Programa de Empreendedorismo Inova Jovem

Programa Inova Jovem – Paulo Afonso Bahia – turma 1

Programa de Empreendedorismo Inova Jovem

Olá amigos, tudo ótimo? Quero compartilhar com vocês o que eu andei fazendo nesses últimos 4 meses, que foram realmente intensos e excitantes para mim! Conheci diversas cidades na Bahia, Simões Filho, Barreiras, Ilhéus, Jequié, Paulo Afonso, Camaçari, Eunápolis, Porto Seguro, também conheci Boa Vista no estado de Roraima! Que aventura, só em Roraima foram 140 alunos formados por mim…

Para ver mais fotos de como foi me siga no instagram.

Participei do projeto Inova Jovem (SNJ + Agencia Besouro) dando aulas de empreendedorismo, utilizando a metologia By Necessity, focada na criação de um pequeno plano negócios para empreendedores que atuam por necessidade! Focando sempre em ideais viáveis de negócios que possam ser criadas pelos alunos com os recursos que eles tem. Além disso, são aulas práticas e muito pouco teóricas, focando 100% na criação do negócio do aluno, ele aprende fazendo!

Vinicius Mendes Lima, criador da metodologia By Necessity e da Agencia Besouro de Fomento Social

São 5 dias de aula, mais 90 dias de incubação com suporte telefônico e por internet.

Os temas abordados nas aulas de empreendedorismo:

Plano de Negócios By Necessity – mal colado hehehe

  • Inicia com um pouco de autoconhecimento, identificando o sonho de negócio do aluno;
  • Brainstorming por descobrir outras opções de negócios;
  • Definição do negócio, diferenciais e descrição do negócio
  • Processo de criação de logomarca;
  • Um pouco de estratégia com Matriz SWOT ( FOFA);
  • Pesquisa de mercado;
  • Processo e produto principal do negócio;
  • Formação de preço de produto, custo fixo, custo variável unitário.
  • Matriz de concorrentes e matriz de localização;
  • Visão geral de marketing e divulgação com foco no marketing digital;
  • Projeção de vendas;
  • Recursos humanos;
  • Fluxo de caixa e análise financeira (faturamento, lucro, custos, capital de giro, retorno do investimento);
  • Análise psicológica do empreendedor;
  • Plano de ações.

Casos de sucesso dos meus alunos:

Clô Clô Store – Simões Filho BA

O desafio dos alunos

Concentração, matemática e mentalidade.

A questão da mentalidade é muito forte, não somos educados para empreender. Queremos soluções de fora, queremos culpar o governo, os nossos pais, ou seja lá quem for por nossos problemas, mas fazer a mudanças, criar soluções ainda poucos estão acordados para isso.

Ao explicar que é possível ganhar R$2.000,00 por mês vendendo água muitos alunos se assustavam ou falavam que iam começar a vender água também… Sabe quantos realmente comprar garrafinhas de água, colocaram em uma caixa térmica com gelo e foram vender? Poucos, muito poucos.

A maior transformação é da mentalidade.

Dinheiro não é uma troca? Com ele as pessoas lhe servem, e como você serve as pessoas para lhe darem o seu dinheiro?

Os meus desafios

Amigos, passar 2 meses viajando longe de casa não é pra qualquer um, saudades imensa de casa, encarar 19 horas dentro de um ônibus, passar todos os sábados viajando, ainda sofrer muito com a alimentação (sou vegetariano) e esse povo adora carne Brasil a fora… Mas a expansão é incrível, conhecer muitas pessoas, muitas realidades. Apreender coisas que tu nem sabia que existiam, ter centenas de insights de novos negócios e novas formas de ganhar dinheiro… Conhecer diversos problemas na gestão dos negócios… Conhecer lugares fantásticos…

Valeu a pena de mais!

Mais fotos?

Para ver mais fotos de como foi me siga no instagram.

Inova Jovem
Simões Filho II – Bahia
Maio 2018

Novidades

Em breve vou trazer uma novidade muito legal para todos aqueles que buscam ser melhores empreendedores.

Curso online gratuito de empreendedorismo? Será?

Se inscreva na newsletter para ficar por dentro das notícias.

Também viaja bastante a trabalho? Gostaria de viajar? Comenta ai e vamos trocar idéias.

Até mais! Um grande abraço.

Startup Day SEBRAE RS

startupday Sebrae RS

STARTUP DAY SEBRAE-RS

Olá amigos, tudo ótimo? Participei do Startup Day SEBRAERS em Porto Alegre no dia 20/05/2017. Se você perdeu o evento não se preocupe, vou trazer aqui um pouco do que rolou.

Foram três palestras e um coffe break de interação e troca de cartões, o evento foi bem bacana. Vou passar alguns insights importantes sobre o que observei nas palestras.

Primeira palestra: Como Nascem Negócios Globais?

Com Luiz Fernando Gomez - Fundador da Lotebox.

Com Luiz Fernando Gomez – Fundador da Lotebox.

Alguns insights da palestra:

– Precisamos pensar de forma global e não regional. No Brasil ainda pensamos muito de forma regional e isso prejudica nossos negócios.

– Existem muitas diferenças nas necessidades de expansão de um negócio global tradicional como a Coca-Cola se comparado com uma empresa digital como o Google. Pense em toda a logística…

– Os negócios digitais globais devem ver o mundo de outra perspectiva geográfica, de acordo com o mapa das conexões digitais e não na geografia tradicional, confira o mapa abaixo:novo mapa do mundo

– O polo tecnológico de Recife movimenta 10 bilhões por ano (não confirmei essa informação).

– O Brasil não tem nenhuma das 91 unicorns que existem fora dos Estados Unidos, startups que vale mais de 1 bilhão de dólares! Confira o mapada CB insights abaixo:unicorns fora dos USA

É importante pensar e refletir o por que de não termos nenhuma delas… Quais são as startups mais relevantes do Brasil? O quão relevantes elas são para o mundo?

– As novas tecnologias estão surgindo cada vez mais rápido! Nunca na história humana tivemos tanta velocidade nas novas descobertas. As coisas ficaram mais rápidas ainda! Confira o gráfico:tecnologia no tempo

– A tecnologia é meio para a criação de novas soluções. Todas as empresas serão empresas de tecnologia!

– Inovação é ação! É transformar ideias em um produto ou serviço real e que gere valor. A inovação envolve pessoas, envolve o comportamento das pessoas.

– Existem três coisas que atormentam a humanidade ao longo de sua história: Fome, Pestes e Guerras.

– Hoje já existem mais acessos a internet via mobile do que em notebooks e desktops. Uau…

– As dinâmicas de mercado são coordenadas por três variáveis: Demográficas, Sócio-Econômicas e Tecnológicas.

–  Novo conceito econômico de “world as a service”, o mundo como provedor de serviços  e não mais baseado em produtos.

Segunda Palestra: Como Vender Mais e Melhor

Com Paulo Rogério - Professor e Empresário

Com Paulo Rogério – Professor e Empresário

Alguns insights:

– Você é vendedor? Ser vendedor é atitude, é acreditar, é saber negociar, é não ter medo.

– Cultura de vendas, atitude e insistência.

– Existem três tipos de vendedor:

  • Hunter, aquele que caça novos clientes.
  • Farmer, aquele que é bom em gerenciar clientes, suas necessidades e seus pedidos.
  • Tirador de pedido…

– Vender é surpreender!

– Estratégias de vendas, o que devemos ter bem definido:

  • O que e quero vender?
  • O que o cliente quer comprar?
  • Como vender ao cliente?
  • Por que o cliente compra de mim?
  • Quando ele compra de mim?

Terceira Palestra: Marketing Digital: Como se Comunicar e Vender Inovação?

Com Leo Prestes - Creative Writer

Com Leo Prestes – Creative Writer

Alguns Insights:

– O jeito de fazer publicidade mudou muito, está muito mais complexo e com muito mais possibilidades.

Para ter sucesso no Marketing Digital é necessário:

  1. Dialogo e Transparência: é necessário ir além da comunicação, é preciso provar que o produto ou serviço é realmente bom.  [Case Zappos] [My Starbucks Idea]
  2. Senso de Comunidade: A importância das comunidades, do status social.
  3. Conteúdo: “Não queremos mais publicidade, queremos conteúdo!”. [Case The beauty Inside da Intel] – Importância não só da criação de conteúdo mas da curadoria de conteúdo. Existe muito conteúdo, é importante alguém indicar qual conteúdo é mais relevante.
  4. Conteúdo em tempo Real: Com as novas tecnologias é possível criar conteúdo em tempo real, com feedbacks e conversas “ao vivo”.  [Casa Sonho de Valsa Plantão do Amor]
  5. Ultra segmentação: Chegamos ao fim da era da comunicação de massa, agora podemos fazer ultra segmentações do público baseado em diversos fatores.
  6. Democracia: Todos podem usar o marketing digital, as pequenas também. Isso da muito mais liberdade nas disputas digitais!


Bom pessoal, em um resumão foi isso. Espero que aproveitem esses insights!

Já conhecem o Livro Equilíbrio Empreendedor? Confira.

Dúvidas, sugestões, contribuições, correção de erros, etc… Estou aqui para isso, deixe o seu comentário, compartilhe nas redes sociais. Um grande abraço!

Destruição Criativa

Destruição Criativa

Tsunami Criativo

Destruição Criativa

A destruição criativa é um processo orgânico de permanente mutação empresarial, que incessantemente revoluciona a estrutura econômica a partir de dentro, que simultaneamente destrói a estrutura antiga e cria uma nova estrutura. Esse processo de destruição criativa é a principal qualidade do capitalismo, a sua renovação constante, o antigo cai porque perde mercado para o novo.

simultaneamente destruindo a estrutura antiga e criando uma nova estrutura.

A destruição criativa pode ser considerada responsável pelo fechamento de fábricas e pela eliminação de postos de trabalho. Porém, também é capaz de orientar os agentes econômicos a adaptarem-se às mudanças tecnológicas e preferências dos clientes.

No século XIX, a atividade do empreendedor podia ser vista como um terceiro fator de produção, juntamente com a terra e o trabalho. Hoje, o elemento decisivo do trabalho criativo é desempenhado pelo empreendedor, é ele o indivíduo que concretiza as novas combinações, em outras palavras, o empreendedor é a personificação da inovação, é ele que faz a destruição criativa acontecer.

Davi x Golias

As empresas de grande porte, as mega corporações com vasta experiência no mercado estão sendo derrotadas, vencidas na luta pela inovação, ultrapassadas no lançamento de novos produtos e na satisfação dos clientes, dentre outros itens por concorrente muito menores, empreendedores de garagem, empresas ágeis e com foco no cliente.

Vejam essa matéria da Exame: Após aporte de US$ 2,1 bi, Uber já vale mais que Ford ou GM

Quanto maior é a empresa, mais encorajada é a burocracia dentro dela. E isso se torna um grande problema quando falamos de inovação e intraempreendedorismo. As empresas altamente burocratizadas não estão aptas a competir em uma economia dinâmica e de ciclos cada vez mais rápidos. Serão necessárias fortes mudanças de gestão para que elas possam sobreviver e competir com as menores.

Uma dica para as pequenas

Aproveitem o seu tamanho, aproveitem a falta de processos estabelecidos, sejam ágeis e rápidas em suas respostas ao mercado. A inovação, a destruição criativa é sua maior aliada na guerra contra os gigantes globais.


Dúvidas, sugestões?

Já conhece o workshop Redescobrindo sua Criatividade?

 

 

Minha história empreendedora

Jornada Empreendedora

Minha história empreendedora

Não existe um caminho seguro, não existe uma fórmula secreta, não existe um passo a passo para o caminho do sucesso, cada empreendedor deve encontrar o seu próprio caminho, e trilhar o seus próprios desafios. Contudo, podemos apontar o conjunto de conhecimentos e características necessárias para o sucesso do empreendedor, e ainda, aprender com o erro de outros empreendedores para que não seja necessário repeti-los.

Infância, criatividade e computadores

Sempre fui inquieto, criativo e curioso. Meu brinquedo favorito sempre foi o LEGO, nele eu criava o que eu queria, na hora que eu queria, do jeito que eu queria. Eu me desafiava a criar coisas diferentes, castelos, naves espaciais, carros, prédios, etc, não haviam limites. Eu enfrentava os problemas que a minha imaginação criativa construía, como eu faço o sistema que recolhe o trem de pouso do meu avião? Como eu faço esse mecanismo de lançamento da catapulta? Será que o caminhão de bombeiros que eu fiz cabe dentro desse prédio que eu estou construindo? Praticamente todos os dias eu me desafiava, o brinquedo era o mesmo, mas a brincadeira era sempre diferente. Agradeço do fundo do meu coração o esforço que meus pais fizeram, de sempre dar um jeito de comprar uma nova caixa de LEGO para mim, nos aniversários, no natal, no dia das crianças, mesmo sem condições financeiras para isso.

Agradeço também pela oportunidade que tive de lidar com arte, de todas as minhas aulas de pintura que eu sempre gostei, mesmo sem ter um talento inato para arte eu sempre fui criativo. Criei uma coleção de vaquinhas de argila, era a vaca chinesa, a vaca criança, a vaca de óculos de sol, a vaca com guarda chuvas, nem lembro mais de todas elas, mas foram experiências importantes.

Na escola eu sempre fui um aluno mediano, nunca gostei de estudar, na verdade nunca estudei durante o colégio, o que eu sempre fazia era o esforço mínimo para passar de ano, apenas estudava nas recuperações, quando lançava o desafio de tirar 10, e irritantemente tirava. Hoje entendo o terror do atual sistema de ensino para quem não se enquadra nos moldes. A grande ironia do sistema atual é que somos treinados por anos em competências técnicas de todos os tipos, da pré-escola à universidade, e quando chega a hora de entrar no mercado de trabalho, de empreender, somos cobrados a pensar fora da caixa, a sermos criativos e inovadores. Como podemos ser, se nunca fomos treinados, incentivados e levados a pensar dessa forma?

Ganhei meu primeiro computador aos 8 anos de idade, um PC-XT, que rodava usando o MS-DOS, não tinha disco rígido, e carregava tudo via grandes disquetes. Eu fiquei louco pela tecnologia, aquilo era incrível, eu podia criar textos, jogar, criar banners, fazer cálculos… Mas eu nunca entendi como aquilo funcionava, “meu deus como essa mágica acontece dentro dessa caixa?”. Isso foi o motor que me levou a estudar informática, eu precisava entender como aquilo tudo funcionava, por isso fiz meu curso técnico em informática e comecei o curso de ciência da computação.

Inicio profissional, administração de empresas e empreendedorismo

Acabei aprendendo como funcionava um computador, e achei legal a sua programação, era quase que nem o LEGO, eu podia construir qualquer coisa digitalmente, adorei! Disso surgiram duas experiências de trabalho distintas, em uma delas eu virei programador na maior empresa de desenvolvimento de software do brasil, na outra, trabalhei como professor de informática. Eu odiei ser programador, o ambiente da empresa era terrível, nada parecido com o que eu acreditava ser um bom ambiente de trabalho, o acesso a internet era bloqueado, eu não criava nada, apenas corrigia erros, eu não tinha liberdade. Além disso, outra coisa me fez pensar, eu não sabia nada sobre o software ERP (enterprise resource planning) no qual eu iria corrigir os erros e atualizar o código. Eu não entendia os processos, eu não entendia os módulos do sistema em que trabalhava, por que existiam aquelas funcionalidades, eu não entendia o que eu estava desenvolvendo, eu nunca consegui trabalhar em algo que não entendesse, em que eu não tinha paixão. Ai veio a curiosidade, eu precisava entender melhor as empresas, os processos, os sistemas, como tudo isso funciona. Decidi que ali eu não queria mais trabalhar. A experiência como professor por outro lado foi fantástica, eu lidava com pessoas, eu era bom com os alunos mesmo sem nenhuma experiência, eu me interessava por eles, e me esforçava para ensinar da melhor forma possível, eu tinha aptidão natural para ensinar.

Minha curiosidade me levou ao curso de administração de empresas, além de entender melhor as empresas, eu queria trabalhar em um lugar que tivesse a minha cara, a minha paixão, alias, eu não funciono sem paixão, eu queria ter a minha própria empresa. Gostei do curso, tive diversas experiência, participei de diversos programas de empreendedorismo, fiz cursos de desenvolvimento de novos negócios, aprendi a utilizar o business model canvas, práticas de customer development, fiz alguns planos de negócios, tive minha própria startup o Clic indica, que usava o poder das multidões para indicar quem queria comprar um apartamento, um carro, entre outras coisas. Trabalhei no marketing de uma multinacional do ramo tecnologia, trabalhei em uma pequena empresa, trabalhei no Sebrae-RS como consultor de pequenos negócios, trabalhei no marketing de um sindicato patronal, trabalhei em uma campanha política. Foi um período de muito crescimento profissional, de minhas habilidades, e conhecimentos. Nunca consegui ficar mais de 1 ano e meio em uma mesma organização, quando o meu aprendizado chegava a um limite, e minha tarefa era apenas executar o aprendido eu ia embora, não queria isso, eu nasci para pensar, para criar e não para repetir e repetir sem nenhum desafio.

Planejei muitos negócios, queria abrir uma escola, fiz um plano de negócios mas nunca consegui capital para tirar ela do papel. Minha startup não morreu porque fracassou, mas porque nem eu, nem meu sócio conseguíamos mais continuar tocando o negócio, precisávamos ganhar dinheiro para nos sustentar, ainda há muita validação a ser feita. Até aqui, eu nunca tinha sido um empreendedor de verdade, pois nunca consegui encarar os riscos de frente e avançar, ir adiante, faltava persistência, eu tinha medo, muito medo. Eu estava sempre pensando em que negócios eu conseguiria fazer sem dinheiro, ou quase sem nenhum dinheiro, só que isso não existe, sempre é necessário investimento, ele pode ser pequeno em alguns casos, mas é sempre necessário.

Uma experiência empreendedora real

Em 2015, ano em que iria me formar, resolvi arriscar tudo, vi a uma oportunidade na área de eventos, não existia nenhum evento de saúde que integrava suas diversas áreas, com uma exposição e palestras sobre saúde e vida saudável. Fiz algumas pesquisas, vi que existiam clientes interessados. Eu tinha outros problemas, além de não ter dinheiro, minha rede de contatos era horrível, eu não a cultivei, e agora ela fazia falta. O ramo de eventos foi o único que eu consegui alavancar o negócio sem ter muitos recursos, o dinheiro viria da venda dos standes, dos patrocínios e dos ingressos. A maior parte dos recursos seriam necessários apenas na data próxima a realização do evento. Quem entrou na minha vida empresarial nesse momento foi minha mãe, cansada de me ver patinando em tudo que eu fazia ela aceitou me ajudar, e foi dela a maior lição que eu tive na minha vida até aquele momento, a de ir até o fim. Minha mãe é uma empreendedora, sempre foi, montou diversos negócios, videolocadora, salão de beleza, um cibercafé, organizou cursos, feiras, eventos, mas ela nunca conseguiu fazer com que eles realmente decolassem. Ela tem diversas competências que complementavam as minha deficiências, assim virou minha sócia.

Comecei a estudar muito a área, na verdade eu conhecia muito poucos sobre saúde, vida saudável, e eventos. Levantamos os custos, fizemos um bom planejamento financeiro, material de vendas, website, comunicação visual. Eu tinha em minha cabeça: “eu sou administrador, eu estou preparado tecnicamente para isso”.

Tocamos o negócio, muitas ligações de vendas, e-mails, busca de parcerias, palestrantes, entre outra diversas atividades. Sabe aquela frase, a vida é difícil, os negócios são difíceis, aguente ou desista, o mundo não é dos fracos, no pain no gain, isso estava bem claro na minha mente. O andar do negócio foi bem assim, cheio de dificuldades, eu tentei desistir algumas vezes, fiquei deprimido, minha sócia que manteve a linha do negócio. Eu cobrava a mim e a minha sócia por resultados, e eles não apareciam, o tempo passava e poucas vendas saim, era um ano de crise política e econômica total no Brasil, tudo no que se falava era na crise. Mudamos diversas vezes o tamanho do negócio, como as vendas estavam muito lentas, fizemos muitas modificações, enxugamos o orçamento. Mudamos o núcleo do negócio de uma grande exposição para o fórum da saúde, era o que estava dando melhores resultados. Pagar o centro de eventos tinha virado um real pesadelo para nós, era um valor alto, e não conseguimos o valor da entrada a tempo, tivemos que mudar o local, o que foi uma das melhores decisões que tomamos, a decisão que salvou o projeto. Próximo ao evento conseguimos tomar mais algumas decisões ruins, colocamos pessoas para trabalhar que nos prometeram muito e acabaram não entregando nada, e algumas acabaram prejudicando o evento.

Não pensem que por sermos filho e mãe tocando o negócio que nossas brigas eram mais tranquilas do que a de sócios normais, eram de igual pra igual a daqueles filmes com reuniões nervosas e não construtivas. Nossa relação de mãe e filho praticamente não existiu durante esse período.

A gota d’água foi a algumas semanas antes do evento, estava dirigindo e tive que parar o carro, olhei para minha sócia e disse, estou tendo um infarto, esse era o nível de stress que eu estava em minha vida profissional, a vida pessoal nem existia mais. Descobri na cardiologia que não era um infarto, mas sim síndrome do pânico, problema no qual eu tive que lidar até o dia do evento. Parece bobagem, mas os sintomas do pânico são físicos, o coração dispara, você não consegue controlar, não parece ser algo psicológico, eu mal conseguia respirar. Bom, é isso que é ser um empreendedor? Esse é o caminho do sucesso? Esse é o caminho do suor e das lágrimas? Vale a pena?

O evento aconteceu, algo que não acreditávamos mais ser possível em diversos momentos, financeiramente a primeira edição do evento foi um desastre, ficamos com boas dívidas. Por outro lado validamos o nosso produto, quem estava no evento se encantou, juntamos pessoas de diversas áreas, médicos, enfermeiros, terapeutas, psicólogos, nutricionistas, farmacêuticos educadores físicos, empresários, pessoas em geral, todos juntos vibrando com cada palestra, com cada tema abordado. Nós acabamos recebendo uma linda homenagem durante o evento que nos pegou de surpresa, feita por nossos parceiros e clientes. Nosso negócio continua de pé.

O dia seguinte

Foi uma jornada de autoconhecimento fantástica. Com tudo encerrado, quebrado, minha esposa pediu o divorcio depois de termos ficado 14 anos juntos, ela disse que não acreditava em mim e no que eu fazia, fiquei sem carro, sem meu cachorro, entreguei meu apartamento e fui morar com minha mãe. E por mais desesperador que isso possa parecer em sua mente, eu estava bem, eu me encontrei, eu me descobri, eu achei a paz. Eu não vivia mais no medo, acabei enfrentando e vivendo todos os meus medos e sobrevivi, eu passei a viver plenamente, a viver o dia de hoje, eu aprendi a me amar, eu me auto realizo todos os dias que acordo e agradeço a oportunidade de estar vivo. Me redescobri como professor, como alguém que tem muito conteúdo, conhecimento, experiência a passar. Descobri que gostava de escrever, de ajudar, e que continuo gostando e tendo vontade de empreender. Eu entrei no fluxo, e tudo começou a mudar. Conheci pessoas maravilhosas, que irão se engajar no evento, encontrei um novo sócio, que acredito que seja a pessoa com maior conhecimento empresarial e espiritual com quem já conversei. Conheci ideais diferentes, ideais que me complementaram, nunca mais vou viver nenhum pesadelo, as coisas não serão mais pesadas, não vivo mais no esforço, trabalho no que me faz feliz, no que me da prazer, e esse é o principal segredo da vida.

Hoje eu posso dizer claramente: eu sou um empreendedor, um inovador, um criador, que transforma ideias em produtos, serviços e organizações. Também sou um professor, alguém que ama passar o conhecimento e as experiências adiante, alguém que se importa com as pessoas a seu redor. Quero ajudar empreendedores do mundo todo a terem sucesso, e para isso devem se autoconhecer, superar seus medos, conhecer seu poder pessoal, ter as competências técnicas necessárias e a criatividade necessária para o sucesso.

O livro

Então, como administrador de empresas, como empreendedor, como empresário, como professor e como ser humano, desenvolvi o Equilíbrio Empreendedor: O tripé do sucesso, composto pela Técnica, Criatividade e Poder Pessoal, três pilares essenciais para o empreendedor de sucesso. O livro foi desenvolvido a partir de minhas experiências, conhecimentos, de minha mente criativa, das minha intuição, meus fracassos e sucessos. Definitivamente o livro não é um guia, pois o caminho do empreendedorismo e da vida é diferente para cada pessoa, mas o livro apresenta uma série de características indispensáveis para qualquer empreendedor que busque ter sucesso na era da informação.

Essa história não tem um fim, pois ela é apenas um começo.

Se precisar de ajuda em sua história, eu posso te ajudar.


eBook livre e gratuito Equilíbrio Empreendedor: O tripé do Sucesso – Técnica – Criatividade – Poder Pessoal

3d

Como funciona a Criatividade

Como funciona a criatividade

Como funciona a Criatividade

O que diferencia o ser humano de outras espécies é sua capacidade de pensar, imaginar, criar e modelar a natureza. É o fogo criador que todo ser humano carrega dentro de si. A criatividade é a capacidade de criar o novo, o que ainda não existe em nosso mundo físico. É esse poder que transforma toda a vida humana, onde moramos, o que comemos, como nos comunicamos, tudo tem influência direta de nossa criatividade, de nosso poder de criação. Todo ser humano nasce criativo, enquanto crianças vivemos imersos em criatividade, e ao longo de nosso crescimento, somos guiados a abandoná-la e a seguir padrões.

No cenário atual, onde se pode produzir “qualquer coisa”, a criatividade, mais do que em qualquer outro momento, tem um papel fundamental no mundo do empreendedorismo. É através de nossa criatividade que iremos modelar, projetar, construir e testar novos produtos e serviços. Como podemos fazer diferente? O que podemos fazer diferente? É através de nossa criatividade que podemos achar essas respostas e solucionar diferentes tipos de problemas. A criatividade está ligada a todas as áreas de atuação do ser humano, nas artes, na ciência, nos negócios, na filosofia, na sociedade, entre outras; cada qual se conecta à criatividade de um modo diferente.

Criatividade no empreendedorismo

Bagunça Criativa

Toda a destruição criativa do empreendedor vem de sua criatividade, de sua capacidade de solucionar problemas e criar soluções que gerem valor. Essas soluções, produtos e serviços que tem o poder de derrubar modelos de negócio tradicionais, são desenvolvidas com base na criatividade humana. A maior parte dos grandes negócios surgiu e se mantêm graças às ideias criativas, o Google quer organizar todas as informações do mundo, a Apple quer transformar tecnologia em arte. É possível dizer que o empreendedorismo e a criatividade andam de mãos dadas, sendo a criatividade uma importante força para o equilíbrio do empreendedor de sucesso.

“A criatividade não é um talento, é uma forma de operar”
John Clees

A criatividade utiliza todo o potencial emocional, mental e espiritual do ser humano. O processo criativo começa individualizado na mente concreta e acaba conectado à correntes universais através da mente abstrata, de onde vêm todos os insights criativos mais poderosos. O indivíduo criativo tem, diante de si, duas opções: seguir a multidão – e repetir conceitos – ou trilhar um rumo completamente diferente, na direção oposta, na direção de um dos mais poderosos dons humanos, o da criatividade.

Como funciona o processo criativo

“Criatividade é a capacidade de formar mentalmente ideias, imagens e coisas não-presentes ou dar existência a algo novo, único e original.”
Duaibili & Simonsen Jr.

A criatividade é uma técnica de resolução de problemas, de criação de soluções e de coisas que ainda não existem. Essa técnica pode ser aplicada a qualquer atividade humana. Como colocar a criatividade em prática, buscando solução para problemas reais? Podemos dividir o processo criativo em cinco etapas estratégicas para a solução de problemas. Essas etapas nem sempre seguem uma sequência linear, é possível avançar e voltar livremente diversas vezes no processo criativo.

1. IDENTIFICAÇÃO

“Antes de usar sua criatividade para resolver um problema, certifique-se de que está resolvendo o problema certo. Cavar bem no lugar errado é cavar mal.”

Murilo Gun, professor e comediante

Na primeira etapa do processo criativo buscamos identificar o problema. Que tipo de problema deve ser resolvido? O que queremos resolver? Quando pensamos em um problema, seja ele cotidiano ou cientifico, em primeiro lugar o enunciamos mentalmente, o criamos em nosso pensamento concreto. É nesse momento que nosso intelecto deve ficar solto, observando e buscando oportunidades. Deixe sua mente explorar sua imaginação, use toda sua curiosidade em seu favor.

2. PREPARAÇÃO

Na segunda etapa buscamos refletir sobre o problema, buscar dados, informações e conhecimentos que possam ajudar a solucionar o problema identificado. Uma vez delineado o problema, fixamos nossa mente em algum aspecto dele, e nele concentramos toda a nossa atenção, excluindo todo o resto de nossa mente. Nesse momento devemos concentrar nosso intelecto na busca de respostas para o problema identificado. Busque informações, analise sistematicamente dados e opções.

3. INCUBAÇÃO

Na fase de incubação observamos as reações e associações de ideias que o problema produz em nossa consciência, e tentamos verificar se essas derivações trazem alguma luz para a solução do problema. O processo de incubação se desenvolve em sua maior parte no plano do inconsciente, ou na faixa do pré-consciente. Nem sempre a solução é encontrada, então, é preciso descansar e voltar a trabalhar posteriormente na solução. Nessa pausa, o processo lançado no subconsciente não se detém, e de forma silenciosa, de acordo com a intensidade do delineamento e do desejo de encontrar a solução, estabelece-se uma atividade correlata em nossa mente abstrata. É nesse momento que devemos deixar nosso intelecto de lado, silenciar nossa mente concreta, e irmos em busca da iluminação de nossa ideia

4. ILUMINAÇÃO

A etapa de iluminação é basicamente involuntária do ponto de vista intelectual. Depois de algum tempo, que pode variar de dias, meses até anos, através dos Lampejos de Inspiração, a solução do problema se apresenta subitamente, surge o insight. O insight é aquela ideia “genial” que surge quando menos esperamos, é o “Heureka”, é o estalo da criatividade, processado pela mente abstrata, ligada a nosso eu universal. É a súbita compreensão das relações entre meios e fins. Aparece em geral sem esforço consciente. É necessário estar aberto à mente abstrata para que se possa receber um insight. Essa abertura se dá quando estamos com a mente concreta em silêncio e com isso podemos nos conectar à mente abstrata, para receber o tão desejado insight criativo.

5. ELABORAÇÃO E VERIFICAÇÃO

Na última etapa do processo criativo, depois que já tivemos o insight sobre problema, e o julgamos satisfatório, inicia-se a etapa de elaboração. Nessa etapa elabora-se a solução do problema a partir do insight obtido, retomamos o uso de nosso instrumento intelectual para que possamos refinar, aprimorar e moldar a solução do problema. É preciso também verificar se a ideia adotada como solução do problema representa, de fato, a sua verdadeira solução. Essa é a etapa do trabalho duro, onde a solução do problema deve ser explorada e transportada para o mundo real. Independentemente do que seja, ela agora fará parte do mundo físico e seu sucesso ou aceitação dependerá de como o insight será trabalhado e transformado em solução.

“A imaginação é mais importante do que o conhecimento. O conhecimento é limitado. A imaginação circunda o mundo.”

– Albert Einstein, físico


Dúvidas, sugestões, opiniões?

Enfrentando dificuldades em ser criativo? Já conhece o workshop Redescobrindo sua Criatividade?

Um grande abraço!

O que é o sucesso ?

Caminho do sucesso

Caminho do sucesso

O QUE É O SUCESSO ?

Algo que considero muito importante é a definição de sucesso. A maior parte das pessoas acredita que sucesso é ter dinheiro, é ter riqueza e fama, mas não é. Sucesso é algo totalmente pessoal e diferente para cada ser humano. Sucesso é atingir objetivos e realizar sonhos pessoais. Como cada pessoa tem sonhos diferentes, o sucesso é único para cada pessoa. Qual é o seu sonho? Ter sucesso não é uma tarefa fácil, e o primeiro desafio é o autoconhecimento. O que você quer ser? Quais são os seus reais objetivos de vida? Descobrir o que nos realiza, o que nos faz feliz. O autoconhecimento facilita tudo, ele é vital para quem almeja alcançar o sucesso. Para aqueles que tem como objetivo de vida o empreendedorismo, os que sentem o chamado e tem espírito empreendedor, é imprescindível ter o equilíbrio entre a técnica, a criatividade e o poder pessoal, é esse equilíbrio que torna possível atingir o sucesso.

O sucesso do empreendedor acontece quando ele traz ao mundo organizações, produtos, serviços e modelos de negócio inovadores, que solucionem problemas reais da sociedade e que gerem valor nas soluções criadas. E para você, o que o faria ter sucesso?

Se precisar de ajuda, conte comigo.

Um grande abraço!

Luis Henrique de Souza.

A Startup Enxuta – Uma visão geral

Startup Enxuta

Startup Enxuta

A STARTUP ENXUTA – UMA VISÃO GERAL

“A maioria dos produtos não fracassa por causa da execução insatisfatória, mas sim porque a empresa está desenvolvendo algo que ninguém quer.”
– Erir Ries, empreendedor

A Startup Enxuta, The Lean Startup de Eric Ries, traz ao empreendedorismo e à inovação uma nova mentalidade que muda todo o processo de criação de startups. Acredito que a Startup Enxuta entrará na história como um divisor de águas quando o assunto for a abordagem científica sobre a inovação. O Equilíbrio Empreendedor adota os conceitos da Startup Enxuta como o modelo a ser seguido na parte técnica do empreendedorismo inovador. A Startup Enxuta é uma metodologia aberta, e pode ser complementada por outras técnicas e metodologias.

A Startup Enxuta traz uma metodologia cientifica, uma nova mentalidade para a criação de produtos e serviços inovadores, baseada em um ciclo de feedback – construir -medir-aprender. A Startup Enxuta não é uma metodologia simples, de fácil compreensão e aplicação, mas é vital para quem busca o sucesso de uma startup, porque ela altera a definição dos objetivos das startup para o aprendizado validado, e muda a maneira de medirmos o progresso de uma startup. A Startup Enxuta é a ferramenta atual mais poderosa para o empreendedorismo inovador, ela é muito mais do que um conjunto de regras, é uma nova mentalidade. A Startup Enxuta se desenvolve sob diversas ideias anteriores de administração e desenvolvimento de produto: a manufatura enxuta, o Design Thinking, o customer development e o desenvolvimento ágil. A Startup Enxuta representa uma nova abordagem para criar a inovação continua, vou apresentar a seguir seus fundamentos e seu processo de funcionamento.

Lean Startup basics

A VISÃO DA LEAN STARTUP

Uma startup é uma instituição humana projetada para criar novos produtos e serviços sob condições de extrema incerteza. O objetivo de uma startup é descobrir a coisa certa a ser criada, o que os clientes querem e pagarão por isso, o mais rápido possível, enfatizando a interação rápida e a percepção do consumidor. Se você desenvolve algo que ninguém quer, qual é a importância se você faz isso dentro do prazo e do orçamento?

CONCEITOS DA LEAN STARTUP
  • Empreendedores estão em todos os lugares.
  • Empreendedorismo é administração.
  • Utiliza a contabilidade para inovação, uma nova forma de medir o progresso de uma startup.
  • Tem como base o aprendizado validado.
  • Em uma startup não se sabe quem é o cliente e nem se existe valor no produto oferecido.
  • A startup é uma catalisadora que transforma ideias em produtos. À medida que os clientes interagem com os produtos, geram importantes feedbacks e dados.
  • Os produtos da startup são experimentos, a aprendizagem sobre como desenvolver uma empresa sustentável é o resultado desses experimentos. Para as startups, tais informações são muito mais importantes que dólares, prêmios ou citações na imprensa, pois podem influenciar e reformular o próximo conjunto de ideias.
  • Existe na cabeça do empreendedor algo que ele acredita ser um produto ou serviço com grande potencial. Os elementos mais importantes para o sucesso desse produto ou serviço são chamados de atos de fé, eles devem ser testados na busca de validação. Existem duas principais hipóteses que devem ser validadas:
    • Hipótese de Valor: É formulada para testar se o produto ou serviço de fato fornece valor aos clientes.
    • Hipótese de Crescimento: É formulada para testar como os novos clientes descobrirão o produto.
  • Ao reduzir o tamanho do lote de produção, podemos atravessar o ciclo de feedback – construir-medir-aprender com mais rapidez do que os nossos concorrentes. A capacidade de aprender mais rápido com os clientes é a principal vantagem competitiva que as startups devem ter.
  • O motor de crescimento é o mecanismo que as startups utilizam para alcançar o crescimento sustentável.
  • O objetivo dos esforços iniciais de uma startup deve ser testar as hipóteses o mais rápido possível.
  • O primeiro desafio do empreendedor é testar essas suposições sistematicamente. O segundo desafio, como em todas as situações do empreendedorismo, é realizar esses testes sem perder de vista a visão geral da empresa.
O processo:

O processo da Lean Startup é baseado no ciclo de feedback – construir-medir-aprender que abordarei a seguir.

Ciclo Lean Startup

1) Constuir

Com base em suas ideias, no que o empreendedor acredita ser um novo produto ou serviço promissor, é criado um produto mínimo viável, ou MVP, é ele que fará a interação com os clientes. É com o MVP que iremos percorrer todo o ciclo de feedback – construir, medir, aprender. Devemos estar dispostos a pôr de lado nossos padrões profissionais tradicionais para começar o processo de aprendizagem validada o mais breve possível.

Uma regra: elimine todo recurso, processo ou esforço que não contribui diretamente com a aprendizagem que você procura. Esse MVP não precisa funcionar da maneira correta por de “trás das cortinas”, como no caso do Grupon, que os funcionários geravam os cupons manualmente, sem um sistema funcionando automaticamente como parecia existir. Ou no caso do Dropbox, que tinha apenas um vídeo em seu site como MVP, explicando o funcionamento do software e cadastrando os interessados pelo mesmo. O Dropbox usou um vídeo como MVP pois seu produto final era de grande complexidade técnica. Construa o seu MVP focando apenas nas características que possam trazer validação para sua hipótese de valor e sua hipótese de crescimento. São essas características que definirão o potencial de seu produto.

2) Medir

Com o MVP construído, ele agora deve ser disponibilizado ou vendido para clientes reais. São as interações dos clientes reais que geram as informações necessárias para medir o desempenho de uma startup. O maior desafio de uma startup é o de determinar se os esforços de desenvolvimento do produto estão levando a um progresso real. Para isso, usaremos a contabilidade para inovação, uma abordagem quantitativa que nos permite observar se os esforços de ajuste do produto estão dando resultados. Isso possibilita a criação de marcos de aprendizagem, que são úteis para avaliar o progresso de maneira precisa e objetiva. É utilizado na Startup Enxuta algumas ferramentas importantes como o teste comparativo A/B, Kanban e a análise de coorte.

Utilizando o MVP devemos estabelecer a baseline, ou seja, a onde a startup se encontra nesse momento. Sem um quadro claro do status corrente, não importa a distância que se está do objetivo, é impossível começar a acompanhar o seu progresso. A partir de sua baseline, os esforços da startup devem ser em avançar na direção desejada, onde todas as mudanças no produto gerem resultados na otimização de mover a baseline rumo ao ideal, regulado constantemente o seu motor de crescimento, que é o que faz as pessoas conhecerem o produto. Não existem métricas padrão que possam ser utilizadas por todas as startups, as métricas devem estar relacionadas a validar a hipótese de valor e a hipótese de crescimento da startup. Elas devem ter três características fundamentais: ser acionáveis, acessíveis e auditáveis.

Todo desenvolvimento de produto, marketing ou outra iniciativa que uma startup empreenda, deve ser direcionado para a melhoria de uma das forças motoras do seu modelo de crescimento. Como por exemplo, uma mudança de sucesso no design deve melhorar a taxa de ativação de novos clientes. Após a startup fazer todos os ajustes e otimizações possíveis no produto para mover sua baseline rumo ao ideal, a empresa alcança um ponto de decisão. Pivotar ou perseverar.

3) Aprender

Toda startup é uma experiência, e seu objetivo é o aprendizado validado. Estamos fazendo progresso suficiente para acreditar que nossa hipótese estratégica original é correta ou precisamos fazer uma grande mudança? Ou seja, um pivô, uma correção de curso estruturada, projetada para testar uma nova hipótese fundamental acerca do produto, da estratégia e do motor de crescimento. É possível ter uma startup com um produto incrível, mas se ninguém o comprar, qual é a sua relevância?

Não existe uma formula rígida para a tomada de decisão de pivotar ou perseverar, não há maneira de remover o elemento humano – visão, intuição, julgamento – da prática do empreendedorismo, nem isso seria desejável. Cada pivô libera novas oportunidades para outras experimentações, e o ciclo se repete. Toda vez repetimos esse processo simples: estabelecer a baseline, ajustar o motor e tomar a decisão de pivotar ou perseverar.

“Meu objetivo na defesa de uma abordagem científica para a criação das startups é canalizar a criatividade humana para sua forma mais produtiva, e não há maior destruidor do potencial criativo que a decisão mal orientada de perseverar.”

– Eric Ries


 

Empresa x Startup: Mitos e Fatos

Startup x Empresa

Startup x Empresa

Qual a diferença entre uma empresa e uma startup?

Segundo Eric Ries, autor do livro The Lean Startup, as startups são projetadas para enfrentar situações de extrema incerteza. Abrir uma nova empresa, que seja um clone exato de um negócio existente, copiando modelos de negócio, precificação, cliente-alvo e produto, pode até ser um investimento econômico atraente, mas não é uma startup, pois seu sucesso depende somente da execução – tanto que esse sucesso pode ser modelado com grande exatidão.

Uma startup é uma instituição humana projetada para criar novos produtos e serviços sob condições de extrema incerteza, não é um negócio, ou melhor, ainda não é um negócio, seu foco deve ser o aprendizado validado, buscando responder duas perguntas fundamentais: a hipótese de valor, isso gera valor para o cliente? E a hipótese de crescimento, como os clientes descobrem meu produto ou serviço? Para isso, usando um MVP (Produto Mínimo Viável) ela deve seguir o ciclo de feedback, Construir -> Medir -> Aprender para responder essas questões principais, que vão viabilizar ou não o modelo de negócios, produto ou serviço, através das informações geradas pela experiência do usuário. Sempre que o resultado não é positivo (o fracasso), deve-se pivotar, ou seja, modificar as características do modelo, produto ou serviço, e testar novamente.

Ciclo Lean startup

Ciclo Lean – Construir, medir e aprender

Em caso de sucesso, a startup começa a pensar em virar uma empresa, com um modelo de negócios , serviço ou produto validado.

Uma startup não é apenas um novo negócio, ela pode estar dentro de uma empresa já organizada, dentro de uma organização não governamental ou dentro do próprio governo. Como assim? Vou dar um exemplo da Snaptax, uma startup que queria livrar os contribuintes dos onerosos contadores mediante a automatização do processo de coleta de informações. O processo se daria por envio de fotos dos formulários tiradas pelos usuários, uma ferramenta digital, isso ainda não havia sido feito antes, os clientes aceitariam o serviço? Iriam gostar? Pagariam por isso? Descobririam facilmente o serviço? O cenário era o de total incerteza, o que caracteriza o ambiente de uma startup. No entanto a Snaptax foi criada dentro da Intuit, maior fabricante norte-americana de ferramentas de finanças, tributos e contabilidade, e sim, ela era uma startup.

Uma dica, sempre que você tiver que pensar, “será que isso gera valor para o cliente?”, pois isso ainda não foi feito, você está em uma startup.

MITOS:

  • Startup é a nomenclatura para um negócio digital.
  • Startup é uma empresa pequena, ou começando.
  • Empresas, organizações e o governo não podem ter startups.
  • O Plano de negócios é uma ferramenta ultrapassada e não deve mais ser usado.
  • Ter uma startup e ser empreendedor não está ligado a administração.

FATOS:

  • Para ser uma startup deve haver inovação, seja ela no modelo de negócios, na precificação, no produto, etc…
  • Uma startup deve enfrentar situações de extrema incerteza. Será que o mercado quer, ou está preparado para meu produto ou serviço ?
  • O Plano de negócios é uma ferramenta importante para o inicio de uma empresa, e não de uma startup. Ele é um importante guia, que deve ser seguido e alterado conforme o andamento da empresa.
  • O sucesso de uma startup pode ser construído seguindo o processo correto de validação.

Me ajude a construir os mitos e fatos de empresas x startups, comente e de a sua contribuição, tire suas dúvidas ou de o seu feedback.

Um grande abraço,

Luis Henrique de Souza.