Transformação Digital na SUCESU 2017

Transformação Digital na SUCESU 2017

Fui convidado para participar como palestrante do congresso Sucesu 2017 em Salvador – Bahia, que tinha como tema a Transformação Digital. Dentro do congresso participei de um evento chamado CIO Meeting, um encontro de diretores de tecnologia das empresas da Bahia. E vou dizer uma coisa, FOI FANTÁSTICO! Minha palestra foi sobre os desafios dos CIOs na transformação digital, que irei apresentar em outra publicação, porque nessa vou trazer insights sobre a transformação digital e seus desafios.

No evento tive a oportunidade de ver e trocar uma ideia com profissionais fantásticos como Francesco Farruggia (Campus Party), Ricardo Cappra, Marcio Okabe, Leandro Henrique de Souza (Positivo), entre outras feras.

Rapidinho, você sabe o que é a transformação digital? É a mudanças associada a utilização de tecnologias digitais em todas as áreas da sociedade humana. Em resumo, é toda essa tecnologia digital que usamos no dia a dia, Google, UBER, apps, websites, e outras tecnologias que mudam nossa forma de viver, nossa cotidiano, trazendo muitas mudanças. Lembra que antes era necessário ir ao banco consultar seu saldo? Hoje já temos bancos 100% digitais, sem agências física. Cada vez mais essas transformações vão afetar nossas vidas e os negócios.

Vou compartilhar com vocês insights importantes sobre a transformação digital que essas feras trouxeram, confira:

Ricardo Cappra – A era dos Algoritmos

Ricardo Cappra – Data Scientist

  • Torturamos os dados até que eles confessem.
  • Transformações: Dados -> Informação -> Conhecimento -> Sabedoria.
  • Implementação da cultura analítica.
  • É possível por exemplo, saber até 10 dias antes de uma pessoa entrar em um relacionamento sério no Facebook através da análise de dados.
  • Geramos diariamente uma quantidade absurda de dados.
  • A era do privilégio da informação acabou.
  • BI x Data Science: BI é sobre o passado, sobre o que já é conhecido e Data Science sobre o futuro, sobre o que ainda é desconhecido.
  • Hoje temos que filtrar o que é realmente importante. Transformar Big Data em Small Data.
  • Capturar insights através de inteligência analítica.
  • “Seres humanos são complexos”. Os problemas da Inteligência Artificial são gerados por problemas humanos. Ver o case do robô da Microsoft que vira racista em apenas 1 dia.
  • O computador, mesmo com inteligência artificial avançada não é capaz de criar, improvisar. Ele segue sempre um script.
  • 10 coisas importantes que estão sendo estudadas e vão virar realidade: *Busquem no Google por mais informações
    1.  Profissão: Treinador de IA;
    2.  Big Data for Good;
    3. Informações em tempo real;
    4. Cyborgs;
    5. Personal Analytics;
    6. Personalização de algoritmos;
    7. Self Service de Analytics;
    8. Discussões sobre privacidade na internet;
    9. Inteligência Aumentada;
    10. 10) All Data Analytics.

Francesco Farrugia – Campus Party – Feel the Future

Campus Party

  • Lei de Moore continua valendo.
  • As transformações são muito rápidas e estão acontecendo: Kodak estava entre as 10 maiores empresas dos EUA e a Fujifilm entre as 5 maiores do Japão. Olhe o mercado de música como mudou nos últimos 10 anos.
  • Marketing: As grandes digitais não fazem mais marketing tradicional.
  • Os Jornais e redes de televisão vão acabar.
  • Profundas transformações na industria, as impressoras 3D hoje são como os antigos modem 56k. É possível imprimir o seu tênis, e construir uma casa de 200m² em 8 horas.
  • Nano tecnologia: Usar a matéria de forma diferente.
  • Quando tudo isso vai acontecer? Quando não é o mais importante, o mais importante é saber para onde o mundo está indo.
  • Grandes demissões, e esses empregos não voltarão…
  • Quem detêm o poder hoje vira conservador, tenta atrapalhar essa transformação.
  • Moedas digitais vieram para ficar, elas são mais nossas do que as moedas de um país, ligadas ao Trump ou ao Temer…
  • Sistema educacional vai passar por grande transformação
    • Hoje: Professor (ativo) -> Aluno (passivo)
    • 93% dos alunos nos estados unidos não conseguem pagar o crédito educativo.
    • A academia (universidades) não tem respostas para os millennials, e não tem humildade de perguntar por soluções.
    • Para a educação conhecimento era = propriedade. Vendiam essa propriedade para os alunos.
    • Nativo digital compartilha conhecimento / informação. O conhecimento se desconcentrou.
    • Os maiores empreendedores atuais não aguentaram 5 meses na universidade.
    • A academia pode desaparecer se não mudar.
    • Auto formação é uma tendência.
    • Educação requer paixão.
  •  Alguns dos desafios que vamos nos deparar:
    • As máquinas fazendo o trabalho;
    • IBM Watson fazendo diagnósticos médicos melhor do que um médico e por apenas $20.
    • Como ganhar R$?
    • O que vamos fazer se não precisarmos trabalhar? Como vamos viver?
    • Otimistas dizem que vamos viver tempos difíceis e depois tudo vai melhorar. Pessimistas dizem que viveremos guerras e dias piores.

Leandro Henrique de Souza – Positivo – Empreendedorismo e Tecnologias

  • VELOCIDADE, case Otto: empresa de automação de caminhões, fundada em janeiro de 2016, vendida em agosto do mesmo ano para a Uber e realiza a primeira entrega de carga de cerveja em Outubro do mesmo ano.
  • Empresas tradicionais, nesse caso a POSITIVO, não consegue acompanhar a velocidade da nova realidade.
  • NOKIA CEO “Nós não fizemos nada de errado, mas de alguma forma nós perdemos”.
  • Os 6Ds da transformação digital:
  1. Digitalização: Vai par ao mundo digital.
  2. Decepção: As coisas não acontecem como “deveria ser”, isso frusta, as pessoas acham que não vai dar certo.
  3. Disrupção: A coisa estoura, e todos começam a usar, modelos antigos ficam para trás.
  4. Desmaterialização: A coisa material deixa de existir, EX: DVDs para Netflix, Carros para Uber
  5. Desmonetização: As coisas vão ficando cada vez mais baratas. Uber, Uber x, Uber Pool.
  6. Democratização: Todas as pessoas vão tendo acesso.
  • A disrupção acontece em todas as áreas!
  • Antigos especialistas projetam o futuro de forma linear: EX: Novos hotéis no RIO para as Olimpíadas, mas o AirBnb hospedou 25% dos visitantes… E com isso muitos hotéis vazios.
  • Case da Contabilizei: atende milhares de empresas com poucos contadores.
  • Exame de mapeamento de DNA por menos de $180.
  • A GM já testa modelos de carro como serviço.
  • Call centers não vão mais existir em pouco tempo graças a inteligência artificial.
  • Seguro digital de carro Metromile, onde ativa e desativa a qualquer momento.
  • Perguntas que sua empresa deve fazer:
    1. Meu modelo de negócio vai persistir ou vai sofrer disrupção?
    2. A mudança vai ser rápida ou suave?
    3. O que eu preciso mudar na cultura da minha empresa?
  • Gestão mantenedora x Gestão Disruptiva. Acreditando em uma gestão dupla de equipes diferentes dentro da mesma empresa.
  • Inovação, performance e legado.
  • Equipes autônomas de inovação.
  • Processos atuais não servem para as novidades.

Marcio Okabe – Surfando nas Ondas da Mudança

  • Em 2025 o poder de processamento dos computadores será do mesmo nível do cérebro humano. Já em 2045 esse poder de processamento será igual ao de todos os seres humanos juntos!
  • A luta entre os táxis e o Uber é irrelevante, pois muito em breve a realidade é a dos carros autônomos.
  • A expressão “E SE” pode te ajudar a ser mais criativo.
  • Em 2025 50% da economia vai estar ligada a economia compartilhada. Tirando o foco no ter, e sim em usufruir.
  • Evento Burning Man, importantes CIOs e CEOs, participam dessa experiência fora da caixa, que constrói uma verdadeira cidade no deserto por 5 dias. A importância de SAIR DA CAIXA.
  • Nós regredimos do ponto de vista humano.
  • Liberdade gera retorno.
  • Computação cognitiva. Ex: Turismo com drone e realidade virtual.

“Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo. Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são os pássaros em voo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar”, ele afirma. Ele continua mostrando que o papel da escola não é ensinar a voar, mas encorajar a voar. Porque, afinal, as “aves” já nascem com o instinto para o voo. Mas, não voarão nunca, se não forem encorajadas.

Gustavo Perez – Fundador da MTM Tecnologia

  • Foca da transformação digital está na experiência do usuário.
  • São os clientes que impulsionam a inovação.
  • Vícios antigos impedem a criação da transformação digital.
  • 50% do faturamento do Sales Force vem de APIs.

Flávio de Souza Marinho – SENAI

  • A revolução digital é uma revolução nas pessoas.
  • As mudanças são muito rápidas!
  • A quarta revolução industrial (livro de Klaus Schwab)
  • É um grande incomodo para as empresas tradicionais.
  • Em poucos anos a nomenclatura de Industria e Serviços vai cair. Serão unificadas.
  • Gerão millennials já dominando o mercado. 36% das compras de imóveis nos EUA são eles quem fazem.

Vicente Lima – Dell

  • Empresas como a Ford comprando startups e criando experiências digitais em seus carros.
  • Case da Tesla, que aumentou em tempo real a capacidade de bateria dos carros durante o furacão Irma.
  • Empresas agora servem a todos os millennials juntos, gerações X, Y, Z.
  • Departamento de TI cada vez mais junto do business da empresa. TI é o negócio.

Lucas Ayres – Start On App

  • Ou sua empresa é digital, ou ela vai ser digital.
  • Muitas APIs disponíveis para desenvolver soluções digitais
  • Sites de APIs gratuitas e pagas: 99 APIs, Mashape.

O que acharam? Vamos trocar umas ideias! Deixe seu comentário, ou envie um email para adm.lhsouza@gmail.com

Gostaria de uma palestra, curso ou workshop sobre Inovação, empreendedorismo, criatividade ou transformação digital em sua empresa?

Um grande abraço!

Startup Day SEBRAE RS

startupday Sebrae RS

STARTUP DAY SEBRAE-RS

Olá amigos, tudo ótimo? Participei do Startup Day SEBRAERS em Porto Alegre no dia 20/05/2017. Se você perdeu o evento não se preocupe, vou trazer aqui um pouco do que rolou.

Foram três palestras e um coffe break de interação e troca de cartões, o evento foi bem bacana. Vou passar alguns insights importantes sobre o que observei nas palestras.

Primeira palestra: Como Nascem Negócios Globais?

Com Luiz Fernando Gomez - Fundador da Lotebox.

Com Luiz Fernando Gomez – Fundador da Lotebox.

Alguns insights da palestra:

– Precisamos pensar de forma global e não regional. No Brasil ainda pensamos muito de forma regional e isso prejudica nossos negócios.

– Existem muitas diferenças nas necessidades de expansão de um negócio global tradicional como a Coca-Cola se comparado com uma empresa digital como o Google. Pense em toda a logística…

– Os negócios digitais globais devem ver o mundo de outra perspectiva geográfica, de acordo com o mapa das conexões digitais e não na geografia tradicional, confira o mapa abaixo:novo mapa do mundo

– O polo tecnológico de Recife movimenta 10 bilhões por ano (não confirmei essa informação).

– O Brasil não tem nenhuma das 91 unicorns que existem fora dos Estados Unidos, startups que vale mais de 1 bilhão de dólares! Confira o mapada CB insights abaixo:unicorns fora dos USA

É importante pensar e refletir o por que de não termos nenhuma delas… Quais são as startups mais relevantes do Brasil? O quão relevantes elas são para o mundo?

– As novas tecnologias estão surgindo cada vez mais rápido! Nunca na história humana tivemos tanta velocidade nas novas descobertas. As coisas ficaram mais rápidas ainda! Confira o gráfico:tecnologia no tempo

– A tecnologia é meio para a criação de novas soluções. Todas as empresas serão empresas de tecnologia!

– Inovação é ação! É transformar ideias em um produto ou serviço real e que gere valor. A inovação envolve pessoas, envolve o comportamento das pessoas.

– Existem três coisas que atormentam a humanidade ao longo de sua história: Fome, Pestes e Guerras.

– Hoje já existem mais acessos a internet via mobile do que em notebooks e desktops. Uau…

– As dinâmicas de mercado são coordenadas por três variáveis: Demográficas, Sócio-Econômicas e Tecnológicas.

–  Novo conceito econômico de “world as a service”, o mundo como provedor de serviços  e não mais baseado em produtos.

Segunda Palestra: Como Vender Mais e Melhor

Com Paulo Rogério - Professor e Empresário

Com Paulo Rogério – Professor e Empresário

Alguns insights:

– Você é vendedor? Ser vendedor é atitude, é acreditar, é saber negociar, é não ter medo.

– Cultura de vendas, atitude e insistência.

– Existem três tipos de vendedor:

  • Hunter, aquele que caça novos clientes.
  • Farmer, aquele que é bom em gerenciar clientes, suas necessidades e seus pedidos.
  • Tirador de pedido…

– Vender é surpreender!

– Estratégias de vendas, o que devemos ter bem definido:

  • O que e quero vender?
  • O que o cliente quer comprar?
  • Como vender ao cliente?
  • Por que o cliente compra de mim?
  • Quando ele compra de mim?

Terceira Palestra: Marketing Digital: Como se Comunicar e Vender Inovação?

Com Leo Prestes - Creative Writer

Com Leo Prestes – Creative Writer

Alguns Insights:

– O jeito de fazer publicidade mudou muito, está muito mais complexo e com muito mais possibilidades.

Para ter sucesso no Marketing Digital é necessário:

  1. Dialogo e Transparência: é necessário ir além da comunicação, é preciso provar que o produto ou serviço é realmente bom.  [Case Zappos] [My Starbucks Idea]
  2. Senso de Comunidade: A importância das comunidades, do status social.
  3. Conteúdo: “Não queremos mais publicidade, queremos conteúdo!”. [Case The beauty Inside da Intel] – Importância não só da criação de conteúdo mas da curadoria de conteúdo. Existe muito conteúdo, é importante alguém indicar qual conteúdo é mais relevante.
  4. Conteúdo em tempo Real: Com as novas tecnologias é possível criar conteúdo em tempo real, com feedbacks e conversas “ao vivo”.  [Casa Sonho de Valsa Plantão do Amor]
  5. Ultra segmentação: Chegamos ao fim da era da comunicação de massa, agora podemos fazer ultra segmentações do público baseado em diversos fatores.
  6. Democracia: Todos podem usar o marketing digital, as pequenas também. Isso da muito mais liberdade nas disputas digitais!


Bom pessoal, em um resumão foi isso. Espero que aproveitem esses insights!

Já conhecem o Livro Equilíbrio Empreendedor? Confira.

Dúvidas, sugestões, contribuições, correção de erros, etc… Estou aqui para isso, deixe o seu comentário, compartilhe nas redes sociais. Um grande abraço!

BUSINESS MODEL CANVAS

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BUSINESS MODEL CANVAS – UMA VISÃO GERAL

O Business Model Canvas ou “Quadro de modelo de negócios”, é uma ferramenta que serve para planejar e visualizar as principais funções de um negócio e suas relações. O Canvas auxilia os empreendedores nos processos de criação, diferenciação e inovação, aprimorando e permitindo uma clara visualização do modelo de negócios da startup. O Canvas é uma ferramenta de gerenciamento estratégico simples e de fácil utilização, importante para a etapa de “Definição do modelo de negócios e das hipóteses de valor e de crescimento” de uma startup. O modelo Canvas é dividido em nove blocos que descrevem as funções essenciais de um negócio e suas ligações, explicarei cada uma delas posteriormente. Podemos subdividir o modelo Canvas em quatro blocos principais, que respondem às perguntas como, o que, para quem e quanto.

  • Como? Atividades-chave, Recursos-chave e Rede de parceiros.
  • O que? Proposta de Valor.
  • Para quem? Segmentos de Clientes, Canais e Relacionamento com o Cliente.
  • Quanto? Estrutura de custos e Fluxo de receita.

Para utilizar o Canvas, o mais recomendado é imprimir o modelo base que se encontra na página a seguir, preferencialmente em uma folha A3, e preenchê-lo utilizando utilizando post-its, adesivos autocolantes que facilitam o acréscimo, remoção e realocação das ideias. Mude e reorganize o modelo quantas vezes forem necessárias, o Canvas de nenhuma maneira é um modelo fixo a ser seguido. A utilização do Canvas irá ajudar no entendimento e na análise das estratégias de negócios do empreendimento, podendo o empreendedor modificá-las e encontrar soluções criativas para seu negócio.

business model canvas

O Business Model Canvas

OS NOVE BLOCOS DO MODELO CANVAS

1) Segmento de Clientes

Quais são os diferentes grupos de pessoas ou organizações que minha empresa busca alcançar e servir. Uma empresa existe para satisfazer as necessidades e desejos de seus clientes, identifique-os.

  • Para quem estamos criando valor?

  • Quem são nossos consumidores mais importantes?

2) Proposta de Valor

Descreve o pacote de produtos e serviços que criam valor para um Segmento de Clientes específico. É a proposta de valor que define o motivo pelo qual os clientes escolhem uma empresa ou outra. É ela que soluciona o problema do cliente, que satisfaz seu desejo ou necessidade. Ela descreve o conjunto de benefícios que geram valor ao cliente.

  • Que valor entregamos ao cliente?

  • Qual problema estamos ajudando a resolver?

  • Que necessidades estamos satisfazendo?

  • Que conjunto de produtos e serviços estamos oferecendo para cada Segmento de Clientes?

3) Canais

Descreve como uma empresa se comunica e alcança seus Segmentos de Clientes para entregar uma Proposta de Valor. Os canais de comunicação, distribuição e vendas compõem a interface da empresa com os clientes. Eles são o ponto de contato com os clientes, e desempenham importantes papeis.

  • Através de quais Canais nosso Segmento de Clientes quer ser contatado?

  • Como nossos Canais se interagem?

  • Qual funciona melhor?

  • Quais apresentam melhor custo-benefício?

  • Como estão integrados à rotina dos clientes?

4) Relacionamento com Clientes

Descreve os tipos de relações que uma empresa estabelece com os Segmentos de Clientes. As relações podem variar desde pessoais até automatizadas. Elas podem ser guiadas pela conquista do cliente, pela retenção do cliente ou pela ampliação das vendas. Essas estratégias podem ser alteradas ao longo do tempo.

  • Que tipo de relacionamento cada um dos nossos Segmentos de Clientes espera que estabeleçamos com eles?

  • Quais já estabelecemos?

  • Qual o custo de cada um?

  • Como se integram ao restante do nosso Modelo de Negócios?

5) Fontes de Receita

Representa o dinheiro que uma empresa gera a partir de cada Segmento de Clientes. Quais os tipos de precificação a empresa usa.

  • Quais valores nossos clientes estão realmente dispostos a pagar?

  • Pelo que eles pagam atualmente?

  • Como pagam?

  • Como prefeririam pagar?

  • O quanto cada Fonte de Receita contribui para o total da receita?

6) Recursos Principais

Descreve os recursos mais importantes exigidos para fazer um Modelo de Negócios funcionar. Cada Modelo de Negócios requer determinados Recurso Principais, eles permitem que uma empresa crie e ofereça sua Proposta de Valor, alcance mercados, mantenha relacionamentos com os Segmentos de Clientes e obtenha receita. Eles podem ser físicos, financeiros, intelectuais ou humanos.

  • Quais Recursos Principais são necessários para que cada um dos seguintes itens realizem suas funções:

    • Proposta de Valor;

    • Canais de Distribuição;

    • Relacionamento com o Cliente;

    • Fontes de Receita.

7) Atividades-Chave

7) Atividades-Chave

Descreve as ações mais importantes que uma empresa deve realizar para que seu Modelo de Negócios funcione.

  • Quais são as Atividades-Chave realizadas pelos seguintes itens do modelo Canvas:

    • Proposta de Valor;

    • Canais de Distribuição;

    • Relacionamento com o Cliente;

    • Fontes de Receita.

8) Parcerias Principais

Descreve a rede de fornecedores e os parceiros que põem o Modelo de Negócios para funcionar. As empresas criam alianças para otimizar seus modelos, reduzir riscos ou adquirir recursos.

  • Quem são nossos principais parceiros?

  • Quem são nossos principais fornecedores?

  • Que Recursos Principais estamos adquirindo dos parceiros?

  • Que Atividades-Chave os parceiros executam?

9) Estrutura de Custo

Descreve os custos mais importantes envolvidos na operação de um Modelo de Negócios.

  • Quais são os custos mais importantes em nosso Modelo de Negócios?

  • Que Recursos Principais são mais caros?

  • Quais Atividades-Chave são mais caras?

EXEMPLO DE MODELO CANVAS DO SKYPE

Canvas Skype

Canvas Skype

Uma explicação sobre o Canvas (em inglês). Mais em: https://strategyzer.com/canvas/business-model-canvas

Dúvidas ou sugestões? Deixe seu comentário.

Agende uma aula sobre Business Model Canvas, empreendedorismo, Lean Startup ou inovação em sua organização.

Um abraço!

Destruição Criativa

Destruição Criativa

Tsunami Criativo

Destruição Criativa

A destruição criativa é um processo orgânico de permanente mutação empresarial, que incessantemente revoluciona a estrutura econômica a partir de dentro, que simultaneamente destrói a estrutura antiga e cria uma nova estrutura. Esse processo de destruição criativa é a principal qualidade do capitalismo, a sua renovação constante, o antigo cai porque perde mercado para o novo.

simultaneamente destruindo a estrutura antiga e criando uma nova estrutura.

A destruição criativa pode ser considerada responsável pelo fechamento de fábricas e pela eliminação de postos de trabalho. Porém, também é capaz de orientar os agentes econômicos a adaptarem-se às mudanças tecnológicas e preferências dos clientes.

No século XIX, a atividade do empreendedor podia ser vista como um terceiro fator de produção, juntamente com a terra e o trabalho. Hoje, o elemento decisivo do trabalho criativo é desempenhado pelo empreendedor, é ele o indivíduo que concretiza as novas combinações, em outras palavras, o empreendedor é a personificação da inovação, é ele que faz a destruição criativa acontecer.

Davi x Golias

As empresas de grande porte, as mega corporações com vasta experiência no mercado estão sendo derrotadas, vencidas na luta pela inovação, ultrapassadas no lançamento de novos produtos e na satisfação dos clientes, dentre outros itens por concorrente muito menores, empreendedores de garagem, empresas ágeis e com foco no cliente.

Vejam essa matéria da Exame: Após aporte de US$ 2,1 bi, Uber já vale mais que Ford ou GM

Quanto maior é a empresa, mais encorajada é a burocracia dentro dela. E isso se torna um grande problema quando falamos de inovação e intraempreendedorismo. As empresas altamente burocratizadas não estão aptas a competir em uma economia dinâmica e de ciclos cada vez mais rápidos. Serão necessárias fortes mudanças de gestão para que elas possam sobreviver e competir com as menores.

Uma dica para as pequenas

Aproveitem o seu tamanho, aproveitem a falta de processos estabelecidos, sejam ágeis e rápidas em suas respostas ao mercado. A inovação, a destruição criativa é sua maior aliada na guerra contra os gigantes globais.


Dúvidas, sugestões?

Já conhece o workshop Redescobrindo sua Criatividade?

 

 

Design Thinking no empreendedorismo

Design Thinking

Design Thinking no empreendedorismo

A inovação se tornou nada menos do que uma estratégia de sobrevivência.”

– Tim Brown, designer e CEO

O Design Thinking é uma abordagem focada em encontrar soluções inovadoras e criativas para problemas e necessidades reais utilizando um conjunto de métodos e processos. Seu objetivo é criar soluções que tragam satisfação para o cliente, o que só pode ser atingido quando se conhece suas reais necessidades, desejos e percepções. O Design Thinking é baseado em nossa capacidade de sermos intuitivos, reconhecermos padrões, desenvolvermos ideias que tenham um significado emocional além do funcional, de nos expressarmos em mídias indo além das palavras ou símbolos.

Design Thinking traz diversas vantagens, como a velocidade e o baixo custo para a geração de inovação de valor. Ele utiliza o trabalho em equipe e não depende de “gênios criativos”, levando em conta o conhecimento tácito das pessoas e experiências com protótipos, não dependendo de extensas pesquisas quantitativas.

Design Thinkingé uma importante ferramenta para a etapa de “observação, insight, exploração e criação” de uma startup. Acredito que o Design Thinkingé complementa com excelência os conceitos da Startup Enxuta, e pode ser utilizado em todo o processo de criação e desenvolvimento de um startup. Não existe uma “melhor forma” de percorrer o processo de solução de problemas com inovação. O Design Thinkingé é fundamentado no processo exploratório, sua missão é a de traduzir observações em insights, e estes em produtos e serviços que melhorem a vida das pessoas. O Design Thinkingé é importante para enfrentar a cultura atual da eficiência, que dificulta a criatividade e a inovação.

Não existe uma “melhor forma” de percorrer o processo de solução de problemas com inovação. O Design Thinkingé é fundamentado no processo exploratório, sua missão é a de traduzir observações em insights, e estes em produtos e serviços que melhorem a vida das pessoas. Ele é importante para enfrentar a cultura atual da eficiência, que dificulta a criatividade e a inovação.

Alguns dos conceitos do Design Thinking:

  • Falhe muitas vezes para ter sucesso mais cedo.

  • Foco no ser humano.

  • É melhor assumir uma abordagem experimental: compartilhar processos, incentivar a propriedade coletiva de ideias e permitir que as equipes aprendam umas com as outras.

  • Boas ideias devem ter: praticidade, viabilidade e desejabilidade.

  • Em uma equipe multidisciplinar, cada pessoa defende a própria especialidade técnica. Em uma equipe interdisciplinar, todos se sentem donos das ideias e assumem a responsabilidade por elas.

  • Design Thinking é busca liberar a criatividade.

  • É necessário desenvolver uma cultura onde é melhor pedir perdão depois, em vez de permissão antes, que recompensa as pessoas pelo sucesso, mas lhes dá permissão para falhar, removendo assim um dos principais obstáculos à geração de novas ideias.

  • Design Thinking é uma mentalidade incorporada – incorporada em equipes e projetos, mas também nos espaços físicos de inovação.

  • Flexibilidade é fundamental.

  • Mudar a cultura de hierarquia e eficiência para uma de risco e exploração. As pessoas que conseguem fazer essa transição com sucesso provavelmente se tornarão mais envolvidas, mais motivadas e mais produtivas do que nunca.

“Se eu perguntasse a meus clientes o que eles queriam, teriam respondido ‘um cavalo mais rápido’.”

Henry Ford, empreendedor

Etapas do Design Thinking:

O processo do Design Thinking tem quatro etapas principais:

1º – Imersão: entender, observar e sentir o problema;
2º – Análise e síntese: entender e analisar a situação;
3º – Ideação: criar soluções, explorar criativamente as ideias;
4º – Prototipação: Criar um protótipo para testar as ideias;

TÉCNICAS E FERRAMENTAS DO DESIGN THINKING

Durante as etapas do Design Thinking são usadas diversas técnicas e ferramentas:

Pensamento visual: conceber uma imagem mental de uma ideia a partir de desenhos, gráficos, imagens ou qualquer representação visual que vá além de palavras e números.

Pensamento Visual

Pensamento Visual

Pensamento integrativo: explorar ideias opostas para construir novas soluções. Ampliar o escopo de questões relevantes, buscando soluções não lineares e multidirecionais. Conseguir extrair o fundamental em meio ao caos, ao excesso de variáveis e a complexidade das coisas. É sintetizar ideias a partir de fragmentos, é conseguir observar o todo ao invés de apenas uma parte.

Pensamento Integrativo

Pensamento Integrativo

Insights: ao observar com empatia o comportamento das pessoas e como elas lidam com o seus problemas, é possível ter insights de soluções inovadores para esses problemas. O insight é a descoberta que surge depois da reflexão sobre o problema.

Obstáculos para a criatividade

Obstáculos para a criatividade

Mapa mental: Ajuda na exploração do pensamento divergente, como ferramenta que possibilita a criação de um modelo mental de busca de alternativas, caminhos, soluções, respostas, possibilidades que sejam, sempre que possível; criativas, lógicas, estruturadas, estranhas, factíveis, duvidosas, de todo o tipo, para que se possa explorar e chegar às melhores soluções.

Mapa Mental

Mapa Mental

Prototipagem: É a versão física de um produto, podendo ser uma versão rudimentar do mesmo. Sua importância se dá pelas possibilidades de enxergar o produto concretamente, abrindo diversas possibilidades de aprimorá-lo. Serviços e tipos diferentes de produtos também podem ser prototipados através de storytelling, experiências simuladas e maquetes de projeção.

Protótipo

Protótipo


Você experiência com Design Thinking? Compartilhe, contribua analise, mande seu feedback! Vamos construir melhores conceitos e definições juntos.

Um abraço!

A Startup Enxuta – Uma visão geral

Startup Enxuta

Startup Enxuta

A STARTUP ENXUTA – UMA VISÃO GERAL

“A maioria dos produtos não fracassa por causa da execução insatisfatória, mas sim porque a empresa está desenvolvendo algo que ninguém quer.”
– Erir Ries, empreendedor

A Startup Enxuta, The Lean Startup de Eric Ries, traz ao empreendedorismo e à inovação uma nova mentalidade que muda todo o processo de criação de startups. Acredito que a Startup Enxuta entrará na história como um divisor de águas quando o assunto for a abordagem científica sobre a inovação. O Equilíbrio Empreendedor adota os conceitos da Startup Enxuta como o modelo a ser seguido na parte técnica do empreendedorismo inovador. A Startup Enxuta é uma metodologia aberta, e pode ser complementada por outras técnicas e metodologias.

A Startup Enxuta traz uma metodologia cientifica, uma nova mentalidade para a criação de produtos e serviços inovadores, baseada em um ciclo de feedback – construir -medir-aprender. A Startup Enxuta não é uma metodologia simples, de fácil compreensão e aplicação, mas é vital para quem busca o sucesso de uma startup, porque ela altera a definição dos objetivos das startup para o aprendizado validado, e muda a maneira de medirmos o progresso de uma startup. A Startup Enxuta é a ferramenta atual mais poderosa para o empreendedorismo inovador, ela é muito mais do que um conjunto de regras, é uma nova mentalidade. A Startup Enxuta se desenvolve sob diversas ideias anteriores de administração e desenvolvimento de produto: a manufatura enxuta, o Design Thinking, o customer development e o desenvolvimento ágil. A Startup Enxuta representa uma nova abordagem para criar a inovação continua, vou apresentar a seguir seus fundamentos e seu processo de funcionamento.

Lean Startup basics

A VISÃO DA LEAN STARTUP

Uma startup é uma instituição humana projetada para criar novos produtos e serviços sob condições de extrema incerteza. O objetivo de uma startup é descobrir a coisa certa a ser criada, o que os clientes querem e pagarão por isso, o mais rápido possível, enfatizando a interação rápida e a percepção do consumidor. Se você desenvolve algo que ninguém quer, qual é a importância se você faz isso dentro do prazo e do orçamento?

CONCEITOS DA LEAN STARTUP
  • Empreendedores estão em todos os lugares.
  • Empreendedorismo é administração.
  • Utiliza a contabilidade para inovação, uma nova forma de medir o progresso de uma startup.
  • Tem como base o aprendizado validado.
  • Em uma startup não se sabe quem é o cliente e nem se existe valor no produto oferecido.
  • A startup é uma catalisadora que transforma ideias em produtos. À medida que os clientes interagem com os produtos, geram importantes feedbacks e dados.
  • Os produtos da startup são experimentos, a aprendizagem sobre como desenvolver uma empresa sustentável é o resultado desses experimentos. Para as startups, tais informações são muito mais importantes que dólares, prêmios ou citações na imprensa, pois podem influenciar e reformular o próximo conjunto de ideias.
  • Existe na cabeça do empreendedor algo que ele acredita ser um produto ou serviço com grande potencial. Os elementos mais importantes para o sucesso desse produto ou serviço são chamados de atos de fé, eles devem ser testados na busca de validação. Existem duas principais hipóteses que devem ser validadas:
    • Hipótese de Valor: É formulada para testar se o produto ou serviço de fato fornece valor aos clientes.
    • Hipótese de Crescimento: É formulada para testar como os novos clientes descobrirão o produto.
  • Ao reduzir o tamanho do lote de produção, podemos atravessar o ciclo de feedback – construir-medir-aprender com mais rapidez do que os nossos concorrentes. A capacidade de aprender mais rápido com os clientes é a principal vantagem competitiva que as startups devem ter.
  • O motor de crescimento é o mecanismo que as startups utilizam para alcançar o crescimento sustentável.
  • O objetivo dos esforços iniciais de uma startup deve ser testar as hipóteses o mais rápido possível.
  • O primeiro desafio do empreendedor é testar essas suposições sistematicamente. O segundo desafio, como em todas as situações do empreendedorismo, é realizar esses testes sem perder de vista a visão geral da empresa.
O processo:

O processo da Lean Startup é baseado no ciclo de feedback – construir-medir-aprender que abordarei a seguir.

Ciclo Lean Startup

1) Constuir

Com base em suas ideias, no que o empreendedor acredita ser um novo produto ou serviço promissor, é criado um produto mínimo viável, ou MVP, é ele que fará a interação com os clientes. É com o MVP que iremos percorrer todo o ciclo de feedback – construir, medir, aprender. Devemos estar dispostos a pôr de lado nossos padrões profissionais tradicionais para começar o processo de aprendizagem validada o mais breve possível.

Uma regra: elimine todo recurso, processo ou esforço que não contribui diretamente com a aprendizagem que você procura. Esse MVP não precisa funcionar da maneira correta por de “trás das cortinas”, como no caso do Grupon, que os funcionários geravam os cupons manualmente, sem um sistema funcionando automaticamente como parecia existir. Ou no caso do Dropbox, que tinha apenas um vídeo em seu site como MVP, explicando o funcionamento do software e cadastrando os interessados pelo mesmo. O Dropbox usou um vídeo como MVP pois seu produto final era de grande complexidade técnica. Construa o seu MVP focando apenas nas características que possam trazer validação para sua hipótese de valor e sua hipótese de crescimento. São essas características que definirão o potencial de seu produto.

2) Medir

Com o MVP construído, ele agora deve ser disponibilizado ou vendido para clientes reais. São as interações dos clientes reais que geram as informações necessárias para medir o desempenho de uma startup. O maior desafio de uma startup é o de determinar se os esforços de desenvolvimento do produto estão levando a um progresso real. Para isso, usaremos a contabilidade para inovação, uma abordagem quantitativa que nos permite observar se os esforços de ajuste do produto estão dando resultados. Isso possibilita a criação de marcos de aprendizagem, que são úteis para avaliar o progresso de maneira precisa e objetiva. É utilizado na Startup Enxuta algumas ferramentas importantes como o teste comparativo A/B, Kanban e a análise de coorte.

Utilizando o MVP devemos estabelecer a baseline, ou seja, a onde a startup se encontra nesse momento. Sem um quadro claro do status corrente, não importa a distância que se está do objetivo, é impossível começar a acompanhar o seu progresso. A partir de sua baseline, os esforços da startup devem ser em avançar na direção desejada, onde todas as mudanças no produto gerem resultados na otimização de mover a baseline rumo ao ideal, regulado constantemente o seu motor de crescimento, que é o que faz as pessoas conhecerem o produto. Não existem métricas padrão que possam ser utilizadas por todas as startups, as métricas devem estar relacionadas a validar a hipótese de valor e a hipótese de crescimento da startup. Elas devem ter três características fundamentais: ser acionáveis, acessíveis e auditáveis.

Todo desenvolvimento de produto, marketing ou outra iniciativa que uma startup empreenda, deve ser direcionado para a melhoria de uma das forças motoras do seu modelo de crescimento. Como por exemplo, uma mudança de sucesso no design deve melhorar a taxa de ativação de novos clientes. Após a startup fazer todos os ajustes e otimizações possíveis no produto para mover sua baseline rumo ao ideal, a empresa alcança um ponto de decisão. Pivotar ou perseverar.

3) Aprender

Toda startup é uma experiência, e seu objetivo é o aprendizado validado. Estamos fazendo progresso suficiente para acreditar que nossa hipótese estratégica original é correta ou precisamos fazer uma grande mudança? Ou seja, um pivô, uma correção de curso estruturada, projetada para testar uma nova hipótese fundamental acerca do produto, da estratégia e do motor de crescimento. É possível ter uma startup com um produto incrível, mas se ninguém o comprar, qual é a sua relevância?

Não existe uma formula rígida para a tomada de decisão de pivotar ou perseverar, não há maneira de remover o elemento humano – visão, intuição, julgamento – da prática do empreendedorismo, nem isso seria desejável. Cada pivô libera novas oportunidades para outras experimentações, e o ciclo se repete. Toda vez repetimos esse processo simples: estabelecer a baseline, ajustar o motor e tomar a decisão de pivotar ou perseverar.

“Meu objetivo na defesa de uma abordagem científica para a criação das startups é canalizar a criatividade humana para sua forma mais produtiva, e não há maior destruidor do potencial criativo que a decisão mal orientada de perseverar.”

– Eric Ries


 

Empresa x Startup: Mitos e Fatos

Startup x Empresa

Startup x Empresa

Qual a diferença entre uma empresa e uma startup?

Segundo Eric Ries, autor do livro The Lean Startup, as startups são projetadas para enfrentar situações de extrema incerteza. Abrir uma nova empresa, que seja um clone exato de um negócio existente, copiando modelos de negócio, precificação, cliente-alvo e produto, pode até ser um investimento econômico atraente, mas não é uma startup, pois seu sucesso depende somente da execução – tanto que esse sucesso pode ser modelado com grande exatidão.

Uma startup é uma instituição humana projetada para criar novos produtos e serviços sob condições de extrema incerteza, não é um negócio, ou melhor, ainda não é um negócio, seu foco deve ser o aprendizado validado, buscando responder duas perguntas fundamentais: a hipótese de valor, isso gera valor para o cliente? E a hipótese de crescimento, como os clientes descobrem meu produto ou serviço? Para isso, usando um MVP (Produto Mínimo Viável) ela deve seguir o ciclo de feedback, Construir -> Medir -> Aprender para responder essas questões principais, que vão viabilizar ou não o modelo de negócios, produto ou serviço, através das informações geradas pela experiência do usuário. Sempre que o resultado não é positivo (o fracasso), deve-se pivotar, ou seja, modificar as características do modelo, produto ou serviço, e testar novamente.

Ciclo Lean startup

Ciclo Lean – Construir, medir e aprender

Em caso de sucesso, a startup começa a pensar em virar uma empresa, com um modelo de negócios , serviço ou produto validado.

Uma startup não é apenas um novo negócio, ela pode estar dentro de uma empresa já organizada, dentro de uma organização não governamental ou dentro do próprio governo. Como assim? Vou dar um exemplo da Snaptax, uma startup que queria livrar os contribuintes dos onerosos contadores mediante a automatização do processo de coleta de informações. O processo se daria por envio de fotos dos formulários tiradas pelos usuários, uma ferramenta digital, isso ainda não havia sido feito antes, os clientes aceitariam o serviço? Iriam gostar? Pagariam por isso? Descobririam facilmente o serviço? O cenário era o de total incerteza, o que caracteriza o ambiente de uma startup. No entanto a Snaptax foi criada dentro da Intuit, maior fabricante norte-americana de ferramentas de finanças, tributos e contabilidade, e sim, ela era uma startup.

Uma dica, sempre que você tiver que pensar, “será que isso gera valor para o cliente?”, pois isso ainda não foi feito, você está em uma startup.

MITOS:

  • Startup é a nomenclatura para um negócio digital.
  • Startup é uma empresa pequena, ou começando.
  • Empresas, organizações e o governo não podem ter startups.
  • O Plano de negócios é uma ferramenta ultrapassada e não deve mais ser usado.
  • Ter uma startup e ser empreendedor não está ligado a administração.

FATOS:

  • Para ser uma startup deve haver inovação, seja ela no modelo de negócios, na precificação, no produto, etc…
  • Uma startup deve enfrentar situações de extrema incerteza. Será que o mercado quer, ou está preparado para meu produto ou serviço ?
  • O Plano de negócios é uma ferramenta importante para o inicio de uma empresa, e não de uma startup. Ele é um importante guia, que deve ser seguido e alterado conforme o andamento da empresa.
  • O sucesso de uma startup pode ser construído seguindo o processo correto de validação.

Me ajude a construir os mitos e fatos de empresas x startups, comente e de a sua contribuição, tire suas dúvidas ou de o seu feedback.

Um grande abraço,

Luis Henrique de Souza.