Ser Coach parte 10 – Suporte e prestação de contas

Ser Coach parte 10 – Suporte e prestação de contas

Bem vindo a última parte do programa Ser Coach! Nossa, foi um longo caminho até aqui, construímos uma visão global de todo o processo de coaching, espero que você esteja lidando bem com tantas informações… Sinta-se a vontade para pedir ajuda!

Para muitos adultos, requisitar prestação de contas fora de uma relação empregado / empregador parece ser uma situação realmente desconfortável. Perguntar a outra pessoa se ela seguiu com o que deveria estar fazendo, pode quase parecer que você está acompanhando uma criança.

Mas precisamos superar esses sentimentos se quisermos assumir o processo de coaching com sucesso. É importante lembrar que os clientes contrataram um coach porque há lugares em que eles querem ir em suas vidas que não conseguiram alcançar sozinhos. Há pelo menos algum nível de expectativa, até mesmo um desejo de ser levados e empurrados em direção a seus objetivos

É muito melhor enfrentar as áreas problemáticas da vida com alguém do que fazer isso sozinho. É ainda melhor se enfrentarmos áreas problemáticas com alguém que realmente acredita em nós e está comprometido com o nosso sucesso.

Para que a prestação de contas funcione, precisamos:
  • Ser claros sobre as expectativas.
  • Garantir que as expectativas sejam compreendidas.
  • Pedir feedback do cliente para se certificar de que ele entende as expectativas.

O coaching só acontece quando existe o compromisso. A prestação de contas começa com uma relação de comprometimento.

Na parte 9 do programa Ser Coach, discutimos as etapas das ações “W” (lista de ações) do modelo GROW.

No final de cada sessão, perguntamos ao cliente “Com o que você está se comprometendo?”. Quando fazemos essas perguntas, estamos pedindo ao cliente que assuma um compromisso verbalizado com a lista de ações que concordamos em realizar.

Não é suficiente apenas concordar de modo geral. Estamos qualificando o contrato estabelecido com o comprometimento do cliente. Veja um exemplo:

“Então você está comprometida em ir ao médico para verificar o seu pulso?”

“Sim, eu realmente preciso fazer o check-up.”

“Ok, então tome uma decisão: você vai faer o check-up do seu pulso?”

“Sim, eu vou.”

“Quando você planeja cuidar disso?”

SUPORTE E ACOMPANHAMENTO

Suporte e acompanhamento no processo de Coaching

Nas sessões subsequentes de coaching, devemos acompanhar os itens da lista de ações. O coach pede ao cliente um relatório de progresso sobre cada um dos itens acordados.

À medida que seguimos, não fazemos perguntas gerais e vagas.

Por exemplo:

  • “Ei, como está o seu pulso?” – questionamento geral e indireto
  • “Você foi ao médico?” – questionamento direto, específico e fechado
  • “Como foram as ações de sua lista?” – geral demais
  • “Vamos analisar cada um dos itens de sua lista de ações, você pode me dizer o que fez em cada um deles.” – específico e detalhado

Se o cliente não conseguir manter um compromisso com os itens da lista de ações, o coach não deve ser rápido para julgar ou diagnosticar o problema. Por outro lado, o coach não pode simplesmente acabar com isso e agir como se não fosse grande coisa. Isso não seria honesto.

Em vez disso, o coach pode começar por essa questão e perguntar ao cliente:

  • “O que impediu você de manter o seu compromisso?”
  • “O que você gostaria de mudar em sua abordagem?”

O coach não está tentando culpar ou envergonhar o cliente, mas sim, tentando mantê-lo responsável e dono de suas soluções.

É difícil para um coach não ser visto como uma figura de autoridade. No entanto, como dissemos anteriormente, a influência é maior que a autoridade.

Quando um cliente genuinamente sabe que é cuidado, acreditado e apoiado, existe uma mudança em seu coração e ele não é responsável apenas porque tem medo de ser cobrado. O medo pode ser uma motivação para a mudança, mas não é uma motivação positiva para a mudança em um relacionamento.

A prestação de contas saudável é detectada de maneira muito simples:

  • Ela está dando vida a novas atitudes?
  • Ela está encorajando o cliente? (literalmente dando coragem para que ele possa seguir em frente)

A prestação de contas deve sempre dar suporte e energia ao cliente.

PRESTAÇÃO DE CONTAS SAUDÁVEL

É voluntária

A prestação de contas saudável começa com um relacionamento voluntário, em que uma pessoa solicita que a outra a responsabilize por um compromisso pessoal assumido.

No coaching, isso faz parte da natureza do relacionamento: vou dizer que vou fazer “x” e você vai me perguntar sobre “x” para confirmar que eu mantive o meu compromisso.

Não é baseado em culpa ou vergonha

A maior parte das prestações de contas que temos experimentado tem sido a do tipo em que a mãe chega em casa e descobre que não fizemos as tarefas domésticas que ela nos disse para fazer antes de sairmos para ir ao cinema.

A vergonha e a culpa estão focadas em quem somos e no julgamento pelo que fazemos. Sempre há medo e uma expectativa de consequências que estão vinculadas a ele.

A vergonha e a culpa nunca trarão uma mudança de vida positiva e duradoura.

É positiva e baseada em apoio e suporte

Em um relacionamento de coaching, se um cliente deixou a bola cair nos itens da lista de ações, não deve haver medo ou pavor da próxima reunião. Se um cliente chega à reunião envergonhado e se sentindo culpado, então este é o lugar que precisamos visitar para remover a vergonha e a culpa autoimpostas.

“Eu sou muito preguiçoso e não segui com nada do que foi estipulado da última vez. Eu acho que tenho um problema com compromissos. ”

“Uau, você realmente tinha se comprometido com aqueles itens. O que você quer dizer com “um problema com compromissos?” Você pode esclarecer isso para mim?

O coach pode ir direto à fonte das crenças limitantes, falsas e desqualificantes e trazer o apoio e o incentivo necessários ao cliente.

Quando a vergonha e a culpa são removidas, a coragem é restaurada e a energia para voltar a se comprometer deve ser devolvida.

Ela impede que os padrões negativos iniciem

Quando cultivamos uma prestação de contas saudável, fazendo constantemente declarações positivas e diretas sobre o cumprimento dos itens acordados, eliminamos os padrões de fracasso antes que eles comecem.

É isso o que a prestação de contas saudável faz: serve como um mecanismo para impedir que as bolas caiam.

INCENTIVO E CELEBRAÇÃO

Se o coach gasta tempo mantendo o cliente responsável, é importante dar crédito onde o crédito é devido. As afirmações e validações são críticas para o sucesso do seu cliente.

Em sua primeira sessão com um cliente (ou talvez em um formulário de entrada), você pode perguntar ao cliente:

  • Quais são as coisas que motivam você?
  • Que tipo de coisas te desmotivam?
  • O que te faz sentir apreciado?
  • Quais são as maneiras que você gosta de ser elogiado?
  • Qual foi o momento em que você se sentiu mais valorizado?

Quando fazemos essas perguntas de cara, podemos ter uma boa ideia dos principais motivadores de uma pessoa. Toda pessoa precisa ser elogiada e celebrada, mas cada pessoa tem sua própria linguagem para elogios e celebração. Saber o que desencadeia sentimentos de valor e afirmação nos clientes nos ajuda a ter uma relação melhor, de maneira que eles entendam e possam responder aos incentivos.


Uau, chegamos ao fim do programa Ser Coach! Escrever essas 10 postagens foi algo realmente importante para mim, pois além de compartilhar conhecimento eu pude fazer uma grande revisão do processo de Coaching, e acabei aprendendo muito mais do que imaginava.

Eu realmente acredito em você que chegou até aqui, acredito que você pode tomar as melhores decisões para sua vida, acredito que você tem a solução para todos os seus problemas dentro de você.

Conte sempre comigo. Estou aqui para tirar dúvidas, responder questões, melhorar o conteúdo, ouvir, ou melhor, escutar você.

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Haaa, tenho dois matérias gratuitos que podem ser do seu interesse, um infográfico sobre Criatividade e um eBook sobre Poder Pessoal, de uma olhada.

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Ser Coach parte 9 – Encontrando soluções e tomando atitudes

Ser Coach parte 9 – Encontrando soluções e tomando atitudes

Bem vindo a 9º e penúltima parte do programa Ser Coach! Chegou a hora de encontrar soluções e tomar atitudes práticas para atingir objetivos e metas! O processo de coaching é focado em resultados, depois de explorar a situação, sempre queremos levar o cliente a ações que o movam em direção a seu objetivo.

Programa Ser Coach até agora:

No relacionamento de coaching, se o cliente nunca é levado à ação, os dois estão essencialmente se reunindo para ter ótimas conversas.

Nas conversas de coaching, através das perguntas o cliente é levado a pensar de novas e criativas formas, esticando o seu pensamento com a intenção de que o cliente vá embora comprometido com um plano de ação com passos reais.

Escutar e fazer perguntas são sempre as ferramentas que são empregadas por toda parte. O Coach que não inicia a conversa com a escuta exploratória e questionamentos apenas para assumir o controle quando a estratégia começa. Mesmo quando o cliente é levado a um lugar de ação estratégica, ainda é o cliente que está descobrindo as soluções e desenvolvendo os próximos passos.

As soluções desenvolvidas pelo cliente são mais eficazes do que as que são impostas, porque:
  • Eles se encaixam na personalidade do cliente.
  • Eles se encaixam nas habilidades e capacidades do cliente.
  • O cliente sabe mais sobre si mesmo do que o coach ou qualquer outra pessoa.
  • O cliente estará mais comprometido com as coisas que eles desenvolveram do que aquelas que são desenvolvidos por outra pessoa ou autoridade

Existem vários modelos diferentes que os coaches seguem para orientar os clientes nesse processo de solução de problemas. Vou compartilhar uma ferramenta popular: o modelo GROW (crescer), para que você possa ver como o processo funciona.

O MODELO GROW

 

O modelo GROW fornece uma pista de solução de problemas para ser executada enquanto ouvimos e fazemos perguntas. Nós só progredimos em cada área depois que o cliente esclarece, confirma e se compromete com ela.

G [goal]- Estabelecer o objetivo

O objetivo é o fim. É onde o cliente gostaria de estar. Na parte 5 do Ser Coach discutimos a necessidade de as metas serem específicas, mensuráveis, atingíveis, realistas e com tempo específico. O objetivo é o que você concorda que a ação seja.

Alguns exemplos de perguntas:

  • “Então, qual é o objetivo que você definiu para si mesmo?”
  • “Como você vai saber que teve sucesso?”
  • “Como é o sucesso?”
  • “O quão importante é para você conseguir isso?”
  • “Por que você quer alcançar esse objetivo?”
R [reality]- Realidade atual

A realidade atual nos diz “Onde você está agora?” e “O que você fez para chegar lá?” Novamente, não há nenhum avanço até que haja uma compreensão e um acordo de onde o cliente está agora.

  • “Fale-me sobre o que está acontecendo agora …”
  • “O que o levou a esta situação?”
  • “Quais barreiras ou obstáculos você enfrentou?”
O [options] – Opções

As opções são sobre as diferentes maneiras que o cliente tem para atingir o objetivo – simplesmente : brainstorming. Como resultado de escutar e fazer perguntas, o cliente terá várias opções diferentes para alcançar o objetivo e concordará antes de seguir em frente.

  • “Então, o que você acha que são as suas opções?”
  • “Qual é a melhor coisa sobre essa opção?”
  • “Qual é a pior coisa sobre essa opção?”
  • “Quais outras abordagens podem lhe trazer sucesso com isso?”
  • “O que funcionou para você no passado?”
W [way forward]- Caminho a seguir (lista de ações)

O caminho a seguir é outra maneira de dizer “lista de ações”. Essas são as medidas concretas que o cliente tomará para garantir que esteja realmente fazendo algo em direção ao objetivo. Esses itens são acordados pelo Coach e pelo cliente e, nas reuniões subsequentes, o Coach pedirá atualizações sobre o progresso dos itens.

  • “Quando você vai começar?”
  • “Que ações você vai tomar?”
  • “Quem vai ajudá-lo?”
  • “Como você vai se certificar de fazer isso?”

A lista de ações deve ser:

  • Clara: o cliente sabe exatamente o que é esperado e o que deve fazer.
  • Comprometimento: o cliente deve concordar que eles estão comprometidos com o caminho a seguir.
  • Programado: o cliente sabe quando item será executado.
MUITO IMPORTANTE

Apenas para reafirmar: cada etapa do processo termina em um acordo. É de suma importância que através de cada fase haja entendimento do acordo e da lista de ações definida para que não haja confusão. Se houver confusão, é impossível manter o cliente responsável.

Tanto o Coach quanto o cliente estão mantendo notas e, à medida que cada acordo está sendo feito, o treinador está reafirmando sua clareza e obtendo um acordo final verbalizado.


Assim acabamos a 9º parte do Ser Coach, Encontrando soluções e tomando atitudes. Nos vemos em breve na última parte do programa Ser Coach parte 10 – Suporte e prestação de contas

Como você está se sentindo? Espero que sua mente esteja atenta e seu coração aberto a essas novas informações!

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Um grande abraço!

Ser Coach parte 8 – Fazendo perguntas

Ser Coach parte 8 – Fazendo perguntas

Olá, bem vindo a 8º parte do programa Ser Coach! Depois de aprendermos sobre a arte de escutar, vamos entrar na arte de fazer grandes perguntas, e são essas perguntas que irão guiar o cliente até um local diferente, um local aonde ele possa observar seus questionamentos através de outro ponto de vista, e assim, gerar poderosos insights.

Programa Ser Coach:

A cultura ocidental é dominada por grandes pensadores, professores, oradores, escritores, mas quando foi a última vez que você ouviu falar de alguém sendo chamado de grande questionador? Provavelmente nunca.

Como nossa cultura não valoriza muito as perguntas, é provável também que nós não as valorizemos. Poderíamos pensar que um palestrante motivacional pode trazer mais mudanças para a vida de uma pessoa, falando por 30 minutos, do que uma pessoa que faz perguntas por 30 minutos seguidos. Podemos supor que uma pessoa tenha mais sabedoria que a outra; afinal, se você tiver que fazer perguntas, então o que você está colocando no jogo?

PERGUNTAS SÃO MAIS PODEROSAS QUE RESPOSTAS

Através de perguntas podemos abrir importantes portas

Vamos usar um exercício rápido para mostrar o poder de fazer perguntas:

De que cor são seus sapatos?

Você chegou a uma resposta? Claro que sim. Sua mente foi diretamente para lá. Você pode até ter olhado para baixo para se lembrar do tipo de sapato que estava usando (se estiver usando algum).

É isso que as perguntas fazem – elas forçam uma resposta. Sua mente não se debateu respondendo a pergunta. Na verdade, o seu corpo até se submeteu ao poder da questão.

Vamos tentar de novo, no entanto, desta vez, tente não responder à pergunta. Pronto?

De que cor é o seu cabelo?

Como foi? A resposta ainda assim foi espremida, não é?

Vamos tentar mais uma:

Em que cidade você vive?

Mesmo se você fosse capaz de bloquear o nome da cidade, você pode até ter visto imagens dela em sua mente.

Estes exemplos demonstram o poder das perguntas. Além disso, demonstra que o poder de fazer perguntas é maior do que sentar e ouvir um professor ou palestrante. É mesmo?

  • Quantas vezes você se sentou em uma sala de aula e desconsiderou o que o professor disse?
  • Quantas vezes você não respondeu voluntariamente a algo que um palestrante motivacional disse?
  • Quantas vezes você não raciocinou, não se envolveu ou até mesmo rejeitou pensamentos, perspectivas e informações de outra pessoa?

Perguntas forçam o engajamento. Pode-se argumentar que elas são mais poderosos do que a vontade de uma pessoa.

No relacionamento de coaching, não estamos fazendo perguntas para controlar as pessoas. Nós simplesmente entendemos que as perguntas são mais poderosas do que dar respostas. Ao dar uma resposta, podemos não ter nenhum tipo de engajamento ou nem mesmo sermos lembrados, mas quando fazemos uma pergunta, o indivíduo está envolvido de uma maneira muito pessoal.

PERGUNTAS PODEROSAS

Fazer a pergunta certa é muito mais poderoso do que fazer muitas perguntas.

Quando dizemos “perguntas poderosas”, estamos sugerindo que essas perguntas são diferentes das perguntas do dia a dia. No coaching, queremos fazer perguntas que não estão fechadas, o que significa que elas não podem ser respondidas com uma simples “sim ou não”, mas sim perguntas que exigem reflexão e insights.

Como um saleiro …

Pense em perguntas como as duas aberturas diferentes de um saleiro. Há um lado que, se você abrir, vai dar apenas alguns chuviscos cada vez que você inclinar o recipiente. Isso é ótimo se você não quer muito. Mas se você realmente está tentando aproveitar, isso vai consumir muito tempo. Você irá sacudi-lo ele por um tempo, e depois, você provavelmente ficará cansado ou frustrado.

Do outro lado existe uma grande abertura. Quanto maior for a abertura criada, mais será despejado em uma única inclinação.

No coaching, uma questão poderosa pode criar a abertura para uma abundância de pensamentos e idéias úteis.

Ou como uma bomba hidráulica…

Outras questões poderosas são mais como uma bomba.

As bombas funcionam de maneira diferente de um saleiro. Em um saleiro, você só precisa de uma abertura. As bombas não têm água na superfície pronta para sair. Elas normalmente precisam ser preparadas.

São como as perguntas que fazemos e não sabemos a resposta. E as perguntas que fazemos que o cliente não tem a resposta para elas – são perguntas sobre as quais nunca pensaram ou perguntas que nunca foram feitas antes. Portanto, as perguntas preparam a bomba do seu coração. Eles exigem pensamento. Eles exigem que algo seja desenhado.

Uma pergunta não é poderosa porque pode ser respondida na hora. Algumas perguntas realmente poderosas exigem tempo para reflexão, visualização e imaginação.

PERGUNTAR COM O FIM EM MENTE

É muito importante não entrar na frente do cliente com uma lista genérica de perguntas ou com perguntas que são feitas fora do contexto da conversa. Nós não apenas fazemos uma pergunta. Fazemos uma pergunta para a qual queremos uma resposta. Existe um propósito. Existe uma perspectiva que estamos tentando ganhar. Além disso, queremos fazer os tipos de perguntas que mexem e movem a conversa, e não apenas fazer perguntas porque elas estão em um script.

ABRINDO PERGUNTAS FECHADAS

Muitas vezes chegamos ao fim da pergunta antes do tempo. Por isso, é muito importante fazer perguntas que, por sua própria natureza, sejam abertas.

Veja um exemplo de uma pergunta fechada:

Como vai você?

Há uma porta anexada à pergunta que se fecha atrás do cliente assim que ele atende. É simplesmente um “bom”, “ruim”, “ótimo” etc.

Veja como alterá-la para uma pergunta aberta:

Que coisas em sua vida estão indo bem para você?

Que coisas deixam você realmente agradecido pelo dia de hoje?

Essas perguntas são melhores. Elas estão mantendo a porta aberta para o indivíduo expressar emoções e compartilhar ideias.

Aqui estão mais alguns exemplos:

Fechada Aberta
Sua apresentação ocorreu bem? Como ocorreu a sua apresentação?
Você precisa de mais tempo para completar isso? Qual seria o cronograma razoável?
Você já discutiu essa questão com ele? Como você deve abordar essa questão com ele?

EVITAR JULGAMENTOS E DIAGNÓSTICOS E PERMANECER NEUTRO

Você já notou que os tipos de perguntas que fazemos são sempre:

  • O que?
  • Como?
  • Quando?
  • Onde?

Mas nunca fazemos perguntamos do tipo Por que? Porque as perguntas “Por que” são sempre ligadas a diagnósticos e julgamentos.

Fazemos cuidadosamente perguntas que são neutras e sem julgamento. Estamos permitindo que o cliente tenha segurança e liberdade para explorar os motivos. Como Coaches, usamos a visão do cliente e não a nossa.

Veja um exemplo:

“Isso te deixou com raiva?”

Não é apenas uma questão fechada, mas é uma questão que leva a um julgamento que pode significar “Eu acho que você está com raiva” ou “Eles devem ter ficado bravos com isso”.

MANTENDO AS PERGUNTAS BREVES E SUCINTAS

Às vezes, na busca por uma pergunta poderosa, podemos ser um pouco prolixos e eloquentes a ponto de o cliente perder a pergunta no meio das palavras.

As melhores perguntas são simples, curtas e objetivas.

EXEMPLOS DE PERGUNTAS PARA COACHES

Para iniciar a sessão:

  • No que você acha que precisamos nos concentrar?
  • O que você quer alcançar?
  • Por onde devemos começar?
  • Então, como posso ajudar?
  • Quais são os principais problemas que você deseja abordar?

Para desafiar:

  • De que outra forma você poderia conseguir isso?
  • De que outra forma você poderia ver a situação?
  • O que te faz pensar isso?
  • Quais são os seus pensamentos sobre isso?
  • O que você quer dizer com…?
  • O que você vai fazer?
  • De que outra forma poderia funcionar?

Para obter mais informações e clareza:

  • Quais são outros exemplos disso?
  • O que especificamente você quer dizer com …?
  • Para qual propósito?
  • Você pode não saber agora, mas, se você soubesse …, o que seria?
  • Como alguém poderia resolver isso?
  • O que mais você precisa considerar?

Para obter compromisso com objetivos e mudanças:

  • Então o que você vai fazer?
  • Como você vai saber quando você já tiver isso?
  • Quando você conseguir, o que você vai ver, ouvir e sentir?
  • O que acontecerá se você fizer…?
  • Se você não…, o que isso fará para você?
  • Que efeito essa mudança terá sobre os outros?
  • O quão disposto você está …?

CONSIDERAÇÕES FINAIS

  • Não faça várias perguntas. Faça uma pergunta de cada vez.
  • Não faça perguntas importantes que sejam perguntas que contenham uma sugestão na resposta que você deseja.

Não sei vocês, mas eu fiquei morrendo de vontade de fazer perguntas incríveis a meus clientes, perguntas que possam transformar e garantir o comprometimento deles com os seus objetivos.

Vou deixar mais uma dica, treine bastante o ato de transformar perguntas fechadas em perguntas abertas. Isso o tornará um Coach mais poderoso!

Assim encerro a 8º parte do programa Ser Coach! Nos vemos em breve na 9º e penúltima parte:  Ser Coach parte 9 – Encontrando soluções e tomando atitudes

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Muito obrigado por ter chegado até aqui, até breve.

Um grande abraço!

Ser Coach parte 7 – A arte de escutar parte 2

Ser Coach parte 7 – A arte de escutar parte 2

Bem vindos a 7º parte do Ser Coach! Entramos agora na 2º parte da arte de escutar, que conforme vimos anteriormente, é um dos temas mais importantes da relação de Coaching.

Lembre-se Coach, você não é um consultor, você não entrega soluções para o seu cliente, você é responsável por levar o seu cliente a um local diferente, aonde ele possa enxergar melhor a sua situação e criar suas próprias soluções, e além disso, se responsabilizar por elas.

Programa Ser Coach:

Escuta ativa

A escuta ativa em um relacionamento de coaching simplesmente significa “ouvir e esclarecer”. É uma técnica de comunicação que exige que o Coach compreenda, interprete e avalie o que ele está ouvindo.

Quando estamos ativos no processo de escutar, estamos fazendo as perguntas. Não estamos apenas acenando com a cabeça. Estamos participando com o cliente, estamos ativamente desempacotando, iluminando e especificando o que ele está dizendo.

A escuta ativa é importante porque, como Coaches:

  • Não podemos assumir que entendemos tudo o que o cliente está dizendo.
  • O que o cliente quer dizer e o que eu penso do que eles estão dizendo podem significar coisas muito diferentes.
  • Se não esclareçamos essas questões, podemos facilmente ter o nosso julgamento nublado e acabar com uma conclusão errada.

Então, perguntamos consistentemente ao cliente para esclarecer o que “x” significa para ele.

Como uma maneira simples de lembrar, usaremos o modelo H.E.A.R (OUVIR em inglês).

H – Escute as palavras e sentimentos do cliente

Não tente avaliar ou chegar a uma conclusão sobre o que elas significam. Deixe-o falar, e não o interrompa.

E – Tenha empatia com o cliente

Tente colocar-se no lugar do seu cliente. Parafraseie os fatos para que você possa entender a posição do seu cliente.

A – Analise as palavras e pensamentos do cliente e peça esclarecimentos

Queremos entender o cliente, o seu coração, queremos ter a visão que ele tem sobre o assunto, não a que nós temos sobre o assunto.

R – Responda apenas depois do cliente completar o seus pensamentos.

O momento em que o cliente fala, é um momento de exploração. Não devemos interromper essa exploração, pois corremos o perigo de perder fatos e passagens importantes.

Técnicas de Escuta Ativas

Lembre-se: tudo o que foi abordado na 6º parte do Ser Coach sobre linguagem corporal e comunicação não-verbal faz parte da escuta ativa. No entanto, não vamos recapitulá-las aqui. (Ser Coach parte 6 – A arte de escutar )

O silêncio

O silêncio é saber como e quando ficar quieto, saber quando e como não intervir no “diálogo” do cliente, ou saber como e quando não expressar sentimentos e reações nem fazer perguntas.

A repetição de palavras-chave

Uma das técnicas mais simples é repetir a última palavra ou grupo de palavras, adicionando à repetição uma entonação de interrogação, por exemplo:

“Tenho muito cuidado para não ofender as pessoas com meu estilo de vida pródigo.”

“Estilo de vida pródigo”?

Repetindo a palavra mostra ao cliente que você está atento e engajado, e os convida a expandir o que eles entendem por sua escolha de palavras.

O questionar com palavras-chave

De forma semelhante à repetição de palavras-chave, você pode usar a palavra-chave em uma pergunta:

“Então, o que você quer dizer com ‘estilo de vida luxuoso’ “?

O reforço positivo

Oferecemos ao cliente comentários positivos, de suporte e de validação.

“Uau, eu admiro sua vulnerabilidade”.

A validação

“Eu sempre me envolvo com as pessoas com os casos mais difíceis”.

“E às vezes isso significa que você vê algo incrível que outros não veem, você não acha?”

Quando um cliente é validado, abre-se a oportunidade para eles explorarem o assunto.

Peça permissão

Quando um Coach pede permissão, ele está respeitando o espaço pessoal do cliente.

“Posso interromper?”

“Posso compartilhar meus sentimentos?”

Expresse sentimentos

“O que você acabou de dizer foi realmente corajoso, e realmente tocou meu coração”.

Este tipo de compartilhamento da suporte e incentiva o cliente.

Expresse percepções

Um Coach pode expressar suas percepções e convidar o cliente para responder a esclarecer.

“Parece-me que você está realmente em paz com o seu trabalho. Você diria isso?”

Sempre que um Coach oferece uma percepção, o cliente recebe a oportunidade ou permissão para discordar ou esclarecer a percepção.

Usando metáforas

Quando um Coach usa uma metáfora, ele está interrompendo brevemente o diálogo do cliente com uma metáfora muito curta (idealmente de uma ou duas palavras), imagem, analogia ou ditado popular que se encaixa claramente no quadro de referência do cliente. Isso implica entender e ajudar a esclarecer.

“Eu me sinto tão sobrecarregado. Meus funcionários querem horas extras. Meu chefe quer que eu corte horas.”

“Preso entre uma pedra e um lugar difícil”.

Tenha humildade

Você pode usar frases que mostram que você não está sendo presunçoso.

“Posso estar errado, mas …”

Estamos apresentando nossa perspectiva, mas também estamos capacitando o cliente a considerá-la e rejeitá-la se ela não for adequada.

Por que estamos escutando?

Enquanto estamos escutando, estamos explorando. Estamos seguindo nossa curiosidade com base nos tipos de coisas que nossos clientes nos dizem. Em qualquer conversa, enquanto ouvimos nossos clientes, ouviremos certas palavras ou frases que deveriam despertar nossa curiosidade. Essas palavras-chave e frases são indicativas de algo que precisa da investigação e da atenção do cliente.

Especificamente estamos buscando escutar:

  • A percepção do cliente sobre um evento, sobre eles mesmos ou situações.
  • Um tipo de evento que alterou, definiu ou mudou o paradigma de vida do cliente.
  • Qualquer tipo de reação emocional.
  • Qualquer tipo de bandeira vermelha (red flag).

Vamos ver alguns diálogo para que você possa entender melhor o que estamos buscando escutar:

“Então, Luis, você está dizendo que deseja dar um passo em direção a uma mudança na carreira. Conte-me mais sobre o que você quer. ”

“Eu simplesmente não consigo mais trabalhar como advogado. É um trabalho ingrato. Então eu quero sair “.

“Ok, isso foi direto ao ponto. Você disse que é um “trabalho ingrato”, o que você quer dizer com isso? ”

“Bem. Eu fui a faculdade de direito, e entrei nesse trabalho para ajudar as pessoas. E eu sempre fui comprometido com isso. E, nesta empresa, ajudei muitas pessoas … bem, ajudamos muitas pessoas. A cerca de 5 anos atrás, houve algumas mudanças. Um novo parceiro entrou no negócio, e digamos que ele está mais focado em ganhar dinheiro do que em ajudar as pessoas “.

“Continue…”

“Antes disso, celebrávamos as vitórias que tivemos com nossos clientes. Agora não há tempo para pensar nisso. Nossa carga de clientes é o dobro. Não é mais pessoal. E eu não posso acreditar que ontem meu chefe entrou no meu escritório e me disse que ele precisava que eu trabalhasse no dia dos pais. Ele não tem filhos, então ele não se importa. Então, que se dane. Estou dando um fim nesse negócio.”

Vamos revisar:

  • A percepção do cliente sobre um evento, sobre eles mesmos ou situações.
    • é um trabalho ingrato.
    • O meu chefe é ganancioso e não se importa.
  • Um tipo de evento que alterou, definiu ou mudou o paradigma de vida do cliente.
    • Luis ganhou um novo chefe há 5 anos.
  • Qualquer tipo de reação emocional
    • Luis ajuda seus cliente.
    • Luis comemorou com seus clientes.
    • Luis queria estar com sua família no dia dos pais.
  • Qualquer tipo de bandeira vermelha (red flag)
    • Luis quer se demitir.

Como pessoas que gostam de fazer as correções necessárias,  podemos ler os 3 parágrafos e tirar algumas conclusões:

  • Luis não precisa sair de seu emprego, ele obviamente ama ajudar as pessoas.
  • Luis precisa parar de fugir de seu chefe e enfrentá-lo.
  • Precisamos levar Luis a outra empresa que tenha os mesmos valores que ele tem.

Em vez disso, como Coaches, não vamos olhar para essas coisas como problemas a serem concertados, vamos olhar para eles como lugares para fazer perguntas. Como Coaches, vamos visitar e descompactar essas áreas para que Luis possa refletir e pesar. O que realmente está acontecendo aqui?

Não estamos diagnosticando, mas estamos observando a importância do que estamos vendo e estamos fazendo perguntas. O cliente permanece no controle, e o Coach o leva para outro nível para que ele possa pensar e abordar o problema conforme a sua visão.

Levamos o cliente a um nível em que ele possa olhar para seus problemas, e assim, chegar em suas próprias soluções e se comprometer com elas.


Chegamos assim ao fim da 7º parte do Ser Coach, encerrando a arte de escutar.

Nos vemos em breve na 8º parte do Ser Coach:  Ser Coach parte 8 – Fazendo perguntas.

Já se inscreveu na minha lista de novidades?

Dúvidas, sugestões, questões? Fico a disposição! Um grande abraço.

Ser Coach parte 6 – A arte de escutar

Um Coach deve saber escutar, de preferência como um buda…

Ser Coach parte 6 – A arte de escutar

Bem vindo a 6º parte do Ser Coach. Espero que esteja conseguindo aprender bastante… Bom vamos lá! Você sabe escutar os outros? Saber escutar é fundamental na relação de coaching.

Programa Ser Coach até o momento:

Saber escutar é o fundamento mais importante da relação de coaching. Quando você escuta, você está valorizando o que o seu cliente têm a dizer. Quando você valoriza o que uma pessoa está dizendo, você está expressando aceitação e crença nessa pessoa. O crescimento é acelerado em um relacionamento onde a pessoa se sente aceita e valorizada.

O poder de escutar é outro conceito contra-intuitivo. Para a maioria das pessoas, apenas escutar e não dar conselhos ou soluções sempre faz com que elas se sintam inadequadas e parecendo tolas.

Isso poderia ser verdade se a escutar fosse ouvir, mas não é.

Ouvir é passivo. Escutar é ativo.

Escutar não é algo que apenas acontece (isso é ouvir), escutar é um processo ativo no qual uma decisão consciente é feita para ouvir e entender as mensagens de quem está falando.

Escutar é engajamento e exploração. É uma verdadeira disciplina que consistentemente temos que praticar e refinar como Coaches.

O processo de comunicação se da 38% através de certos elementos vocais e 55% através de elementos não verbais (expressões faciais, gestos, postura, etc.). Isso significa que apenas 7% da comunicação é realmente constituída de palavras.

Irei abordar duas categorias diferentes de técnicas de escuta – uma para fora e outra para dentro.

TÉCNICAS DE ESCUTA EXTERIOR

linguagem corporal

A escuta exterior está ligada a linguagem corporal. Essas técnicas podem ser praticadas e podem ser utilizadas imediatamente para melhorar o nosso envolvimento com as pessoas.

Postura aberta

Imagine que seu corpo está comunicando o grau de abertura de seu coração em relação à pessoa.

Braços ou pernas cruzadas fecham o corpo e dão uma mensagem não verbal de desinteresse. Quando nos fechamos desse jeito, estamos dizendo “Estou escondendo algo” ou “Eu realmente não quero estar aqui nesta conversa com você”. Se você vê essa linguagem corporal no outro, ela transmite uma mensagem clara que você entenderá em um nível subconsciente.

Inclinação

Se você for a um restaurante e olhar ao redor das mesas, pode dizer quais casais estão sintonizados um com o outro enquanto se inclinam, refletindo assim a sua linguagem corporal.

Quando você se inclina para trás, você pode estar relaxando, mas a mensagem não-verbal é de desengajamento ou desinteresse.

Se as mensagens verbais estão em desacordo com as mensagens não verbais, isso é referido como “incongruência”, e assim criará tensão na comunicação.

Contato visual

Se a pessoa está desviando o olhar, parece que ela não está interessada nas palavras de quem fala. Mantenha o contato visual.

Fique atento a seu comportamento,  você pode não estar piscando o suficiente ou pode estar olhando a pessoa por muito tempo. Dê uma pausa olhando para baixo contemplativamente, mas não desvie o olhar para outra parte da sala.

Relaxar

Se você estiver relaxado, a pessoa com quem você conversar provavelmente também se sentirá relaxada.

Acenar a cabeça e expressões verbais curtas

Inclinar a sua cabeça e expressões verbais curtas de “uh-huh”, “sim”, “exatamente”, são realmente grandes sinais de engajamento.

Mas seja cauteloso em usá-los:

  • Se você não está realmente escutando ativamente, você pode concordar involuntariamente com algo que você não deveria.
  • Se você não está autoconsciente, você pode usá-las tanto que a pessoa sabe que você não está escutando.
  • Às vezes, essas sugestões podem ser terrivelmente distrativas.

Expressões Faciais

Seu rosto não mente muito bem.

Sorria quando for apropriado como um gesto de aprovação. Mas seja consciente, porque grandes sorrisos mostrando os dentes podem fazer as pessoas se sentirem desconfortáveis e sorrisos que parecem uma risada sugerem que você é condescendente ou não acredita no que eles estão dizendo.

Pode ser interessante trazer um amigo para observá-lo a uma distância fora do alcance da audição. Ele podem lhe dizer como você se saiu apenas com base em sua visão não-verbal e pode ajudá-lo a fazer ajustes.

TÉCNICAS DE ESCUTA INTERIOR

Silencie a conversa dentro de sua cabeça.

Você já teve uma conversa com uma pessoa que parecia estar escutando você e assim que você termina o que estava dizendo, ela responde com algo que obrigou você a dizer: “Na verdade, não é isso que eu disse. O que eu disse foi … ”

Isso realmente acontece muitas vezes quando conversamos com pessoas. Normalmente, há uma conversa paralela que está acontecendo na cabeça da pessoa com a qual você está falando.

Se houver conflito em um relacionamento ou suposições negativas, isso pode tornar as coisas ainda piores. Quando há suposições negativas, a pessoa que deveria estar ouvindo está ocupada reunindo uma defesa.

Por toda a nossa vida nos foi dito para ouvir, mas nunca nos ensinaram a escutar. Então, estamos sempre competindo com a conversa em nossa cabeça, o que cria uma distração.

Quando estamos distraídos com essas conversas, perdemos mais do que uma palavra aqui ou ali. Perdemos o coração da pessoa. Perdemos as motivações da pessoa. Nós realmente perderemos as soluções que estão vindo da boca de nosso cliente.

É duvidoso que se possa eliminar completamente a conversa em nossa cabeça, mas podemos, pelo menos, estar cientes dos gatilhos das conversas em nossa cabeça, para que possamos minimizar as distrações e silenciar algumas dessas conversas.

  • Apenas escute a pessoa sem tentar resolver os problemas.
  • Não comece a preparar sua resposta enquanto a pessoa ainda está falando.
  • Não julgue a pessoa que está falando.
  • Capture seu pensamento se a pessoa disser algo que desencadeia uma tarefa pessoal que você precisa cuidar. Pegue um momento e escreva a sua tarefa particular, de modo que ela fique de fora de sua mente.

A escuta cinestésica pode ser útil

Anotações e memória cinestésica

Muitas vezes, as pessoas irão às reuniões com um papel e uma caneta e apenas anotarão algumas palavras aleatórias. Ou essas reuniões são completamente improdutivas ou essas pessoas têm uma memória incrível.

Quando se trata de ouvir, podemos obter o apoio do que podemos chamar de aprendizagem cinestésica. Em termos simples, estamos falando de tomar nota de forma intencional.

Tente isso:

Pegue um pedaço de papel e uma caneta e tente escrever o hino nacional nele cantando “Garota de Ipanema”.

Qual foi o grau de dificuldade? Alto, certo?

Quando estamos ouvindo as pessoas, não precisamos escrever tudo o que dizem, mas, uma coisa é certa, quando você está tomando notas, você não pode se envolver em duas conversas ao mesmo tempo! Você ganha foco, e para a conversa paralela em sua mente.

Acabe com as distrações

Os meios digitais tem muitas distrações.

Talvez o seu computador ou Tablet não sejam os locais ideias para tomar as notas durante a conversa. Por que? Porque a todo momento podem surgir e-mails, mensagens no whatsapp, atualizações, próximos compromissos e tarefas, convites, aplicativos mostrando novas notícias, entre outros…

O seu telefone – mesmo no modo silencioso – ainda estará falando com você…

Feche tudo e coloque fora – fora da vista, fora da mente – essa é provavelmente a melhor maneira de acabar efetivamente com as distrações digitais.


Uau… A arte de escutar é realmente indispensável para um Coach! Ela também pode ajudar muito outras profissões e sua vida pessoal. Por enquanto fico por aqui, nos vemos em breve na 7º parte do Ser Coach: Ser Coach parte 7 – A arte de escutar parte 2 ,uma continuação desse assunto fantástico.

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Ser Coach parte 5 – Objetivos, metas e o método SMART

Ser Coach parte 5 – Objetivos, metas e o método S.M.A.R.T

Bem vindos a 5º parte do Ser Coach! Nosso encontro de hoje é sobre objetivos, metas e o método S.M.A.R.T.

Relembrando, você pode ver as outras postagens do Ser Coach pelos links:

Muitas pessoas tem sonhos e visões sobre como deveriam ser suas vidas, mas não fazem esforço algum para tornar esses sonhos uma realidade.

É necessário traçar objetivos a serem alcançados e definir metas para que seja possível mensurar os avanços. Através das ações do coachee, as metas definidas são concretizadas, e assim, é possível atingir os objetivos e transformar em realidade os tão desejados sonhos do cliente.

Lembre-se: a relação de Coaching é totalmente focada no cliente!

Na relação de coaching, o cliente define os objetivos e metas. Assim que o cliente definir uma meta, o processo inicia. Os esforços do cliente começam a ter um propósito, eles começam a ser mensurados. As opções se estreitam à medida que os sacrifícios são feitos e as etapas concluídas.

Todo o processo de coaching é baseado em metas e objetivos a serem alcançados.

Para atingir os objetivos, deve haver clareza e passos específicos. Um dos mais conhecidos modelos de definição de metas é chamado S.M.A.R.T.

METAS SMART

Agora iremos entrar no processo S.M.A.R.T. Veremos nos exemplos as diferenças entre metas e objetivos.

Uma meta S.M.A.R.T deve ser:

 

S – ESPECÍFICA

Uma meta específica tem uma chance muito maior de ser realizada do que uma meta geral. Muitas vezes você pode simplesmente utilizar as perguntas do 6 “W” para obter uma resposta mais específica:

  1. [Who] Quem: quem está envolvido?
  2. [What] O que: o que eu quero realizar?
  3. [Where] Onde: Identificar um local.
  4. [When] Quando: estabeleça um período de tempo.
  5. [Which] Qual: Identificar requisitos e restrições.
  6. [Why] Por que: razões específicas, finalidades ou benefícios da realização do objetivo.

Vejamos um exemplo:

  • “Eu gostaria de perder peso e ficar em forma”.

O problema com este objetivo é que ele é vago e pode ser a combinação de dois objetivos.

  • “Eu gostaria de perder 15 kg”.

Esse já é muito mais específico.

  • “Eu gostaria de perder 15 kg entre o dia de hoje e o casamento do meu amigo em 19 de Agosto”.

Esse último tem uma especificidade ainda maior. Nós temos o peso exato e temos uma data em que gostaríamos que ele fosse concluído.

 

M – MENSURÁVEL

Estabeleça critérios concretos para medir o progresso em direção à realização de cada objetivo que você definiu.

Quando você mede o seu progresso, você fica no caminho certo, você segue as datas definidas e experimenta a alegria da realização, que o incentiva o esforço contínuo necessário para alcançar o seu objetivo.

Isso ira fornecer algo muito importante, também com a letra “M” – a motivação. À medida que os prazos estão sendo definidos e as metas estão sendo atingidas, o progresso ira criar motivação. Assim, é possível sentir o avanço do processo.

  • “São 4 meses até o casamento do meu amigo. Eu planejo perder 4 kg por mês durante os primeiros 3 meses e mais 3 kg no último mês antes do casamento”.

É possível medir o desempenho da execução dos objetivos.

 

A – ALCANÇÁVEL

Quando você identifica os objetivos que são mais importantes para você, você começa a descobrir maneiras de torná-los uma realidade. Você desenvolve as atitudes, habilidades e a capacidade financeira para alcançá-los. Você começa a ver oportunidades anteriormente negligenciadas para aproximar-se da conquista de seus objetivos.

Vamos mudar do objetivo de perda de peso, uma vez que esse parece ser acessível para algo um pouco diferente.

  • “Eu quero reconciliar meu relacionamento com minha esposa que está separada de mim”.

Isso pode não ser possível dependendo do que está acontecendo na situação. Há uma série de fatores envolvidos nisso.

  • “Eu quero reconciliar minhas atitudes e ações em relação a minha esposa que está separada de mim, estando junto a ela novamente ou não”.

Precisamos ser mais específicos, neste caso ele é alcançável, porque o objetivo está ligado unicamente ao marido, ele pode escolher a maneira de como se relaciona com ela.

Mais algumas características de uma meta alcançável:

  • Deve ser possível realiza-lá;
  • Ela deve ser aceitável;
  • Ela deve ser orientada para a ação.

 

R – REALISTA

Para ser realista, uma meta deve representar um objetivo para o qual ambos estão dispostos e são capazes de trabalhar. Uma meta pode ser grande e realista; o seu cliente é o único que pode decidir o quão grande deve ser sua meta. Mas certifique-se de que cada meta representa um progresso substancial.

Um objetivo grande é freqüentemente mais fácil de alcançar do que um pequeno, porque um objetivo pequeno exerce pouca força motivacional. Alguns dos trabalhos mais difíceis que você já realizou realmente parecem fáceis simplesmente porque eles eram um trabalho que envolvia amor.

  • “Eu gostaria de transformar minha empresa em uma empresa de vários milhões de dólares em 12 meses”.

É específico, mas pode não ser realista dependendo de uma série de fatores.

 

 

T – COM TEMPO ESPECÍFICO

Uma meta deve ser fundamentada dentro de um período de tempo. Sem nenhum cronograma vinculado, não há sensação de urgência. “Algum dia” não funcionará. Mas se você ancorá-la dentro de um prazo, “até 1º de Julho”, então você começou a colocar as coisas em movimento para que o trabalho no objetivo seja iniciado.

Sua meta provavelmente é realista se você realmente acredita que ela possa ser realizada. Uma maneira adicional de saber se o seu objetivo é realista é determinar se você realizou algo semelhante no passado ou perguntar a si mesmo quais as condições necessárias para atingir esse objetivo.

Com cada meta que temos, perguntamos: “Há tempo suficiente para alcançar esse objetivo?”


Uau, chegamos aqui na metade do programa Ser Coach! Parabéns por ter chegado até aqui, fico muito feliz e comemoro essa vitória junto contigo.

Nos vemos em breve na 6º Parte do Ser Coach: Ser Coach parte 6 – A arte de escutar

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Ser Coach Parte 4 – O Coaching é Centrado no Cliente

Bem vindos a 4º parte da série de postagens sobre SER COACH. É muito bom ter você aqui novamente.

O Coaching é um processo totalmente focado no cliente!

Lista completa do Ser Coach:

Diferente de outras formas de suporte profissional, toda a responsabilidade do processo de Coaching é centrada no cliente, o que gera um grande questionamento no Coach. Afinal, podemos ficar tão bons em ler pessoas, que após ouvir alguém falando por 15 minutos sobre um problema, podemos ter a solução pronta para esse problema que o cliente pode lutado a vida toda sem ter conseguido resolver.

Mas a grande verdade é que o cliente tem uma percepção interna muito melhor do que a do Coach

Minhas memórias, minha experiência, minha vida.

  • Quem conhece sua história desde o nascimento até esse exato momento?
  • Quem tem mais informações sobre os detalhes do dia-a-dia?
  • Quem pensa mais sobre o problema?
  • Quem é o maior beneficiado se o problema for resolvido?
  • Quem tem mais a perder se o problema não for resolvido?

Em todos os casos, é o cliente que tem a resposta para essas questões. É ele quem mais tem a ganhar e a perder com a situação, e é o cliente que tem que investir para ver as mudanças se manifestando.

Dar a alguém informações suficientes não irá faze-la mudar. As pessoas sabem quais são seus problemas. Às vezes, eles sabem as soluções. A questão esta ligada ao coração – até que ponto ela se compromete com o que vê e ira até o limite para mudar a situação? Essa é uma decisão pessoal.

Portanto, no relacionamento de coaching, não somos direcionadores, apoiamos um processo no qual encorajamos o cliente a se auto dirigir. No final das contas, os clientes estão mais motivados por aquilo que planejaram do que por qualquer direcionamento externo que recebam.

Confira alguns exemplos, observe como o coach pode sutilmente mostrar quem está no controle…

No início do encontro
  • Sobre o que você gostaria de conversar que possa lhe ajudar a dar um passo adiante em direção ao seu objetivo?
  • Eu estava pensando em nossa última sessão, e é aqui que eu gostaria de começar…
Sobre a lista de ações
  • Quais passos você acha que deveria tomar sobre este assunto?
  • Deixe-me sugerir algumas coisas por enquanto …
Sobre os problemas
  • O que você pode fazer para resolver esse problema?
  • Eu acho que a melhor coisa que você pode fazer neste momento é …

Mantendo as coisas centradas no cliente

O cliente cria suas próprias soluções

Existe uma tendência de que o Coach e o cliente recaiam no método de aconselhamento. Para manter as coisas centradas no cliente:

  • Comece cada sessão perguntando ao cliente com o que ele gostaria de começar.
  • Nos relatórios de progresso, peça ao cliente que traga as suas anotações e forneça atualizações sobre a lista de ações em que ele está trabalhando.
  • Quando surgir um “O que você acha?” Responda com “Eu não sei. O que você acha?”
  • Peça ao cliente para providenciar a lista de ações em suas próprias palavras. Não faça esse trabalho para ele. Peça que ele verbalize e depois escreva.

O Coach como um redutor de ruído e como um permissor

Reduzir o ruído

Imagine fazer uma ligação em um restaurante lotado com música alta ou quando você está em uma casa cheia de pessoas falando alto com uma TV e ou rádio ligado. Agora imagine que está não é apenas uma conversa casual, mas a pessoa do outro lado da linha está lhe informando informações detalhadas sobre 3 tipos diferentes de empréstimos para habitação que você pode escolher.

O problema não é a sua capacidade de decidir ou processar a informação. O problema é que você precisa estar fora do barulho, precisa estar onde você possa “ouvir seus pensamentos”.

E isso é o que um Coach acredita – se a pessoa puder ouvir a si mesma, ouvir seus pensamentos, ela poderá tomar decisões extraordinárias.

O problema para a maioria dos clientes é que existem muitas vozes concorrentes que fazem muito barulho. E às vezes, é apenas a voz da insegurança. Mas pegue essa mesma pessoa e coloque-o em um relacionamento de confiança, de transparência, onde se possa compartilhar vulnerabilidades e exista aceitação incondicional, e nesse tipo de relacionamento você o verá se transformar.

A afirmação de uma voz “fora de você” dá lugar a algo poderoso: a permissão – permissão para agir, permissão para fazer o que está em seu coração.

O Coach como um facilitador

Dar suporte e manter o foco na ação

É importante entender que um Coach não está ali sentado, feliz, flutuando sem rumo, sendo levado por qualquer vento ou capricho do cliente. O Coach tem consistentemente um papel de manter o foco e levar o objetivo em direção a ação. Este é um processo importante para muitas pessoas que repetem e revivem os mesmos pensamentos, idéias e conversas, sem nada decidido e sem criar e executar uma lista de ações.

Em todos os encontros, o Coach irá:

  • Solicitar atualizações do progresso da lista de ações que anteriormente o cliente se comprometeu em realizar.
  • Manter a conversa fluindo em direção ao objetivo
  • Levar o cliente a adicionar novos itens na lista de ações.

Outras funções do Coach

Chegar ao coração do cliente

Uma das coisas mais importantes que você pode fazer como Coach é apoiar seu cliente a entrar em contato com o seu coração. O coração é a semente de sua vida.

Identificar e definir os sonhos e as paixões vindas do coração e os objetivos resultantes são essenciais para o processo de coaching. Embora alguns clientes já saibam o que desejam e simplesmente precisam de apoio para tornar seus desejos uma realidade, outros clientes estão tão envolvidos no dia a dia que nem sabem o que querem.

Como Coach, é seu papel ajudar o cliente a descobrir, revelar, esclarecer, refinar ou definir seus objetivos.

Levar o cliente a ação

Podem haver muitos desejos no coração de um indivíduo, mas nada se torna realidade até que ações sejam tomadas.

Como Coach, o seu papel é apoiar o seu cliente na definição das ações que ele precisa tomar para alcançar seus objetivos, incentivar seu cliente ao longo de sua jornada e apoiá-lo e ajudá-lo a recuperar o foco nas ocasiões em que suas ações não estejam indo de acordo com o plano.

Fortalecer o comprometimento do cliente

É fácil perseguir seus objetivos quando tudo está acontecendo de acordo com o plano. Mas é um esforço persistente e comprometido que fará com que seus objetivos se transformem em realidade em sua vida.

Como Coach, é seu papel apoiar e incentivar seus clientes, especialmente quando seu comprometimento é desafiado ou é vacilante.

Você apoiará seu cliente na identificação das maiores ameaças ou desafios antes deles acontecerem e trabalhará com ele para desenvolver uma estratégia para enfrentar as barreiras ao seu comprometimento.

Reconhecer os desejos do cliente e reconhecer cada sucesso no caminho

Uma das coisas mais poderosas que você pode fazer é reconhecer seus desejos. Muitas pessoas têm uma ambição “secreta” para suas vidas, mas temem se apropriar dessa ambição, com medo de parecerem tolas caso não consigam alcançá-la ou pensam que é ruim ter tais desejos.

Ao mesmo tempo, muitas pessoas não reconhecem os esforços que estão fazendo e os êxitos que estão obtendo. A verdade é que, quanto mais bem sucedido você se sentir, mais bem sucedido você se tornará, então faz todo o sentido se concentrar em suas realizações.

Como Coach, seu papel é primeiro desafiar seu cliente a reconhecer seus desejos. Você, então, precisa apoiar seu cliente na afirmação e comemoração de todo e cada um dos sucessos que ele está tendo ao longo do caminho.

Desafiar o cliente a fazer escolhas

No final, tudo se resume a uma escolha, quem você quer ser e o que você quer fazer com a sua vida? Você deve fazer escolhas conscientes em sua vida, escolhas sobre o que você quer e sobre o que você não quer, opções sobre o que é aceitável e o que não é, e escolhas sobre quem você é e o que você representa.

Como Coach, seu papel é desafiar seu cliente a fazer escolhas fortes e positivas em sua vida. Você também precisará apoiar seu cliente na compreensão das conseqüências de suas escolhas em sua vida.


A 4º parte do Ser Coach fica por aqui, acho que ficou bem claro que todo o processo de coaching é centrado no cliente, é ele que tem as rédeas das escolhas, nos apenas o guiamos no processo.

Nos vemos em ná 5º parte do Ser Coach: Ser Coach parte 5 – Objetivos, metas e o método S.M.A.R.T

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Ser Coach Parte 3 – Iniciando o Relacionamento de Coaching

Ser Coach Parte 3 – Iniciando o relacionamento de Coaching

Dando continuidade ao programa de 10 postagens sobre SER COACH, nessa 3º parte abordarei o inicio do relacionamento do coaching.

Programa Ser Coach:

O inicio do relacionamento de coaching se da em 4 etapas. Irei aborda-las a seguir.

1) Porque você quer ser treinado?

É com esse pergunta que você vai determinar o por que o coachee(cliente) está buscando um relacionamento de coaching. Qual é a visão ou projeto de futuro que leva o cliente ao processo de coaching? Ele pode ajudá-lo a ver o que ele gostaria de ver em si mesmo ou em seu futuro?

Algumas perguntas que devem serem feitas:

  • Por que você está interessado em ser treinado?
  • Qual foi a gota d’água que o levou a afirmação, “eu tenho que ter ajudar com isso”?
  • Qual objetivo você espera alcançar?
  • Qual é a prioridade de alcançar esse objetivo em sua vida?
  • Que tipo de sacrifícios você espera fazer para atingir esse objetivo?
Faça mais perguntas

Não fique no superficial, chegue ao fundo.

Ajude o seu cliente a despertar a paixão pela transformação, use imagens mentais, faça perguntas como:

  • Como você vê o futuro se esse objetivo for atingido?
  • Como o mundo mudaria se você alcançasse seu objetivo?
  • Quais são as maiores mudanças que você espera que aconteça se atingir seu objetivo?
  • O que significa para a sua família atingir esse objetivo?
  • O que acontece se você não conseguir atingir esse objetivo? Onde você estará daqui a 5 anos?

Não deixe o cliente usar termos vagos, faça a pergunta e depois tente ir mais a fundo. Quanto mais clara for a visão de futuro que o cliente passar, mais fácil será o processo para o coach e para o cliente. Não perca os detalhes, faça anotações durante todo o processo.

Cuidado: Poucas pessoas conseguem lembrar os detalhes sem anota-los…

Depois que o cliente lhe contar alguns detalhes, lembre-os o que o processo de coaching realmente é, pois muitos vão pensar que é um processo de consultoria,de mentoria ou terapia, etc…

  • Defina o que o coaching é (só cuidado para não se perder aqui…)
  • Conte uma história pessoal de coaching.
  • Conte o por que você ama o coaching.

2) Iniciando o Relacionamento

Na segunda parte do Ser Coach – Fundamentos, conversamos sobre os 6 fundamentos do relacionamento de coaching [confiança, comunicação clara, transparência/amor incondicional, responsabilidade, crença e vulnerabilidade]. Agora é a hora de começar a implementá-los desde o início dorelacionamento de coaching,

Se queremos um relacionamento autêntico, podemos começar assumindo o risco e compartilhar uma história pessoal com o cliente. Você não precisa ir longe e exaustivamente com isso, mas não tenha medo de ser vulnerável.

Compartilhe coisas como:

  • Desafios, provas, falhas, erros.
  • Pontos de mudança, momentos de catarse ou momentos definitivos em sua vida.
  • Compartilhe detalhes pessoais como sonhos, objetivos, nomes de familiares, etc.

Lembre-se: estamos construindo um relacionamento onde a influência é a chave. Guardar a sua vida para si mesmo é algo que uma figura de autoridade pode fazer, mas não deve ser assim no relacionamento de coaching.

3) Assine um acordo

O acordo vai especificar as expectativas da relação de coaching. Nada é pior do que entrar em um relacionamento que você pensou ser uma coisa e depois 3 ou 4 meses, há um conflito que precisa ser resolvido devido às expectativas não atendidas.

Assinar um acordo pode parecer um pouco desconfortável para um relacionamento autêntico, mas essa ação cria uma expectativa de que sempre seremos claros, concisos, e transparentes.

Algumas coisas que devem estar no acordo são:

  • Por quanto tempo esperamos que a relação dure?
  • Com que frequência nos encontraremos?
  • Quanto tempo durará cada sessão?
  • Quais são os principais meios dos encontros? (telefone, skype, café, etc.)
  • Os encontros serão na hora exata?
  • O que acontece se perdermos um encontro (o cliente ainda paga se não comparecer? Como funciona a remarcação?)
  • Limites relacionados ao tempo e a disponibilidade do Coach.
  • Quais partes dos encontros devem ficar nos encontros?

4) Tenha um objetivo e uma lista de ações antes de acabar

  • Você vai debater muito no primeiro encontro, um objetivo claro precisa ser definido junto com uma lista de ações que manterão o cliente motivado quando a sessão acabar.

PREPARE A SUA APRESENTAÇÃO

Se queremos construir um relacionamento autêntico, devemos apresentar um pouco da nossa história para o cliente. No primeiro momento, o cliente está “comprando” uma sessão de coaching, mas na verdade ele está comprando uma sessão com VOCÊ! Saiba se vender através de sua autenticidade e vulnerabilidade.

Prepara sua apresentação pessoal. Escreva uma biografia pessoal, ela pode ser curta ou longa, como quiser, mas tente incluir o seguinte itens:

  • Qual é sua paixão na vida. O que o torna mais feliz / mais realziado?
  • Qual é o seu propósito de vida?
  • O que você deseja para você e para os outros ao seu redor?
  • Quais são as experiências e eventos mais significativos em sua vida?
  • Quais decepções menores e maiores você experimentou em sua vida?
  • Quais são as suas conquistas? Você pode voltar o quanto quiser em sua linha do tempo (Liste pelo menos 20 itens!)
  • Por que você faz o que faz? O que você dá para o mundo é único ou emocionante para você?
  • O que você deseja deixar para os outros – seu legado?
  • Quais são os seus pontos fortes pessoais e profissionais?
  • O que você já realizou que te deixa mais satisfeito e orgulhoso?
  • Que dons / talentos particulares você tem? O que os tornam únicos?
  • Qualquer outra coisa que você queira incluir sobre você.

Trabalhe um pouco seu autoconhecimento. Essa postagem sobre Autoconhecimento pode te ajudar, nela você encontra 3 ferramentas, a Tabela de Autoconhecimento, a Linha do Tempo + e ferramenta Perguntando a Si Mesmo.

Qual seria a sua primeira impressão sobre você mesmo? Pensar sobre isso irá lhe ajudar a entender a primeira impressão que você deixa nas outras pessoas.

  • O que você percebe sobre você?
  • O que você percebe sobre sua aparência?
  • Como você se parece?
  • Como você se depara com os outros?
  • Como você interage com os outros?
  • Você está relaxado / ansioso, feliz / triste, aberto / defensivo, entusiasmado / entediado, animado / quieto …?
  • Você se comporta de modo diferente em diferentes circunstâncias / ambientes?
  • O que o faz sentir desconfortável?
  • O que mais você percebe?
  • Qual é a sua impressão geral de si mesmo?

E assim iniciamos a nossa relação de coaching… Como você está? Muitas dúvidas? Envie sua mensagem…

Nos vemos em breve na 4º parte do Ser Coach: Ser Coach Parte 4 – O Coaching é Centrado no Cliente

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Ser Coach parte 2 – Fundamentos

Ser Coach parte 2 – Fundamentos

Bem vindos! Dando continuidade as 10 postagens sobre SER COACH, nessa 2º parte abordarei os fundamentos do processo de coaching. Lembrando que na primeira postagem, apresentei uma visão geral sobre o que é SER COACH, confira aqui: Ser Coach parte 1 – Visão Geral.

Programa Ser Coach:

A base do processo de Coaching é RELACIONAMENTO.

Todas as transformações são baseadas em processos pessoais, processos de vida para vida e não de informações sobre a vida (Cuidado! O Coach não é um mentor, o Coach não é um instrutor).

Os 6 fundamentos de uma relação de coaching:

1) CONFIANÇA

A relação de coaching requer confiança entre as partes.

  • A confiança é uma qualidade intangível, de fidelidade, suas palavras e ações deve ser completamente consistentes.
  • É construída com o tempo, com constância, nas duas vias [cliente (coachee) e o Coach]
  • As promessas devem ser cumpridas (de ambos os lados).
2) COMUNICAÇÃO CLARA

A relação de coaching requer clareza e honestidade na comunicação, sem pontos cegos.

  • Eu sei o que é esperado de mim na relação, é uma relação de confiança, de clareza.
  • Sem áreas cinzentas no relacionamento(mau esclarecidas), se existirem dúvidas sobre o significado de algo, deve existir abertura para esclarecimentos de ambos os lados.
3) TRANSPARÊNCIA E AMOR INCONDICIONAL
  • Se oferecer completamente, por dentro e por fora na relação.
  • Honestidade brutal, confrontando o medo de ser rejeitado.
  • Uma relação de não julgamento, de abertura.
4) RESPONSABILIDADE
  • Quando confiamos nas pessoas e lhes damos o benefício da dúvida, buscamos relacionamentos autênticos onde somos verdadeiramente responsáveis um pelo outro.
  • Quando há duvidas ou deficiências percebidas, deve ser possível confronta-los sem medo.
  • Deve haver senso de responsabilidade, onde cada lado deve entender suas obrigações no processo de coaching.
5) CRENÇA
  • Deve haver o benefício da dúvida em todos os casos. As vezes o nosso coração e nossas ações não estão alinhados, gerando confusão.
  • Eu acredito no melhor de você.
6) VULNERABILIDADE
  • Na relação de coaching, deve ser possível compartilhar algo que me deixe mais fraco nos olhos dos outros.
  • Eu posso e devo ser encorajado a compartilhar as minhas vulnerabilidades. O Coach não é o super homem, perfeito!
  • Esse compartilhamento aumenta a relação de confiança, aumenta a abertura do canal de comunicação.

O Coach cultiva os relacionamentos

  • Na relação de coaching, é provável que iremos pisar em lugares desconhecidos e assustadores, tanto para o Coach como para o Coachee.
  • O Coach apenas ira conhecer o sucesso das mudanças na vida do cliente, se realmente conhecer o coração do cliente.
  • O Coach deve ir além do superficial e acreditar suficientemente no cliente, para que ele assuma a responsabilidade pela sua mudança.

Minimizar as diferenças entre a persona PROFISSIONAL e o PESSOAL

  • Como seres sociais, aprendemos a sobreviver socialmente (na escola, no bairro, no trabalho, etc…)
  • Usamos mascaras, as vezes uma para cada meio em que vivemos.
  • Gerenciamos nossa reputação e buscamos não correr riscos em nossos relacionamentos.
  • As pessoas compartilham coisas como seu almoço nas redes sociais, mas não os seus piores medos. Na verdade, parecemos ser fantásticos e sem problemas nas redes sociais, e isso é falso, não queremos esse tipo de relacionamento na relação de coaching.
  • Na relação de coaching, o cliente revelará apenas a persona que o Coach permitir que ele revele.
  • Devemos salientar que existe apenas um EU na frente do cliente,  não apenas o profissional, nem apenas o familiar, e não apenas o amigo, que estamos inteiros ali.

Assuma o risco pessoal

  • Compartilhe algo que você não compartilha nas redes sociais.
  • Seus sonhos, seus fracassos, seus medos.
  • Isso não fará você perder credibilidade, e sim ganhar credibilidade e confiança.

Coaching é Influência, não autoridade

  • Por quê? Porque buscamos a mudança, e, na mudança, a influência é maior do que a autoridade.

Chegamos ao fim da 2º parte do Ser Coach. Compartilhe seus insights até o momento!

Você está pronto para a 3º parte do Ser Coach? Agora vamos iniciar o o relacionamento de coachingSer Coach Parte 3 – Iniciando o Relacionamento de Coaching

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Um grande abraço e até breve.

Ser Coach parte 1 – Visão Geral

Ser Coach parte 1 – Uma Visão Geral

Em uma série de 10 publicações chamadas Ser Coach, vou abordar o processo de coaching, o que é, como funciona, para quem serve e para o que serve, e mais… Basicamente um curso de Coaching

Esses artigos são úteis para aqueles que querem se tornar coaches, para os que já são coaches, e para aquelas pessoas que buscam resultados mais positivos em suas vidas, ou seja, aqueles que querem buscar a ajuda de um profissional e saber mais sobre o processo de coaching.

Lista completa do Ser Coach:

Vamos lá!

Um Coach deve acreditar em pessoas

Um coach deve trazer o que existe de melhor de dentro das pessoas para fora. Ele deve conseguir observar com o coração, com paixão pelo potencial das pessoas. Ser coach é um estilo de vida!

Por que você gostaria de ser um coach? Pense e responda essa pergunta…

As habilidades são importantes. O treinamento é importante. Os métodos são úteis. Mas NADA pode substituir o CORAÇÃO!  Nós não ouvimos porque é parte do programa. Nós ouvimos porque acreditamos. Acreditamos nas pessoas.

O Coach não é

Psicologo: Profissional graduado em psicologia que tem uma série de conhecimentos sobre psicologia e comportamento humano. Normalmente o foco de atuação é em problemas emocionais e mentais, ou seja, FOCO NO PASSADO.

Terapeuta: Também tem o foco na solução de problemas emocionais, mentais, energéticos, físicos e espirituais. Utiliza técnicas alternativas de medicina e cura. O foco do psicoterapeuta é NO PASSADO.

Mentor: O mentor é aquele que vai lhe dar dicas. É um profissional com ampla experiência em um campo de atuação e pode lhe dar dicas fantásticas sobre sua área. FOCO em conselhos baseado nas experiências do profissional.

Coach: Tem seu FOCO NO FUTURO. Busca ajudar seu cliente a ter controle sobre sua vida através de estratégias acionáveis para fazer melhorias e atingir objetivos. Ele não da a solução pronta, ele acredita que o cliente (coachee) tem a solução para os seus problemas dentro de si, e o ajuda a observar as soluções através de perguntas e questionamentos.

O que é Coaching?

O coach é um parceiro do cliente, e através de provocações e do processo criativo inspira o cliente a maximizar o seu potencial. O Coach acredita que o seu cliente é criativo e tem recursos para transformar sua vida e encontrar soluções, precisando apenas de um “empurrão”.

 As responsabilidades do Coach é

  • Descobrir, clarificar e alinhar o que o cliente quer atingir.
  • Encorajar o autoconhecimento.
  • Deduzir e extrair soluções e estratégias geradas pelo próprio cliente.
  • Deixar o cliente responsável pelo sucesso do processo.

Determinar objetivos e metas

Na relação de coaching, é imperativo que o cliente estabeleça objetivos e metas.  Isso é diferente de um relacionamento consultivo ou de orientação, onde as respostas são fornecidas e as etapas implementadas para o cliente.

O Coach mantem tudo centrado no Cliente

O processo começa ao perguntarmos para o cliente com o que ele gostaria de começar.

Informe ao cliente que ele deve tomar nota e dar atualizações sobre os itens da lista de ações que ele estiver trabalhando para melhorar. O coach deve influenciar o cliente a manter o que foi combinado e fazer a sua parte.

O que você acha? – Cliente

Eu não sei. O que VOCÊ ACHA? – Coach

Lembre-se, quem tem as respostas é o cliente, o coach apenas direciona o seu cliente para a solução. O cliente deve criar os passos e a lista de ações que deverão ser tomados e não o coach.

O coach atua como redutor de ruído, atua como um permissor no processo

Os ruídos são os medos, as inseguranças, as incertezas do cliente. É o cliente que deve conseguir ouvir seus próprios pensamentos e sentimentos (tudo aquilo que vem do coração), e assim, tomar grandes decisões.

O coach envia uma afirmação de fora: Você tem permissão para AGIR!

O Coach é um facilitador

Manter o foco e mover as coisas para frente, em direção a ação!

Em todos os encontros o coach irá

  • Pedir uma atualização dos passos dados em relação a lista de ações que foram acertados anteriormente.
  • Manter a conversa fluindo em direção dos objetivos do cliente.
  • Levar o cliente adiante, pedindo por mais itens na lista de ações.
  • Dar suporte ao cliente, para que ele possa entrar em contato com o seu coração.
  • Identificar e definir os sonhos e paixões do coração do cliente (autoconhecimento) e os objetivos resultantes desses sonhos.
  • Ajudar o cliente a descobrir, revelar, classificar, refinar e repensar seus objetivos.

O Coach atua na realização

  • Dar suporte ao cliente na definição da lista de ações que ele precisa para realizar e concretizar seus objetivos.
  • Encorajar, dar suporte, e ajudar quando as ações não acontecem como o planejado.

Estabelece compromissos

  • Persistência e compromisso do cliente para atingir objetivos.
  • Dar suporte e encorajar o cliente quando o compromisso estiver exitante.
  • Ajudar a identificar as ameaças e riscos ao compromisso do cliente e trabalhar para desenvolver uma estratégia para enfrentar as barreiras ao comprometimento.

Realiza afirmações

  • Reconhecer os desejos do cliente e empoderá-lo.
  • O quanto mais bem sucedido seu cliente se sentir, mais sucesso ele terá.
  • Afirmar e celebrar todos os sucessos ao longo da jornada.

É necessário fazer escolhas

  • Quem você quer ser, o que você quer fazer com a sua vida?
  • As escolhas estão ligadas a quem você é, e ao que você representa.
  • Desafie o cliente a fazer escolhas de vida POSITIVAS e FORTES.
  • Dar suporte ao cliente a entender as consequências de viver com essas escolhas.
  • O coach da suporte para o cliente, ajudando-a desenvolver visão e objetivos.
  • Empodere-o para que ele possa encontrar suas próprias soluções.
  • O cliente tem que querer as mudanças e ter controle de sua própria vida.
  • Eu acredito em você! Desafiar, empurrar, esticar, segurar!

É necessário determinar objetivos e metas

  • É o cliente que deve estabelecer os objetivos e metas.
  • Usar as experiências, recursos, pensamentos e sentimento do próprio cliente, não a experiência do coach!
  • O cliente deve sentir e entender que as soluções, metas e objetivos são criados por ele.

O Coach não diz o que deve ser feito, diferente de um professor, consultor ou terapeuta.

  • O coach leva o cliente a auto resposta.
  • Existe pouca transferência de conhecimento no processo de coaching.

Um Processo Contra Intuitivo

É muito fácil para alguém que não é coache pensar que o coaching é um processo terapêutico. Pode ser desafiador e contra intuitivo mudar a forma de pensar do ACONSELHAMENTO para o da realização de GRANDES PERGUNTAS. O que enfrentamos é uma mentalidade cultural com a crença de que, se tivermos informações suficientes, produziremos a transformação.

  • Pouca mudanças ocorre quando um especialista nos diz o que fazer.
  • A pessoa deve querer mudar, e assumir essa responsabilidade.
  • O coach é um agente de mudanças, que permite a pessoa assumir responsabilidades para solucionar os próprios problemas. Ele da a estrutura de suporte que mantem o cliente responsável e seguindo em frente.
  • As pessoas podem resolver seus próprios problemas, o desafio do coach é fazer perguntas incríveis, para que o cliente pense, crie, e assuma a responsabilidade e siga para frente.
  • o coach faz o follow-up, o acompanhamento e progressão de cada ação proposta.
  • Todo follow-up deve ter uma agenda clara, com expectativas e objetivos.
  • O Coach deve criar a linha do tempo do acompanhamento.
  • A estrutura e o modo como o coach da continuidade no processo é essencial para o sucesso do coaching.
  • O coach pede o feedback do progresso de cada item na lista de ações.
  • O coach ajuda a reconhecer e afirmar cada conquista do cliente.
  • Ajuda a relembrar dos fatos chave observados.
  • Novas ações são criadas e o processo segue em frente.

O Coach é um generalista

  • É um agente de mudanças que pode trabalhar com qualquer profissão ou problema.
  • O cliente cria seus próprios objetivos, metas e lista de ações.
  • Cada solução é única e criada pelo próprio cliente.
  • Nunca abandone o coaching para dar consultoria! Esse é um dos grandes erros dos coaches.
  • O coach é um influenciador e não uma autoridade, e o cliente é o responsável pelo resultado.

Muito obrigado por chegar até aqui! Estamos juntos nesse processo.

Na próxima postagem irei abordar os fundamentos do coaching: 

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Um grande abraço, e até breve.