetrou ainda mais fundo no inconsciente. Ele chegou ao inconsciente coletivo, mas isso apenas nos leva mais fundo no atoleiro e não ajuda em nada.
  • A psicologia dos budas não é análise nem síntese, mas transcendência, ou seja, ir além da mente. Não é um trabalho dentro da mente, mas um trabalho que o leva para fora dela. Este é exatamente o significado da palavras “êxtase” – sair de si.
  • Quando você sai de sua mente, todos os problemas dela desaparecem, porque a própria mente desaparece, ela perde o controle sobre você.
  • A psicologia dos budas corta todas as raízes da árvores que cria as neuroses e psicoses e que gera o homem fragmentado, mecânico, robotizado. E o caminho é simples…
  • O próprio olhar já é uma transformação. No momento em que você consegue olhar para sua mente como um objeto, você se distancia, perde sua identificação com ela. Uma distância é criada e as raízes são cortadas.
  • Se eu mergulhar na mente, apenas criarei mais barulho, mais problemas serão desenterrados e irão começar a aparecer. Aprendi a técnica simplesmente ao sentar à margem.
  • Nunca desenvolvemos psicoterapias (no oriente), porque sabemos que elas não curam. Elas podem ajudá-lo a aceitar suas feridas, mas não podem curá-las. A cura só acontece quando você não está mais preso à mente. Quando está desconectado da mente, sem identidade, completamente desatrelado, a escravidão termina e a cura pode acontecer.
  • A verdadeira terapia é a transcendência, e não apena a psicoterapia. Não é um fenômeno limitado à psicologia, é muito maior do que isso. É espiritual. E pode curá-lo no mais fundo de seu ser.
  • O ego é a pior doença que existe.
  • Através de seu estado de percepção, você atinge uma tranquilidade que não pode ser perturbada de forma alguma. Você se liberta das opiniões das pessoas.
  • Por exemplo, se uma pessoa se tornar presidente, subitamente ela será alguém. Quando deixar de ser presidente, será um ninguém. Todos os jornais o esquecerão. Será lembrado apenas no dia de sua morte e, mesmo assim, haverá apenas umas poucas linhas no obituário. Será lembrado apenas como um ex-presidente, o antigo ocupante de um cargo qualquer, não como um ser humano. O que aconteceu? Não é você que importa, mas o seu cargo.
  • Assim, todos os que são pobres por dentro estão sempre busca de uma posição, dos votos das pessoas, de opiniões. É assim que procuram desenvolver uma alma – obviamente, uma falsa alma.
  • Quem tenta ser superior sofre de um complexo de inferioridade, e que as pessoas que são realmente superiores não dão a mínima para isso. São tão superiores que nem sequer percebem que o são.
  • As pessoas que se sentem inferiores sempre tentam provar sua superioridade através de seus bens materiais.
  • Resumindo, os pessoas que não tem um ser tentam se tornar um ser através de coisas: cargos, nomes ou fama.
  • Não importa o que você queira colher no próximo momento, você deve plantá-lo imediatamente. Quando você permite que a preocupação exista, você começa a pensar que o caos também existirá, e ele virá, de fato, porque você mesmo já o trouxe. Você é obrigado a colher aquilo que plantou.
  • Tudo o que se percebe como real torna-se real. Tudo o que se percebe como irreal torna-se irreal.
  • Só o momento atual importa, puro, intenso, cheio de energia. Viva este momento! Se ele for feito de silêncio, seja grato. Se for de pura felicidade e contentamento, dê graças a Deus e tenha fé. Se tiver fé, ele crescerá. Se for descrente, você já o terá envenenado.

Espero que esse insights o inspirem a ler o livro e a silenciar a sua mente.

Espero te ver novamente, um grande abraço!

As diferenças entre Mente Concreta e a Mente Abstrata

As diferenças entre a mente concreta e a mente abstrata

A mente concreta, o intelecto, é responsável por todos nossos pensamentos do cotidiano, é ele que usamos para resolver uma questão algébrica, é ele que usamos para interpretar um texto, é ele que usamos para comparar duas tabelas de dados. Ele nada mais é do que um poderoso instrumento da mente abstrata, muito útil apesar de suas limitações.

É um instrumento que não pode produzir nada sem que a pessoa o maneje adequadamente. Porém, é impossível produzir qualquer coisa sem o instrumento apropriado. Se o nosso instrumento intelectual é deficiente, mal desenvolvido ou mal nutrido, não será possível que a mente abstrata se manifeste por meio dele. É necessário possuir um forte instrumento intelectual para expressar a compreensão da mente abstrata. Por isso, não venho aqui denegrir o intelecto, mas sim, mostrar o quão importante é fortalecê-lo e aprender a dominá-lo. Sem dominar o intelecto, é impossível acessar a mente abstrata, que é responsável por toda real criatividade, pela inspiração e pela visão do todo.

Problemas do intelecto

Atualmente temos dois grandes problemas ligados ao intelecto, o primeiro diz respeito à nossa sociedade atual, que considera o intelecto a maior força do homem, algo que ele não é. É como acreditar que um computador possui uma inteligência superior, sendo que ele é apenas uma poderosa ferramenta que pode calcular rapidamente, que tem grande memória, segue muito bem instruções e consegue cruzar informações rapidamente. O computador é semelhante a nosso intelecto, incapaz de criar qualquer coisa nova, de ter qualquer informação sem que seja formalmente instruído, devido a sua incapacidade de abstrair. O segundo grande problema, é que nosso intelecto funciona o tempo todo.

Nas condições atuais, de excesso de informações, de falta de atividades criativas, de falta de meditação e de momentos de contemplação, o intelecto não para em nenhum momento. Isso transforma a vida moderna em um mar de pensamentos vazios, acabando com a capacidade humana de abstração, inspiração e criação. O que acaba levando o homem a um vazio existencial, fazendo-o esquecer de seu incrível potencial criador.

Para despertar a mente criativa, a mente abstrata, é essencial silenciar o intelecto, e utilizá-lo como o instrumento que é, e não como sendo o nosso real ser. Você não vai deixar de existir se parar de pensar o tempo todo, muito pelo contrário, você será muito mais autentico e criativo.

DISCIPLINA MENTAL

Para que possamos usar a mente concreta como uma ferramenta e acessar nossa mente abstrata, é necessário concentração e mindfulness. Devemos aprender a sossegar o instrumento intelectual, de maneira que ele se transforme em um vassalo dócil da mente abstrata. De outro lado, devemos mediante a leitura e ao estudo, aguçar o instrumento intelectual, de modo que esse instrumento sirva ao pensador, manifestando e expressando a visão da mente abstrata. A busca da criatividade está sempre na mente abstrata, e a mente concreta é apenas o instrumento de sua manifestação e expressão. Para que a mente abstrata possa ser acessada e utilizada, é necessário silenciar a mente concreta.

“Quando você medita, sua mente se aquieta e você passa a enxergar muito mais do que enxergava antes. É uma disciplina, você tem que praticar.”

– Steve Jobs, empreendedor criador da Apple

E A MENTE ABSTRATA?

É a mente não local. A mente abstrata não está ligada ao processo lógico mental como estamos acostumados, ela é acessada através de insights criativos, de inspiração, da intuição. Pense no processo criativo, o que é um insights? De onde ele surge como um estalo “click”, vindo “do nada”, sem esforço, em momentos de relaxamento. É simplesmente a mente abstrata trabalhando.


Já conhece o Workshop Redescobrindo sua Criatividade?

 

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Photo credit: danielfoster437 via Visualhunt.com / CC BY-NC-SA

Como funciona a Criatividade

Como funciona a criatividade

Como funciona a Criatividade

O que diferencia o ser humano de outras espécies é sua capacidade de pensar, imaginar, criar e modelar a natureza. É o fogo criador que todo ser humano carrega dentro de si. A criatividade é a capacidade de criar o novo, o que ainda não existe em nosso mundo físico. É esse poder que transforma toda a vida humana, onde moramos, o que comemos, como nos comunicamos, tudo tem influência direta de nossa criatividade, de nosso poder de criação. Todo ser humano nasce criativo, enquanto crianças vivemos imersos em criatividade, e ao longo de nosso crescimento, somos guiados a abandoná-la e a seguir padrões.

No cenário atual, onde se pode produzir “qualquer coisa”, a criatividade, mais do que em qualquer outro momento, tem um papel fundamental no mundo do empreendedorismo. É através de nossa criatividade que iremos modelar, projetar, construir e testar novos produtos e serviços. Como podemos fazer diferente? O que podemos fazer diferente? É através de nossa criatividade que podemos achar essas respostas e solucionar diferentes tipos de problemas. A criatividade está ligada a todas as áreas de atuação do ser humano, nas artes, na ciência, nos negócios, na filosofia, na sociedade, entre outras; cada qual se conecta à criatividade de um modo diferente.

Criatividade no empreendedorismo

Bagunça Criativa

Toda a destruição criativa do empreendedor vem de sua criatividade, de sua capacidade de solucionar problemas e criar soluções que gerem valor. Essas soluções, produtos e serviços que tem o poder de derrubar modelos de negócio tradicionais, são desenvolvidas com base na criatividade humana. A maior parte dos grandes negócios surgiu e se mantêm graças às ideias criativas, o Google quer organizar todas as informações do mundo, a Apple quer transformar tecnologia em arte. É possível dizer que o empreendedorismo e a criatividade andam de mãos dadas, sendo a criatividade uma importante força para o equilíbrio do empreendedor de sucesso.

“A criatividade não é um talento, é uma forma de operar”
John Clees

A criatividade utiliza todo o potencial emocional, mental e espiritual do ser humano. O processo criativo começa individualizado na mente concreta e acaba conectado à correntes universais através da mente abstrata, de onde vêm todos os insights criativos mais poderosos. O indivíduo criativo tem, diante de si, duas opções: seguir a multidão – e repetir conceitos – ou trilhar um rumo completamente diferente, na direção oposta, na direção de um dos mais poderosos dons humanos, o da criatividade.

Como funciona o processo criativo

“Criatividade é a capacidade de formar mentalmente ideias, imagens e coisas não-presentes ou dar existência a algo novo, único e original.”
Duaibili & Simonsen Jr.

A criatividade é uma técnica de resolução de problemas, de criação de soluções e de coisas que ainda não existem. Essa técnica pode ser aplicada a qualquer atividade humana. Como colocar a criatividade em prática, buscando solução para problemas reais? Podemos dividir o processo criativo em cinco etapas estratégicas para a solução de problemas. Essas etapas nem sempre seguem uma sequência linear, é possível avançar e voltar livremente diversas vezes no processo criativo.

1. IDENTIFICAÇÃO

“Antes de usar sua criatividade para resolver um problema, certifique-se de que está resolvendo o problema certo. Cavar bem no lugar errado é cavar mal.”

Murilo Gun, professor e comediante

Na primeira etapa do processo criativo buscamos identificar o problema. Que tipo de problema deve ser resolvido? O que queremos resolver? Quando pensamos em um problema, seja ele cotidiano ou cientifico, em primeiro lugar o enunciamos mentalmente, o criamos em nosso pensamento concreto. É nesse momento que nosso intelecto deve ficar solto, observando e buscando oportunidades. Deixe sua mente explorar sua imaginação, use toda sua curiosidade em seu favor.

2. PREPARAÇÃO

Na segunda etapa buscamos refletir sobre o problema, buscar dados, informações e conhecimentos que possam ajudar a solucionar o problema identificado. Uma vez delineado o problema, fixamos nossa mente em algum aspecto dele, e nele concentramos toda a nossa atenção, excluindo todo o resto de nossa mente. Nesse momento devemos concentrar nosso intelecto na busca de respostas para o problema identificado. Busque informações, analise sistematicamente dados e opções.

3. INCUBAÇÃO

Na fase de incubação observamos as reações e associações de ideias que o problema produz em nossa consciência, e tentamos verificar se essas derivações trazem alguma luz para a solução do problema. O processo de incubação se desenvolve em sua maior parte no plano do inconsciente, ou na faixa do pré-consciente. Nem sempre a solução é encontrada, então, é preciso descansar e voltar a trabalhar posteriormente na solução. Nessa pausa, o processo lançado no subconsciente não se detém, e de forma silenciosa, de acordo com a intensidade do delineamento e do desejo de encontrar a solução, estabelece-se uma atividade correlata em nossa mente abstrata. É nesse momento que devemos deixar nosso intelecto de lado, silenciar nossa mente concreta, e irmos em busca da iluminação de nossa ideia

4. ILUMINAÇÃO

A etapa de iluminação é basicamente involuntária do ponto de vista intelectual. Depois de algum tempo, que pode variar de dias, meses até anos, através dos Lampejos de Inspiração, a solução do problema se apresenta subitamente, surge o insight. O insight é aquela ideia “genial” que surge quando menos esperamos, é o “Heureka”, é o estalo da criatividade, processado pela mente abstrata, ligada a nosso eu universal. É a súbita compreensão das relações entre meios e fins. Aparece em geral sem esforço consciente. É necessário estar aberto à mente abstrata para que se possa receber um insight. Essa abertura se dá quando estamos com a mente concreta em silêncio e com isso podemos nos conectar à mente abstrata, para receber o tão desejado insight criativo.

5. ELABORAÇÃO E VERIFICAÇÃO

Na última etapa do processo criativo, depois que já tivemos o insight sobre problema, e o julgamos satisfatório, inicia-se a etapa de elaboração. Nessa etapa elabora-se a solução do problema a partir do insight obtido, retomamos o uso de nosso instrumento intelectual para que possamos refinar, aprimorar e moldar a solução do problema. É preciso também verificar se a ideia adotada como solução do problema representa, de fato, a sua verdadeira solução. Essa é a etapa do trabalho duro, onde a solução do problema deve ser explorada e transportada para o mundo real. Independentemente do que seja, ela agora fará parte do mundo físico e seu sucesso ou aceitação dependerá de como o insight será trabalhado e transformado em solução.

“A imaginação é mais importante do que o conhecimento. O conhecimento é limitado. A imaginação circunda o mundo.”

– Albert Einstein, físico


Dúvidas, sugestões, opiniões?

Enfrentando dificuldades em ser criativo? Já conhece o workshop Redescobrindo sua Criatividade?

Um grande abraço!