Programa de Empreendedorismo Inova Jovem

Programa Inova Jovem – Paulo Afonso Bahia – turma 1

Programa de Empreendedorismo Inova Jovem

Olá amigos, tudo ótimo? Quero compartilhar com vocês o que eu andei fazendo nesses últimos 4 meses, que foram realmente intensos e excitantes para mim! Conheci diversas cidades na Bahia, Simões Filho, Barreiras, Ilhéus, Jequié, Paulo Afonso, Camaçari, Eunápolis, Porto Seguro, também conheci Boa Vista no estado de Roraima! Que aventura, só em Roraima foram 140 alunos formados por mim…

Para ver mais fotos de como foi me siga no instagram.

Participei do projeto Inova Jovem (SNJ + Agencia Besouro) dando aulas de empreendedorismo, utilizando a metologia By Necessity, focada na criação de um pequeno plano negócios para empreendedores que atuam por necessidade! Focando sempre em ideais viáveis de negócios que possam ser criadas pelos alunos com os recursos que eles tem. Além disso, são aulas práticas e muito pouco teóricas, focando 100% na criação do negócio do aluno, ele aprende fazendo!

Vinicius Mendes Lima, criador da metodologia By Necessity e da Agencia Besouro de Fomento Social

São 5 dias de aula, mais 90 dias de incubação com suporte telefônico e por internet.

Os temas abordados nas aulas de empreendedorismo:

Plano de Negócios By Necessity – mal colado hehehe

  • Inicia com um pouco de autoconhecimento, identificando o sonho de negócio do aluno;
  • Brainstorming por descobrir outras opções de negócios;
  • Definição do negócio, diferenciais e descrição do negócio
  • Processo de criação de logomarca;
  • Um pouco de estratégia com Matriz SWOT ( FOFA);
  • Pesquisa de mercado;
  • Processo e produto principal do negócio;
  • Formação de preço de produto, custo fixo, custo variável unitário.
  • Matriz de concorrentes e matriz de localização;
  • Visão geral de marketing e divulgação com foco no marketing digital;
  • Projeção de vendas;
  • Recursos humanos;
  • Fluxo de caixa e análise financeira (faturamento, lucro, custos, capital de giro, retorno do investimento);
  • Análise psicológica do empreendedor;
  • Plano de ações.

Casos de sucesso dos meus alunos:

Clô Clô Store – Simões Filho BA

O desafio dos alunos

Concentração, matemática e mentalidade.

A questão da mentalidade é muito forte, não somos educados para empreender. Queremos soluções de fora, queremos culpar o governo, os nossos pais, ou seja lá quem for por nossos problemas, mas fazer a mudanças, criar soluções ainda poucos estão acordados para isso.

Ao explicar que é possível ganhar R$2.000,00 por mês vendendo água muitos alunos se assustavam ou falavam que iam começar a vender água também… Sabe quantos realmente comprar garrafinhas de água, colocaram em uma caixa térmica com gelo e foram vender? Poucos, muito poucos.

A maior transformação é da mentalidade.

Dinheiro não é uma troca? Com ele as pessoas lhe servem, e como você serve as pessoas para lhe darem o seu dinheiro?

Os meus desafios

Amigos, passar 2 meses viajando longe de casa não é pra qualquer um, saudades imensa de casa, encarar 19 horas dentro de um ônibus, passar todos os sábados viajando, ainda sofrer muito com a alimentação (sou vegetariano) e esse povo adora carne Brasil a fora… Mas a expansão é incrível, conhecer muitas pessoas, muitas realidades. Apreender coisas que tu nem sabia que existiam, ter centenas de insights de novos negócios e novas formas de ganhar dinheiro… Conhecer diversos problemas na gestão dos negócios… Conhecer lugares fantásticos…

Valeu a pena de mais!

Mais fotos?

Para ver mais fotos de como foi me siga no instagram.

Inova Jovem
Simões Filho II – Bahia
Maio 2018

Novidades

Em breve vou trazer uma novidade muito legal para todos aqueles que buscam ser melhores empreendedores.

Curso online gratuito de empreendedorismo? Será?

Se inscreva na newsletter para ficar por dentro das notícias.

Também viaja bastante a trabalho? Gostaria de viajar? Comenta ai e vamos trocar idéias.

Até mais! Um grande abraço.

Transformação Digital na SUCESU 2017

Transformação Digital na SUCESU 2017

Fui convidado para participar como palestrante do congresso Sucesu 2017 em Salvador – Bahia, que tinha como tema a Transformação Digital. Dentro do congresso participei de um evento chamado CIO Meeting, um encontro de diretores de tecnologia das empresas da Bahia. E vou dizer uma coisa, FOI FANTÁSTICO! Minha palestra foi sobre os desafios dos CIOs na transformação digital, que irei apresentar em outra publicação, porque nessa vou trazer insights sobre a transformação digital e seus desafios.

No evento tive a oportunidade de ver e trocar uma ideia com profissionais fantásticos como Francesco Farruggia (Campus Party), Ricardo Cappra, Marcio Okabe, Leandro Henrique de Souza (Positivo), entre outras feras.

Rapidinho, você sabe o que é a transformação digital? É a mudanças associada a utilização de tecnologias digitais em todas as áreas da sociedade humana. Em resumo, é toda essa tecnologia digital que usamos no dia a dia, Google, UBER, apps, websites, e outras tecnologias que mudam nossa forma de viver, nossa cotidiano, trazendo muitas mudanças. Lembra que antes era necessário ir ao banco consultar seu saldo? Hoje já temos bancos 100% digitais, sem agências física. Cada vez mais essas transformações vão afetar nossas vidas e os negócios.

Vou compartilhar com vocês insights importantes sobre a transformação digital que essas feras trouxeram, confira:

Ricardo Cappra – A era dos Algoritmos

Ricardo Cappra – Data Scientist

  • Torturamos os dados até que eles confessem.
  • Transformações: Dados -> Informação -> Conhecimento -> Sabedoria.
  • Implementação da cultura analítica.
  • É possível por exemplo, saber até 10 dias antes de uma pessoa entrar em um relacionamento sério no Facebook através da análise de dados.
  • Geramos diariamente uma quantidade absurda de dados.
  • A era do privilégio da informação acabou.
  • BI x Data Science: BI é sobre o passado, sobre o que já é conhecido e Data Science sobre o futuro, sobre o que ainda é desconhecido.
  • Hoje temos que filtrar o que é realmente importante. Transformar Big Data em Small Data.
  • Capturar insights através de inteligência analítica.
  • “Seres humanos são complexos”. Os problemas da Inteligência Artificial são gerados por problemas humanos. Ver o case do robô da Microsoft que vira racista em apenas 1 dia.
  • O computador, mesmo com inteligência artificial avançada não é capaz de criar, improvisar. Ele segue sempre um script.
  • 10 coisas importantes que estão sendo estudadas e vão virar realidade: *Busquem no Google por mais informações
    1.  Profissão: Treinador de IA;
    2.  Big Data for Good;
    3. Informações em tempo real;
    4. Cyborgs;
    5. Personal Analytics;
    6. Personalização de algoritmos;
    7. Self Service de Analytics;
    8. Discussões sobre privacidade na internet;
    9. Inteligência Aumentada;
    10. 10) All Data Analytics.

Francesco Farrugia – Campus Party – Feel the Future

Campus Party

  • Lei de Moore continua valendo.
  • As transformações são muito rápidas e estão acontecendo: Kodak estava entre as 10 maiores empresas dos EUA e a Fujifilm entre as 5 maiores do Japão. Olhe o mercado de música como mudou nos últimos 10 anos.
  • Marketing: As grandes digitais não fazem mais marketing tradicional.
  • Os Jornais e redes de televisão vão acabar.
  • Profundas transformações na industria, as impressoras 3D hoje são como os antigos modem 56k. É possível imprimir o seu tênis, e construir uma casa de 200m² em 8 horas.
  • Nano tecnologia: Usar a matéria de forma diferente.
  • Quando tudo isso vai acontecer? Quando não é o mais importante, o mais importante é saber para onde o mundo está indo.
  • Grandes demissões, e esses empregos não voltarão…
  • Quem detêm o poder hoje vira conservador, tenta atrapalhar essa transformação.
  • Moedas digitais vieram para ficar, elas são mais nossas do que as moedas de um país, ligadas ao Trump ou ao Temer…
  • Sistema educacional vai passar por grande transformação
    • Hoje: Professor (ativo) -> Aluno (passivo)
    • 93% dos alunos nos estados unidos não conseguem pagar o crédito educativo.
    • A academia (universidades) não tem respostas para os millennials, e não tem humildade de perguntar por soluções.
    • Para a educação conhecimento era = propriedade. Vendiam essa propriedade para os alunos.
    • Nativo digital compartilha conhecimento / informação. O conhecimento se desconcentrou.
    • Os maiores empreendedores atuais não aguentaram 5 meses na universidade.
    • A academia pode desaparecer se não mudar.
    • Auto formação é uma tendência.
    • Educação requer paixão.
  •  Alguns dos desafios que vamos nos deparar:
    • As máquinas fazendo o trabalho;
    • IBM Watson fazendo diagnósticos médicos melhor do que um médico e por apenas $20.
    • Como ganhar R$?
    • O que vamos fazer se não precisarmos trabalhar? Como vamos viver?
    • Otimistas dizem que vamos viver tempos difíceis e depois tudo vai melhorar. Pessimistas dizem que viveremos guerras e dias piores.

Leandro Henrique de Souza – Positivo – Empreendedorismo e Tecnologias

  • VELOCIDADE, case Otto: empresa de automação de caminhões, fundada em janeiro de 2016, vendida em agosto do mesmo ano para a Uber e realiza a primeira entrega de carga de cerveja em Outubro do mesmo ano.
  • Empresas tradicionais, nesse caso a POSITIVO, não consegue acompanhar a velocidade da nova realidade.
  • NOKIA CEO “Nós não fizemos nada de errado, mas de alguma forma nós perdemos”.
  • Os 6Ds da transformação digital:
  1. Digitalização: Vai par ao mundo digital.
  2. Decepção: As coisas não acontecem como “deveria ser”, isso frusta, as pessoas acham que não vai dar certo.
  3. Disrupção: A coisa estoura, e todos começam a usar, modelos antigos ficam para trás.
  4. Desmaterialização: A coisa material deixa de existir, EX: DVDs para Netflix, Carros para Uber
  5. Desmonetização: As coisas vão ficando cada vez mais baratas. Uber, Uber x, Uber Pool.
  6. Democratização: Todas as pessoas vão tendo acesso.
  • A disrupção acontece em todas as áreas!
  • Antigos especialistas projetam o futuro de forma linear: EX: Novos hotéis no RIO para as Olimpíadas, mas o AirBnb hospedou 25% dos visitantes… E com isso muitos hotéis vazios.
  • Case da Contabilizei: atende milhares de empresas com poucos contadores.
  • Exame de mapeamento de DNA por menos de $180.
  • A GM já testa modelos de carro como serviço.
  • Call centers não vão mais existir em pouco tempo graças a inteligência artificial.
  • Seguro digital de carro Metromile, onde ativa e desativa a qualquer momento.
  • Perguntas que sua empresa deve fazer:
    1. Meu modelo de negócio vai persistir ou vai sofrer disrupção?
    2. A mudança vai ser rápida ou suave?
    3. O que eu preciso mudar na cultura da minha empresa?
  • Gestão mantenedora x Gestão Disruptiva. Acreditando em uma gestão dupla de equipes diferentes dentro da mesma empresa.
  • Inovação, performance e legado.
  • Equipes autônomas de inovação.
  • Processos atuais não servem para as novidades.

Marcio Okabe – Surfando nas Ondas da Mudança

  • Em 2025 o poder de processamento dos computadores será do mesmo nível do cérebro humano. Já em 2045 esse poder de processamento será igual ao de todos os seres humanos juntos!
  • A luta entre os táxis e o Uber é irrelevante, pois muito em breve a realidade é a dos carros autônomos.
  • A expressão “E SE” pode te ajudar a ser mais criativo.
  • Em 2025 50% da economia vai estar ligada a economia compartilhada. Tirando o foco no ter, e sim em usufruir.
  • Evento Burning Man, importantes CIOs e CEOs, participam dessa experiência fora da caixa, que constrói uma verdadeira cidade no deserto por 5 dias. A importância de SAIR DA CAIXA.
  • Nós regredimos do ponto de vista humano.
  • Liberdade gera retorno.
  • Computação cognitiva. Ex: Turismo com drone e realidade virtual.

“Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo. Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são os pássaros em voo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar”, ele afirma. Ele continua mostrando que o papel da escola não é ensinar a voar, mas encorajar a voar. Porque, afinal, as “aves” já nascem com o instinto para o voo. Mas, não voarão nunca, se não forem encorajadas.

Gustavo Perez – Fundador da MTM Tecnologia

  • Foca da transformação digital está na experiência do usuário.
  • São os clientes que impulsionam a inovação.
  • Vícios antigos impedem a criação da transformação digital.
  • 50% do faturamento do Sales Force vem de APIs.

Flávio de Souza Marinho – SENAI

  • A revolução digital é uma revolução nas pessoas.
  • As mudanças são muito rápidas!
  • A quarta revolução industrial (livro de Klaus Schwab)
  • É um grande incomodo para as empresas tradicionais.
  • Em poucos anos a nomenclatura de Industria e Serviços vai cair. Serão unificadas.
  • Gerão millennials já dominando o mercado. 36% das compras de imóveis nos EUA são eles quem fazem.

Vicente Lima – Dell

  • Empresas como a Ford comprando startups e criando experiências digitais em seus carros.
  • Case da Tesla, que aumentou em tempo real a capacidade de bateria dos carros durante o furacão Irma.
  • Empresas agora servem a todos os millennials juntos, gerações X, Y, Z.
  • Departamento de TI cada vez mais junto do business da empresa. TI é o negócio.

Lucas Ayres – Start On App

  • Ou sua empresa é digital, ou ela vai ser digital.
  • Muitas APIs disponíveis para desenvolver soluções digitais
  • Sites de APIs gratuitas e pagas: 99 APIs, Mashape.

O que acharam? Vamos trocar umas ideias! Deixe seu comentário, ou envie um email para adm.lhsouza@gmail.com

Gostaria de uma palestra, curso ou workshop sobre Inovação, empreendedorismo, criatividade ou transformação digital em sua empresa?

Um grande abraço!

Startup Day SEBRAE RS

startupday Sebrae RS

STARTUP DAY SEBRAE-RS

Olá amigos, tudo ótimo? Participei do Startup Day SEBRAERS em Porto Alegre no dia 20/05/2017. Se você perdeu o evento não se preocupe, vou trazer aqui um pouco do que rolou.

Foram três palestras e um coffe break de interação e troca de cartões, o evento foi bem bacana. Vou passar alguns insights importantes sobre o que observei nas palestras.

Primeira palestra: Como Nascem Negócios Globais?

Com Luiz Fernando Gomez - Fundador da Lotebox.

Com Luiz Fernando Gomez – Fundador da Lotebox.

Alguns insights da palestra:

– Precisamos pensar de forma global e não regional. No Brasil ainda pensamos muito de forma regional e isso prejudica nossos negócios.

– Existem muitas diferenças nas necessidades de expansão de um negócio global tradicional como a Coca-Cola se comparado com uma empresa digital como o Google. Pense em toda a logística…

– Os negócios digitais globais devem ver o mundo de outra perspectiva geográfica, de acordo com o mapa das conexões digitais e não na geografia tradicional, confira o mapa abaixo:novo mapa do mundo

– O polo tecnológico de Recife movimenta 10 bilhões por ano (não confirmei essa informação).

– O Brasil não tem nenhuma das 91 unicorns que existem fora dos Estados Unidos, startups que vale mais de 1 bilhão de dólares! Confira o mapada CB insights abaixo:unicorns fora dos USA

É importante pensar e refletir o por que de não termos nenhuma delas… Quais são as startups mais relevantes do Brasil? O quão relevantes elas são para o mundo?

– As novas tecnologias estão surgindo cada vez mais rápido! Nunca na história humana tivemos tanta velocidade nas novas descobertas. As coisas ficaram mais rápidas ainda! Confira o gráfico:tecnologia no tempo

– A tecnologia é meio para a criação de novas soluções. Todas as empresas serão empresas de tecnologia!

– Inovação é ação! É transformar ideias em um produto ou serviço real e que gere valor. A inovação envolve pessoas, envolve o comportamento das pessoas.

– Existem três coisas que atormentam a humanidade ao longo de sua história: Fome, Pestes e Guerras.

– Hoje já existem mais acessos a internet via mobile do que em notebooks e desktops. Uau…

– As dinâmicas de mercado são coordenadas por três variáveis: Demográficas, Sócio-Econômicas e Tecnológicas.

–  Novo conceito econômico de “world as a service”, o mundo como provedor de serviços  e não mais baseado em produtos.

Segunda Palestra: Como Vender Mais e Melhor

Com Paulo Rogério - Professor e Empresário

Com Paulo Rogério – Professor e Empresário

Alguns insights:

– Você é vendedor? Ser vendedor é atitude, é acreditar, é saber negociar, é não ter medo.

– Cultura de vendas, atitude e insistência.

– Existem três tipos de vendedor:

  • Hunter, aquele que caça novos clientes.
  • Farmer, aquele que é bom em gerenciar clientes, suas necessidades e seus pedidos.
  • Tirador de pedido…

– Vender é surpreender!

– Estratégias de vendas, o que devemos ter bem definido:

  • O que e quero vender?
  • O que o cliente quer comprar?
  • Como vender ao cliente?
  • Por que o cliente compra de mim?
  • Quando ele compra de mim?

Terceira Palestra: Marketing Digital: Como se Comunicar e Vender Inovação?

Com Leo Prestes - Creative Writer

Com Leo Prestes – Creative Writer

Alguns Insights:

– O jeito de fazer publicidade mudou muito, está muito mais complexo e com muito mais possibilidades.

Para ter sucesso no Marketing Digital é necessário:

  1. Dialogo e Transparência: é necessário ir além da comunicação, é preciso provar que o produto ou serviço é realmente bom.  [Case Zappos] [My Starbucks Idea]
  2. Senso de Comunidade: A importância das comunidades, do status social.
  3. Conteúdo: “Não queremos mais publicidade, queremos conteúdo!”. [Case The beauty Inside da Intel] – Importância não só da criação de conteúdo mas da curadoria de conteúdo. Existe muito conteúdo, é importante alguém indicar qual conteúdo é mais relevante.
  4. Conteúdo em tempo Real: Com as novas tecnologias é possível criar conteúdo em tempo real, com feedbacks e conversas “ao vivo”.  [Casa Sonho de Valsa Plantão do Amor]
  5. Ultra segmentação: Chegamos ao fim da era da comunicação de massa, agora podemos fazer ultra segmentações do público baseado em diversos fatores.
  6. Democracia: Todos podem usar o marketing digital, as pequenas também. Isso da muito mais liberdade nas disputas digitais!


Bom pessoal, em um resumão foi isso. Espero que aproveitem esses insights!

Já conhecem o Livro Equilíbrio Empreendedor? Confira.

Dúvidas, sugestões, contribuições, correção de erros, etc… Estou aqui para isso, deixe o seu comentário, compartilhe nas redes sociais. Um grande abraço!

BUSINESS MODEL CANVAS

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BUSINESS MODEL CANVAS – UMA VISÃO GERAL

O Business Model Canvas ou “Quadro de modelo de negócios”, é uma ferramenta que serve para planejar e visualizar as principais funções de um negócio e suas relações. O Canvas auxilia os empreendedores nos processos de criação, diferenciação e inovação, aprimorando e permitindo uma clara visualização do modelo de negócios da startup. O Canvas é uma ferramenta de gerenciamento estratégico simples e de fácil utilização, importante para a etapa de “Definição do modelo de negócios e das hipóteses de valor e de crescimento” de uma startup. O modelo Canvas é dividido em nove blocos que descrevem as funções essenciais de um negócio e suas ligações, explicarei cada uma delas posteriormente. Podemos subdividir o modelo Canvas em quatro blocos principais, que respondem às perguntas como, o que, para quem e quanto.

  • Como? Atividades-chave, Recursos-chave e Rede de parceiros.
  • O que? Proposta de Valor.
  • Para quem? Segmentos de Clientes, Canais e Relacionamento com o Cliente.
  • Quanto? Estrutura de custos e Fluxo de receita.

Para utilizar o Canvas, o mais recomendado é imprimir o modelo base que se encontra na página a seguir, preferencialmente em uma folha A3, e preenchê-lo utilizando utilizando post-its, adesivos autocolantes que facilitam o acréscimo, remoção e realocação das ideias. Mude e reorganize o modelo quantas vezes forem necessárias, o Canvas de nenhuma maneira é um modelo fixo a ser seguido. A utilização do Canvas irá ajudar no entendimento e na análise das estratégias de negócios do empreendimento, podendo o empreendedor modificá-las e encontrar soluções criativas para seu negócio.

business model canvas

O Business Model Canvas

OS NOVE BLOCOS DO MODELO CANVAS

1) Segmento de Clientes

Quais são os diferentes grupos de pessoas ou organizações que minha empresa busca alcançar e servir. Uma empresa existe para satisfazer as necessidades e desejos de seus clientes, identifique-os.

  • Para quem estamos criando valor?

  • Quem são nossos consumidores mais importantes?

2) Proposta de Valor

Descreve o pacote de produtos e serviços que criam valor para um Segmento de Clientes específico. É a proposta de valor que define o motivo pelo qual os clientes escolhem uma empresa ou outra. É ela que soluciona o problema do cliente, que satisfaz seu desejo ou necessidade. Ela descreve o conjunto de benefícios que geram valor ao cliente.

  • Que valor entregamos ao cliente?

  • Qual problema estamos ajudando a resolver?

  • Que necessidades estamos satisfazendo?

  • Que conjunto de produtos e serviços estamos oferecendo para cada Segmento de Clientes?

3) Canais

Descreve como uma empresa se comunica e alcança seus Segmentos de Clientes para entregar uma Proposta de Valor. Os canais de comunicação, distribuição e vendas compõem a interface da empresa com os clientes. Eles são o ponto de contato com os clientes, e desempenham importantes papeis.

  • Através de quais Canais nosso Segmento de Clientes quer ser contatado?

  • Como nossos Canais se interagem?

  • Qual funciona melhor?

  • Quais apresentam melhor custo-benefício?

  • Como estão integrados à rotina dos clientes?

4) Relacionamento com Clientes

Descreve os tipos de relações que uma empresa estabelece com os Segmentos de Clientes. As relações podem variar desde pessoais até automatizadas. Elas podem ser guiadas pela conquista do cliente, pela retenção do cliente ou pela ampliação das vendas. Essas estratégias podem ser alteradas ao longo do tempo.

  • Que tipo de relacionamento cada um dos nossos Segmentos de Clientes espera que estabeleçamos com eles?

  • Quais já estabelecemos?

  • Qual o custo de cada um?

  • Como se integram ao restante do nosso Modelo de Negócios?

5) Fontes de Receita

Representa o dinheiro que uma empresa gera a partir de cada Segmento de Clientes. Quais os tipos de precificação a empresa usa.

  • Quais valores nossos clientes estão realmente dispostos a pagar?

  • Pelo que eles pagam atualmente?

  • Como pagam?

  • Como prefeririam pagar?

  • O quanto cada Fonte de Receita contribui para o total da receita?

6) Recursos Principais

Descreve os recursos mais importantes exigidos para fazer um Modelo de Negócios funcionar. Cada Modelo de Negócios requer determinados Recurso Principais, eles permitem que uma empresa crie e ofereça sua Proposta de Valor, alcance mercados, mantenha relacionamentos com os Segmentos de Clientes e obtenha receita. Eles podem ser físicos, financeiros, intelectuais ou humanos.

  • Quais Recursos Principais são necessários para que cada um dos seguintes itens realizem suas funções:

    • Proposta de Valor;

    • Canais de Distribuição;

    • Relacionamento com o Cliente;

    • Fontes de Receita.

7) Atividades-Chave

7) Atividades-Chave

Descreve as ações mais importantes que uma empresa deve realizar para que seu Modelo de Negócios funcione.

  • Quais são as Atividades-Chave realizadas pelos seguintes itens do modelo Canvas:

    • Proposta de Valor;

    • Canais de Distribuição;

    • Relacionamento com o Cliente;

    • Fontes de Receita.

8) Parcerias Principais

Descreve a rede de fornecedores e os parceiros que põem o Modelo de Negócios para funcionar. As empresas criam alianças para otimizar seus modelos, reduzir riscos ou adquirir recursos.

  • Quem são nossos principais parceiros?

  • Quem são nossos principais fornecedores?

  • Que Recursos Principais estamos adquirindo dos parceiros?

  • Que Atividades-Chave os parceiros executam?

9) Estrutura de Custo

Descreve os custos mais importantes envolvidos na operação de um Modelo de Negócios.

  • Quais são os custos mais importantes em nosso Modelo de Negócios?

  • Que Recursos Principais são mais caros?

  • Quais Atividades-Chave são mais caras?

EXEMPLO DE MODELO CANVAS DO SKYPE

Canvas Skype

Canvas Skype

Uma explicação sobre o Canvas (em inglês). Mais em: https://strategyzer.com/canvas/business-model-canvas

Dúvidas ou sugestões? Deixe seu comentário.

Agende uma aula sobre Business Model Canvas, empreendedorismo, Lean Startup ou inovação em sua organização.

Um abraço!

Destruição Criativa

Destruição Criativa

Tsunami Criativo

Destruição Criativa

A destruição criativa é um processo orgânico de permanente mutação empresarial, que incessantemente revoluciona a estrutura econômica a partir de dentro, que simultaneamente destrói a estrutura antiga e cria uma nova estrutura. Esse processo de destruição criativa é a principal qualidade do capitalismo, a sua renovação constante, o antigo cai porque perde mercado para o novo.

simultaneamente destruindo a estrutura antiga e criando uma nova estrutura.

A destruição criativa pode ser considerada responsável pelo fechamento de fábricas e pela eliminação de postos de trabalho. Porém, também é capaz de orientar os agentes econômicos a adaptarem-se às mudanças tecnológicas e preferências dos clientes.

No século XIX, a atividade do empreendedor podia ser vista como um terceiro fator de produção, juntamente com a terra e o trabalho. Hoje, o elemento decisivo do trabalho criativo é desempenhado pelo empreendedor, é ele o indivíduo que concretiza as novas combinações, em outras palavras, o empreendedor é a personificação da inovação, é ele que faz a destruição criativa acontecer.

Davi x Golias

As empresas de grande porte, as mega corporações com vasta experiência no mercado estão sendo derrotadas, vencidas na luta pela inovação, ultrapassadas no lançamento de novos produtos e na satisfação dos clientes, dentre outros itens por concorrente muito menores, empreendedores de garagem, empresas ágeis e com foco no cliente.

Vejam essa matéria da Exame: Após aporte de US$ 2,1 bi, Uber já vale mais que Ford ou GM

Quanto maior é a empresa, mais encorajada é a burocracia dentro dela. E isso se torna um grande problema quando falamos de inovação e intraempreendedorismo. As empresas altamente burocratizadas não estão aptas a competir em uma economia dinâmica e de ciclos cada vez mais rápidos. Serão necessárias fortes mudanças de gestão para que elas possam sobreviver e competir com as menores.

Uma dica para as pequenas

Aproveitem o seu tamanho, aproveitem a falta de processos estabelecidos, sejam ágeis e rápidas em suas respostas ao mercado. A inovação, a destruição criativa é sua maior aliada na guerra contra os gigantes globais.


Dúvidas, sugestões?

Já conhece o workshop Redescobrindo sua Criatividade?

 

 

Paixão Empreendedora

Paixão empreendedora

Coração, Paixão por empreender

Paixão Empreendedora

Só é empreendedor aquele que tem paixão por transformar ideias em realidade. Todos aqueles que tem ideias incríveis e inovadoras, mas ficam só no mundo das ideias ou apenas no projeto não são empreendedores, o empreendedor é aquele que faz acontecer, que suja as mãos, que descobre maneiras de realizar, que busca caminhos alternativos. A paixão está ligada ao espirito empreendedor, sem ela o empreendedorismo não existe, mesmo quando se tem todas as outras características do poder pessoal bem constituídas. É ela que move o empreendedor adiante, se você não tem essa paixão empreendedora, talvez seja aconselhável pensar em outra carreira.

Empreender

Só é empreendedor quem tem paixão por transformar ideias em realidades!

É possível e necessário apresentar o empreendedorismo desde cedo, nas escolas e em projetos especiais, mostrar para as crianças e adolescentes que existe essa oportunidade como carreira, despertando a paixão empreendedora desde cedo.

Como eu sei se tenho essa paixão? Pense naquela ideia que você quer tirar do papel, se você não fizer nada para que isso aconteça, você vai ficar bem? A resposta empreendedora seria: “Eu preciso dar um jeito de colocar a minha ideia em prática”. Só com o autoconhecimento você pode se descobrir, saber o que quer, quais são seus sonhos, saber se você tem de verdade a paixão por empreender. O empreendedor não é movido pelo dinheiro, pelo retorno financeiro, isso é a consequência do sucesso do empreendimento, o empreendedor é movido pela paixão empreendedora.

Saiba mais sobre autoconhecimento aqui.

E você, tem paixão por empreender?

Se precisar de ajuda, estou aqui para lhe ajudar.

Um grande abraço.

Luis Henrique de Souza.

Design Thinking no empreendedorismo

Design Thinking

Design Thinking no empreendedorismo

A inovação se tornou nada menos do que uma estratégia de sobrevivência.”

– Tim Brown, designer e CEO

O Design Thinking é uma abordagem focada em encontrar soluções inovadoras e criativas para problemas e necessidades reais utilizando um conjunto de métodos e processos. Seu objetivo é criar soluções que tragam satisfação para o cliente, o que só pode ser atingido quando se conhece suas reais necessidades, desejos e percepções. O Design Thinking é baseado em nossa capacidade de sermos intuitivos, reconhecermos padrões, desenvolvermos ideias que tenham um significado emocional além do funcional, de nos expressarmos em mídias indo além das palavras ou símbolos.

Design Thinking traz diversas vantagens, como a velocidade e o baixo custo para a geração de inovação de valor. Ele utiliza o trabalho em equipe e não depende de “gênios criativos”, levando em conta o conhecimento tácito das pessoas e experiências com protótipos, não dependendo de extensas pesquisas quantitativas.

Design Thinkingé uma importante ferramenta para a etapa de “observação, insight, exploração e criação” de uma startup. Acredito que o Design Thinkingé complementa com excelência os conceitos da Startup Enxuta, e pode ser utilizado em todo o processo de criação e desenvolvimento de um startup. Não existe uma “melhor forma” de percorrer o processo de solução de problemas com inovação. O Design Thinkingé é fundamentado no processo exploratório, sua missão é a de traduzir observações em insights, e estes em produtos e serviços que melhorem a vida das pessoas. O Design Thinkingé é importante para enfrentar a cultura atual da eficiência, que dificulta a criatividade e a inovação.

Não existe uma “melhor forma” de percorrer o processo de solução de problemas com inovação. O Design Thinkingé é fundamentado no processo exploratório, sua missão é a de traduzir observações em insights, e estes em produtos e serviços que melhorem a vida das pessoas. Ele é importante para enfrentar a cultura atual da eficiência, que dificulta a criatividade e a inovação.

Alguns dos conceitos do Design Thinking:

  • Falhe muitas vezes para ter sucesso mais cedo.

  • Foco no ser humano.

  • É melhor assumir uma abordagem experimental: compartilhar processos, incentivar a propriedade coletiva de ideias e permitir que as equipes aprendam umas com as outras.

  • Boas ideias devem ter: praticidade, viabilidade e desejabilidade.

  • Em uma equipe multidisciplinar, cada pessoa defende a própria especialidade técnica. Em uma equipe interdisciplinar, todos se sentem donos das ideias e assumem a responsabilidade por elas.

  • Design Thinking é busca liberar a criatividade.

  • É necessário desenvolver uma cultura onde é melhor pedir perdão depois, em vez de permissão antes, que recompensa as pessoas pelo sucesso, mas lhes dá permissão para falhar, removendo assim um dos principais obstáculos à geração de novas ideias.

  • Design Thinking é uma mentalidade incorporada – incorporada em equipes e projetos, mas também nos espaços físicos de inovação.

  • Flexibilidade é fundamental.

  • Mudar a cultura de hierarquia e eficiência para uma de risco e exploração. As pessoas que conseguem fazer essa transição com sucesso provavelmente se tornarão mais envolvidas, mais motivadas e mais produtivas do que nunca.

“Se eu perguntasse a meus clientes o que eles queriam, teriam respondido ‘um cavalo mais rápido’.”

Henry Ford, empreendedor

Etapas do Design Thinking:

O processo do Design Thinking tem quatro etapas principais:

1º – Imersão: entender, observar e sentir o problema;
2º – Análise e síntese: entender e analisar a situação;
3º – Ideação: criar soluções, explorar criativamente as ideias;
4º – Prototipação: Criar um protótipo para testar as ideias;

TÉCNICAS E FERRAMENTAS DO DESIGN THINKING

Durante as etapas do Design Thinking são usadas diversas técnicas e ferramentas:

Pensamento visual: conceber uma imagem mental de uma ideia a partir de desenhos, gráficos, imagens ou qualquer representação visual que vá além de palavras e números.

Pensamento Visual

Pensamento Visual

Pensamento integrativo: explorar ideias opostas para construir novas soluções. Ampliar o escopo de questões relevantes, buscando soluções não lineares e multidirecionais. Conseguir extrair o fundamental em meio ao caos, ao excesso de variáveis e a complexidade das coisas. É sintetizar ideias a partir de fragmentos, é conseguir observar o todo ao invés de apenas uma parte.

Pensamento Integrativo

Pensamento Integrativo

Insights: ao observar com empatia o comportamento das pessoas e como elas lidam com o seus problemas, é possível ter insights de soluções inovadores para esses problemas. O insight é a descoberta que surge depois da reflexão sobre o problema.

Obstáculos para a criatividade

Obstáculos para a criatividade

Mapa mental: Ajuda na exploração do pensamento divergente, como ferramenta que possibilita a criação de um modelo mental de busca de alternativas, caminhos, soluções, respostas, possibilidades que sejam, sempre que possível; criativas, lógicas, estruturadas, estranhas, factíveis, duvidosas, de todo o tipo, para que se possa explorar e chegar às melhores soluções.

Mapa Mental

Mapa Mental

Prototipagem: É a versão física de um produto, podendo ser uma versão rudimentar do mesmo. Sua importância se dá pelas possibilidades de enxergar o produto concretamente, abrindo diversas possibilidades de aprimorá-lo. Serviços e tipos diferentes de produtos também podem ser prototipados através de storytelling, experiências simuladas e maquetes de projeção.

Protótipo

Protótipo


Você experiência com Design Thinking? Compartilhe, contribua analise, mande seu feedback! Vamos construir melhores conceitos e definições juntos.

Um abraço!

Minha história empreendedora

Jornada Empreendedora

Minha história empreendedora

Não existe um caminho seguro, não existe uma fórmula secreta, não existe um passo a passo para o caminho do sucesso, cada empreendedor deve encontrar o seu próprio caminho, e trilhar o seus próprios desafios. Contudo, podemos apontar o conjunto de conhecimentos e características necessárias para o sucesso do empreendedor, e ainda, aprender com o erro de outros empreendedores para que não seja necessário repeti-los.

Infância, criatividade e computadores

Sempre fui inquieto, criativo e curioso. Meu brinquedo favorito sempre foi o LEGO, nele eu criava o que eu queria, na hora que eu queria, do jeito que eu queria. Eu me desafiava a criar coisas diferentes, castelos, naves espaciais, carros, prédios, etc, não haviam limites. Eu enfrentava os problemas que a minha imaginação criativa construía, como eu faço o sistema que recolhe o trem de pouso do meu avião? Como eu faço esse mecanismo de lançamento da catapulta? Será que o caminhão de bombeiros que eu fiz cabe dentro desse prédio que eu estou construindo? Praticamente todos os dias eu me desafiava, o brinquedo era o mesmo, mas a brincadeira era sempre diferente. Agradeço do fundo do meu coração o esforço que meus pais fizeram, de sempre dar um jeito de comprar uma nova caixa de LEGO para mim, nos aniversários, no natal, no dia das crianças, mesmo sem condições financeiras para isso.

Agradeço também pela oportunidade que tive de lidar com arte, de todas as minhas aulas de pintura que eu sempre gostei, mesmo sem ter um talento inato para arte eu sempre fui criativo. Criei uma coleção de vaquinhas de argila, era a vaca chinesa, a vaca criança, a vaca de óculos de sol, a vaca com guarda chuvas, nem lembro mais de todas elas, mas foram experiências importantes.

Na escola eu sempre fui um aluno mediano, nunca gostei de estudar, na verdade nunca estudei durante o colégio, o que eu sempre fazia era o esforço mínimo para passar de ano, apenas estudava nas recuperações, quando lançava o desafio de tirar 10, e irritantemente tirava. Hoje entendo o terror do atual sistema de ensino para quem não se enquadra nos moldes. A grande ironia do sistema atual é que somos treinados por anos em competências técnicas de todos os tipos, da pré-escola à universidade, e quando chega a hora de entrar no mercado de trabalho, de empreender, somos cobrados a pensar fora da caixa, a sermos criativos e inovadores. Como podemos ser, se nunca fomos treinados, incentivados e levados a pensar dessa forma?

Ganhei meu primeiro computador aos 8 anos de idade, um PC-XT, que rodava usando o MS-DOS, não tinha disco rígido, e carregava tudo via grandes disquetes. Eu fiquei louco pela tecnologia, aquilo era incrível, eu podia criar textos, jogar, criar banners, fazer cálculos… Mas eu nunca entendi como aquilo funcionava, “meu deus como essa mágica acontece dentro dessa caixa?”. Isso foi o motor que me levou a estudar informática, eu precisava entender como aquilo tudo funcionava, por isso fiz meu curso técnico em informática e comecei o curso de ciência da computação.

Inicio profissional, administração de empresas e empreendedorismo

Acabei aprendendo como funcionava um computador, e achei legal a sua programação, era quase que nem o LEGO, eu podia construir qualquer coisa digitalmente, adorei! Disso surgiram duas experiências de trabalho distintas, em uma delas eu virei programador na maior empresa de desenvolvimento de software do brasil, na outra, trabalhei como professor de informática. Eu odiei ser programador, o ambiente da empresa era terrível, nada parecido com o que eu acreditava ser um bom ambiente de trabalho, o acesso a internet era bloqueado, eu não criava nada, apenas corrigia erros, eu não tinha liberdade. Além disso, outra coisa me fez pensar, eu não sabia nada sobre o software ERP (enterprise resource planning) no qual eu iria corrigir os erros e atualizar o código. Eu não entendia os processos, eu não entendia os módulos do sistema em que trabalhava, por que existiam aquelas funcionalidades, eu não entendia o que eu estava desenvolvendo, eu nunca consegui trabalhar em algo que não entendesse, em que eu não tinha paixão. Ai veio a curiosidade, eu precisava entender melhor as empresas, os processos, os sistemas, como tudo isso funciona. Decidi que ali eu não queria mais trabalhar. A experiência como professor por outro lado foi fantástica, eu lidava com pessoas, eu era bom com os alunos mesmo sem nenhuma experiência, eu me interessava por eles, e me esforçava para ensinar da melhor forma possível, eu tinha aptidão natural para ensinar.

Minha curiosidade me levou ao curso de administração de empresas, além de entender melhor as empresas, eu queria trabalhar em um lugar que tivesse a minha cara, a minha paixão, alias, eu não funciono sem paixão, eu queria ter a minha própria empresa. Gostei do curso, tive diversas experiência, participei de diversos programas de empreendedorismo, fiz cursos de desenvolvimento de novos negócios, aprendi a utilizar o business model canvas, práticas de customer development, fiz alguns planos de negócios, tive minha própria startup o Clic indica, que usava o poder das multidões para indicar quem queria comprar um apartamento, um carro, entre outras coisas. Trabalhei no marketing de uma multinacional do ramo tecnologia, trabalhei em uma pequena empresa, trabalhei no Sebrae-RS como consultor de pequenos negócios, trabalhei no marketing de um sindicato patronal, trabalhei em uma campanha política. Foi um período de muito crescimento profissional, de minhas habilidades, e conhecimentos. Nunca consegui ficar mais de 1 ano e meio em uma mesma organização, quando o meu aprendizado chegava a um limite, e minha tarefa era apenas executar o aprendido eu ia embora, não queria isso, eu nasci para pensar, para criar e não para repetir e repetir sem nenhum desafio.

Planejei muitos negócios, queria abrir uma escola, fiz um plano de negócios mas nunca consegui capital para tirar ela do papel. Minha startup não morreu porque fracassou, mas porque nem eu, nem meu sócio conseguíamos mais continuar tocando o negócio, precisávamos ganhar dinheiro para nos sustentar, ainda há muita validação a ser feita. Até aqui, eu nunca tinha sido um empreendedor de verdade, pois nunca consegui encarar os riscos de frente e avançar, ir adiante, faltava persistência, eu tinha medo, muito medo. Eu estava sempre pensando em que negócios eu conseguiria fazer sem dinheiro, ou quase sem nenhum dinheiro, só que isso não existe, sempre é necessário investimento, ele pode ser pequeno em alguns casos, mas é sempre necessário.

Uma experiência empreendedora real

Em 2015, ano em que iria me formar, resolvi arriscar tudo, vi a uma oportunidade na área de eventos, não existia nenhum evento de saúde que integrava suas diversas áreas, com uma exposição e palestras sobre saúde e vida saudável. Fiz algumas pesquisas, vi que existiam clientes interessados. Eu tinha outros problemas, além de não ter dinheiro, minha rede de contatos era horrível, eu não a cultivei, e agora ela fazia falta. O ramo de eventos foi o único que eu consegui alavancar o negócio sem ter muitos recursos, o dinheiro viria da venda dos standes, dos patrocínios e dos ingressos. A maior parte dos recursos seriam necessários apenas na data próxima a realização do evento. Quem entrou na minha vida empresarial nesse momento foi minha mãe, cansada de me ver patinando em tudo que eu fazia ela aceitou me ajudar, e foi dela a maior lição que eu tive na minha vida até aquele momento, a de ir até o fim. Minha mãe é uma empreendedora, sempre foi, montou diversos negócios, videolocadora, salão de beleza, um cibercafé, organizou cursos, feiras, eventos, mas ela nunca conseguiu fazer com que eles realmente decolassem. Ela tem diversas competências que complementavam as minha deficiências, assim virou minha sócia.

Comecei a estudar muito a área, na verdade eu conhecia muito poucos sobre saúde, vida saudável, e eventos. Levantamos os custos, fizemos um bom planejamento financeiro, material de vendas, website, comunicação visual. Eu tinha em minha cabeça: “eu sou administrador, eu estou preparado tecnicamente para isso”.

Tocamos o negócio, muitas ligações de vendas, e-mails, busca de parcerias, palestrantes, entre outra diversas atividades. Sabe aquela frase, a vida é difícil, os negócios são difíceis, aguente ou desista, o mundo não é dos fracos, no pain no gain, isso estava bem claro na minha mente. O andar do negócio foi bem assim, cheio de dificuldades, eu tentei desistir algumas vezes, fiquei deprimido, minha sócia que manteve a linha do negócio. Eu cobrava a mim e a minha sócia por resultados, e eles não apareciam, o tempo passava e poucas vendas saim, era um ano de crise política e econômica total no Brasil, tudo no que se falava era na crise. Mudamos diversas vezes o tamanho do negócio, como as vendas estavam muito lentas, fizemos muitas modificações, enxugamos o orçamento. Mudamos o núcleo do negócio de uma grande exposição para o fórum da saúde, era o que estava dando melhores resultados. Pagar o centro de eventos tinha virado um real pesadelo para nós, era um valor alto, e não conseguimos o valor da entrada a tempo, tivemos que mudar o local, o que foi uma das melhores decisões que tomamos, a decisão que salvou o projeto. Próximo ao evento conseguimos tomar mais algumas decisões ruins, colocamos pessoas para trabalhar que nos prometeram muito e acabaram não entregando nada, e algumas acabaram prejudicando o evento.

Não pensem que por sermos filho e mãe tocando o negócio que nossas brigas eram mais tranquilas do que a de sócios normais, eram de igual pra igual a daqueles filmes com reuniões nervosas e não construtivas. Nossa relação de mãe e filho praticamente não existiu durante esse período.

A gota d’água foi a algumas semanas antes do evento, estava dirigindo e tive que parar o carro, olhei para minha sócia e disse, estou tendo um infarto, esse era o nível de stress que eu estava em minha vida profissional, a vida pessoal nem existia mais. Descobri na cardiologia que não era um infarto, mas sim síndrome do pânico, problema no qual eu tive que lidar até o dia do evento. Parece bobagem, mas os sintomas do pânico são físicos, o coração dispara, você não consegue controlar, não parece ser algo psicológico, eu mal conseguia respirar. Bom, é isso que é ser um empreendedor? Esse é o caminho do sucesso? Esse é o caminho do suor e das lágrimas? Vale a pena?

O evento aconteceu, algo que não acreditávamos mais ser possível em diversos momentos, financeiramente a primeira edição do evento foi um desastre, ficamos com boas dívidas. Por outro lado validamos o nosso produto, quem estava no evento se encantou, juntamos pessoas de diversas áreas, médicos, enfermeiros, terapeutas, psicólogos, nutricionistas, farmacêuticos educadores físicos, empresários, pessoas em geral, todos juntos vibrando com cada palestra, com cada tema abordado. Nós acabamos recebendo uma linda homenagem durante o evento que nos pegou de surpresa, feita por nossos parceiros e clientes. Nosso negócio continua de pé.

O dia seguinte

Foi uma jornada de autoconhecimento fantástica. Com tudo encerrado, quebrado, minha esposa pediu o divorcio depois de termos ficado 14 anos juntos, ela disse que não acreditava em mim e no que eu fazia, fiquei sem carro, sem meu cachorro, entreguei meu apartamento e fui morar com minha mãe. E por mais desesperador que isso possa parecer em sua mente, eu estava bem, eu me encontrei, eu me descobri, eu achei a paz. Eu não vivia mais no medo, acabei enfrentando e vivendo todos os meus medos e sobrevivi, eu passei a viver plenamente, a viver o dia de hoje, eu aprendi a me amar, eu me auto realizo todos os dias que acordo e agradeço a oportunidade de estar vivo. Me redescobri como professor, como alguém que tem muito conteúdo, conhecimento, experiência a passar. Descobri que gostava de escrever, de ajudar, e que continuo gostando e tendo vontade de empreender. Eu entrei no fluxo, e tudo começou a mudar. Conheci pessoas maravilhosas, que irão se engajar no evento, encontrei um novo sócio, que acredito que seja a pessoa com maior conhecimento empresarial e espiritual com quem já conversei. Conheci ideais diferentes, ideais que me complementaram, nunca mais vou viver nenhum pesadelo, as coisas não serão mais pesadas, não vivo mais no esforço, trabalho no que me faz feliz, no que me da prazer, e esse é o principal segredo da vida.

Hoje eu posso dizer claramente: eu sou um empreendedor, um inovador, um criador, que transforma ideias em produtos, serviços e organizações. Também sou um professor, alguém que ama passar o conhecimento e as experiências adiante, alguém que se importa com as pessoas a seu redor. Quero ajudar empreendedores do mundo todo a terem sucesso, e para isso devem se autoconhecer, superar seus medos, conhecer seu poder pessoal, ter as competências técnicas necessárias e a criatividade necessária para o sucesso.

O livro

Então, como administrador de empresas, como empreendedor, como empresário, como professor e como ser humano, desenvolvi o Equilíbrio Empreendedor: O tripé do sucesso, composto pela Técnica, Criatividade e Poder Pessoal, três pilares essenciais para o empreendedor de sucesso. O livro foi desenvolvido a partir de minhas experiências, conhecimentos, de minha mente criativa, das minha intuição, meus fracassos e sucessos. Definitivamente o livro não é um guia, pois o caminho do empreendedorismo e da vida é diferente para cada pessoa, mas o livro apresenta uma série de características indispensáveis para qualquer empreendedor que busque ter sucesso na era da informação.

Essa história não tem um fim, pois ela é apenas um começo.

Se precisar de ajuda em sua história, eu posso te ajudar.


eBook livre e gratuito Equilíbrio Empreendedor: O tripé do Sucesso – Técnica – Criatividade – Poder Pessoal

3d

A Startup Enxuta – Uma visão geral

Startup Enxuta

Startup Enxuta

A STARTUP ENXUTA – UMA VISÃO GERAL

“A maioria dos produtos não fracassa por causa da execução insatisfatória, mas sim porque a empresa está desenvolvendo algo que ninguém quer.”
– Erir Ries, empreendedor

A Startup Enxuta, The Lean Startup de Eric Ries, traz ao empreendedorismo e à inovação uma nova mentalidade que muda todo o processo de criação de startups. Acredito que a Startup Enxuta entrará na história como um divisor de águas quando o assunto for a abordagem científica sobre a inovação. O Equilíbrio Empreendedor adota os conceitos da Startup Enxuta como o modelo a ser seguido na parte técnica do empreendedorismo inovador. A Startup Enxuta é uma metodologia aberta, e pode ser complementada por outras técnicas e metodologias.

A Startup Enxuta traz uma metodologia cientifica, uma nova mentalidade para a criação de produtos e serviços inovadores, baseada em um ciclo de feedback – construir -medir-aprender. A Startup Enxuta não é uma metodologia simples, de fácil compreensão e aplicação, mas é vital para quem busca o sucesso de uma startup, porque ela altera a definição dos objetivos das startup para o aprendizado validado, e muda a maneira de medirmos o progresso de uma startup. A Startup Enxuta é a ferramenta atual mais poderosa para o empreendedorismo inovador, ela é muito mais do que um conjunto de regras, é uma nova mentalidade. A Startup Enxuta se desenvolve sob diversas ideias anteriores de administração e desenvolvimento de produto: a manufatura enxuta, o Design Thinking, o customer development e o desenvolvimento ágil. A Startup Enxuta representa uma nova abordagem para criar a inovação continua, vou apresentar a seguir seus fundamentos e seu processo de funcionamento.

Lean Startup basics

A VISÃO DA LEAN STARTUP

Uma startup é uma instituição humana projetada para criar novos produtos e serviços sob condições de extrema incerteza. O objetivo de uma startup é descobrir a coisa certa a ser criada, o que os clientes querem e pagarão por isso, o mais rápido possível, enfatizando a interação rápida e a percepção do consumidor. Se você desenvolve algo que ninguém quer, qual é a importância se você faz isso dentro do prazo e do orçamento?

CONCEITOS DA LEAN STARTUP
  • Empreendedores estão em todos os lugares.
  • Empreendedorismo é administração.
  • Utiliza a contabilidade para inovação, uma nova forma de medir o progresso de uma startup.
  • Tem como base o aprendizado validado.
  • Em uma startup não se sabe quem é o cliente e nem se existe valor no produto oferecido.
  • A startup é uma catalisadora que transforma ideias em produtos. À medida que os clientes interagem com os produtos, geram importantes feedbacks e dados.
  • Os produtos da startup são experimentos, a aprendizagem sobre como desenvolver uma empresa sustentável é o resultado desses experimentos. Para as startups, tais informações são muito mais importantes que dólares, prêmios ou citações na imprensa, pois podem influenciar e reformular o próximo conjunto de ideias.
  • Existe na cabeça do empreendedor algo que ele acredita ser um produto ou serviço com grande potencial. Os elementos mais importantes para o sucesso desse produto ou serviço são chamados de atos de fé, eles devem ser testados na busca de validação. Existem duas principais hipóteses que devem ser validadas:
    • Hipótese de Valor: É formulada para testar se o produto ou serviço de fato fornece valor aos clientes.
    • Hipótese de Crescimento: É formulada para testar como os novos clientes descobrirão o produto.
  • Ao reduzir o tamanho do lote de produção, podemos atravessar o ciclo de feedback – construir-medir-aprender com mais rapidez do que os nossos concorrentes. A capacidade de aprender mais rápido com os clientes é a principal vantagem competitiva que as startups devem ter.
  • O motor de crescimento é o mecanismo que as startups utilizam para alcançar o crescimento sustentável.
  • O objetivo dos esforços iniciais de uma startup deve ser testar as hipóteses o mais rápido possível.
  • O primeiro desafio do empreendedor é testar essas suposições sistematicamente. O segundo desafio, como em todas as situações do empreendedorismo, é realizar esses testes sem perder de vista a visão geral da empresa.
O processo:

O processo da Lean Startup é baseado no ciclo de feedback – construir-medir-aprender que abordarei a seguir.

Ciclo Lean Startup

1) Constuir

Com base em suas ideias, no que o empreendedor acredita ser um novo produto ou serviço promissor, é criado um produto mínimo viável, ou MVP, é ele que fará a interação com os clientes. É com o MVP que iremos percorrer todo o ciclo de feedback – construir, medir, aprender. Devemos estar dispostos a pôr de lado nossos padrões profissionais tradicionais para começar o processo de aprendizagem validada o mais breve possível.

Uma regra: elimine todo recurso, processo ou esforço que não contribui diretamente com a aprendizagem que você procura. Esse MVP não precisa funcionar da maneira correta por de “trás das cortinas”, como no caso do Grupon, que os funcionários geravam os cupons manualmente, sem um sistema funcionando automaticamente como parecia existir. Ou no caso do Dropbox, que tinha apenas um vídeo em seu site como MVP, explicando o funcionamento do software e cadastrando os interessados pelo mesmo. O Dropbox usou um vídeo como MVP pois seu produto final era de grande complexidade técnica. Construa o seu MVP focando apenas nas características que possam trazer validação para sua hipótese de valor e sua hipótese de crescimento. São essas características que definirão o potencial de seu produto.

2) Medir

Com o MVP construído, ele agora deve ser disponibilizado ou vendido para clientes reais. São as interações dos clientes reais que geram as informações necessárias para medir o desempenho de uma startup. O maior desafio de uma startup é o de determinar se os esforços de desenvolvimento do produto estão levando a um progresso real. Para isso, usaremos a contabilidade para inovação, uma abordagem quantitativa que nos permite observar se os esforços de ajuste do produto estão dando resultados. Isso possibilita a criação de marcos de aprendizagem, que são úteis para avaliar o progresso de maneira precisa e objetiva. É utilizado na Startup Enxuta algumas ferramentas importantes como o teste comparativo A/B, Kanban e a análise de coorte.

Utilizando o MVP devemos estabelecer a baseline, ou seja, a onde a startup se encontra nesse momento. Sem um quadro claro do status corrente, não importa a distância que se está do objetivo, é impossível começar a acompanhar o seu progresso. A partir de sua baseline, os esforços da startup devem ser em avançar na direção desejada, onde todas as mudanças no produto gerem resultados na otimização de mover a baseline rumo ao ideal, regulado constantemente o seu motor de crescimento, que é o que faz as pessoas conhecerem o produto. Não existem métricas padrão que possam ser utilizadas por todas as startups, as métricas devem estar relacionadas a validar a hipótese de valor e a hipótese de crescimento da startup. Elas devem ter três características fundamentais: ser acionáveis, acessíveis e auditáveis.

Todo desenvolvimento de produto, marketing ou outra iniciativa que uma startup empreenda, deve ser direcionado para a melhoria de uma das forças motoras do seu modelo de crescimento. Como por exemplo, uma mudança de sucesso no design deve melhorar a taxa de ativação de novos clientes. Após a startup fazer todos os ajustes e otimizações possíveis no produto para mover sua baseline rumo ao ideal, a empresa alcança um ponto de decisão. Pivotar ou perseverar.

3) Aprender

Toda startup é uma experiência, e seu objetivo é o aprendizado validado. Estamos fazendo progresso suficiente para acreditar que nossa hipótese estratégica original é correta ou precisamos fazer uma grande mudança? Ou seja, um pivô, uma correção de curso estruturada, projetada para testar uma nova hipótese fundamental acerca do produto, da estratégia e do motor de crescimento. É possível ter uma startup com um produto incrível, mas se ninguém o comprar, qual é a sua relevância?

Não existe uma formula rígida para a tomada de decisão de pivotar ou perseverar, não há maneira de remover o elemento humano – visão, intuição, julgamento – da prática do empreendedorismo, nem isso seria desejável. Cada pivô libera novas oportunidades para outras experimentações, e o ciclo se repete. Toda vez repetimos esse processo simples: estabelecer a baseline, ajustar o motor e tomar a decisão de pivotar ou perseverar.

“Meu objetivo na defesa de uma abordagem científica para a criação das startups é canalizar a criatividade humana para sua forma mais produtiva, e não há maior destruidor do potencial criativo que a decisão mal orientada de perseverar.”

– Eric Ries


 

O que é ser empreendedor?

be an entrepreneur

Empreendedor x Empresário

O que é ser empreendedor?

O empreendedor é aquela pessoa que consegue transformar uma ideia inovadora em um serviço, produto ou negócio. Ele pensa e age de forma inovadora, identificando e criando oportunidades, inspirando, renovando e liderando processos, tornando possível o que parece impossível, entusiasmando pessoas, combatendo a acomodação à rotina e assumindo riscos em favor de seus ideais.

Segundo Emanuel Leite, PhD em inovação e empreendedorismo, ser empreendedor significa ter capacidade de iniciativa, imaginação fértil para conceber as ideias, flexibilidade para adaptá-las, criatividade para transformá-las em oportunidades de negócio, motivação para pensar conceitualmente e capacidade para perceber as mudanças como oportunidades.

O empreendedor é um artista, um criador. Alguém que cria novos produtos, novos empregos, novas coisas. E nunca para. Ele não cria apenas porque quer, mas também porque sente grande necessidade de realização.

Empresário x Empreendedor

Muito se confunde os dois termos até porque muitas vezes eles realmente estão ligados. O empresário é o dono de uma empresa, ele pode ou não ser um empreendedor, se ele deixar de ter a empresa ele deixara de ser um empresário.  Ser empresário é uma profissão, enquanto ser empreendedor está muito mais ligado a uma postura, uma forma de ver o mundo.

O Empreendedor é aquele faz as coisas acontecerem, aquele que transforma uma ideia em um serviço, produto ou modelo de negócios. Um empreendedor pode ser um empresário, mas pode também ser um funcionário ou o criador de um empreendimento social.

Se o empresário é um agente de inovação, que cria oportunidades e lidera processos, ele também é um empreendedor.

Espirito Empreendedor

É a base do empreendedorismo, é ter a vontade de transformar visões em realidades lucrativas, é querer solucionar problemas reais das pessoas. O espirito empreendedor está diretamente ligado a capacidade de inovação, de fazer diferente, de questionar a realidade e fazer acontecer evoluções diárias, de desenvolver empreendimentos inovadores, que são os motores do desenvolvimento social e econômico de uma nação.

O empreendedorismo não consiste em fazer dinheiro (embora isso geralmente aconteça), mas em atingir a auto-realização pessoal. O que você quer conquistar e construir a longo prazo?

Carreira de Empreendedor

Segundo Eric Ries, criador da Startup Enxuta o “empreendedor” deveria ser considerado um cargo em todas as empresas modernas que dependam da inovação para seu crescimento futuro.

O empreendedor tem a oportunidade de trabalhar em todas as áreas de um negócio, de controlar o seu próprio destino, de gerir seu tempo e lidar diretamente com os clientes. Tudo isso pode parecer fantástico, mas é também uma tarefa extremamente complexa e desafiadora que depende do equilíbrio entre a técnica (conhecimentos e habilidades), a criatividade e o Poder Pessoal.

É empreendedor aquele que transforma ideais em soluções reais inovadoras, isso pode ser dar:

  • Criando seu próprio negócio ou startup;
  • Como funcionário de uma empresa (intraempreendedorismo);
  • Como funcionário público;
  • Criando ou atuando em uma organização sem fins lucrativos.

Competências do empreendedor

Não é apenas com espirito empreendedor, intuição e muita vontade de trabalhar que se faz o sucesso de uma empresa. Além de ter coragem para se arriscar, muitas vezes em um setor produtivo ainda não explorado, o empreendedor precisa levar muito a sério a gestão de seu negócio. Empreender é administrar, o mercado, invariavelmente, acaba devorando os amadores.

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Competência do empreendedor moderno:

  • flexibilidade;
  • atualização permanente;
  • motivação, envolvimento e compromisso;
  • criatividade;
  • inovação;
  • atitude pró-ativa e empreendedora;
  • abertura à mudança e disponibilidade;
  • capacidade de adaptação;
  • orientação para a resolução de problemas;
  • tenacidade e resistência a situações estressantes.

Eu acredito que além dessas, existem outras competências importantes para um empreendedor de sucesso, e tenho um modelo novo que aborda essas questões, conheça o Equilíbrio Empreendedor aqui.

Dúvidas?

Vamos construir juntos definições melhores sobre o que é ser empreendedor e empreendedorismo, comente e de a sua contribuição, tire suas dúvidas ou de o seu feedback, sua opinião é muito importante para mim.

Até a próxima!

Luis Henrique de Souza

Fontes:

  • Apreendendo a Empreender – SEBRAE – 2011
  • A Startup Enxuta – Eric Ries – 2012
  • O Fenômeno do Empreendedorismo – Emanuel leite – 2012
  • Planos de Negócios que dão certo – Dornelas, Timmons, Zacharakis, Spinelli – 2008